quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Suspeita sobre ex-assessor dos Bolsonaro põe Moro em saia-justa

Fotos: Reuters

Por Helena Chagas, para Os Divergentes e para o Jornalistas pela Democracia – Assim como jabuti não sobe em árvore, o Ministério Público, o Coaf e outras corporações do setor de investigações não dão ponto sem nó. O vazamento do relatório que apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro — apontando inclusive um choque de R$ 24 mil para a futura primeira dama Michelle Bolsonaro — criou uma saia-justa para o novo governo. A pergunta que não quer calar em Brasília é se, antes mesmo da posse, a família Bolsonaro começará a ser investigada.
Tal investigação não existe ainda. Fabrício Queiroz, o ex-assessor do filho 01 na Alerj, entrou numa lista de 22 funcionários que, segundo o Coaf, tiveram movimentação financeira incompatível com seus ganhos. Essa lista foi anexada pelo Ministério Público à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, que teve como alvo os esquemas na Alerj.
Nem Flávio nem Fabrício estão no alvo dessa operação, mas o relatório apontando os caminhos suspeitos do dinheiro, que era retirado também em espécie da conta do servidor, foi parar nas mãos da imprensa muito provavelmente para forçar a abertura de uma investigação. Afinal, são muito comuns, nesses tempos de Lava Jato permanente, aquelas situações que começam quando as autoridades atiram no que vêem e acabam acertando o que não vêem.
Também é frequente o expediente dos procuradores de vazar uma denúncia para respaldar a abertura de um inquérito quando o caso é delicado. Para lá de delicado, no momento, por citar parentes do presidente eleito. Flávio Bolsonaro, em seu twitter, jogou o caso no colo do ex-assessor, afirmando esperar que ele explique tudo. Será que vai?
Acima de tudo, o episódio será um teste para o novo governo e seu futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, que a partir de 1 de janeiro será o chefe da Polícia Federal e do Coaf. Se a investigação for aberta, portanto, estará nas mãos do sujeito que abriu a caixa e soltou todos os monstros – que, vê-se agora, são incontroláveis. Seu comportamento será acompanhado com lupa para ver se o pau que bate em Chico bate em Francisco.
Fonte: www.brasil247.com

terça-feira, 6 de novembro de 2018

LULA: QUEM COMETEU CRIMES FOI SÉRGIO MORO


O ex-presidente Lula rebateu as declarações do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, que disse que ele foi preso por ter cometido crime. "Moro sim, cometeu vários atos ilegais, definidos e comprovados, contra Lula: condução coercitiva, gravação ilegal dos seus advogados, divulgação ilegal de conversas de familiares de Lula, divulgação ilegal de grampo ilegal de conversa com a então presidenta da República Dilma Rousseff, interferência ilegal para que autoridade policial não cumprisse Habeas Corpus determinado por juiz de instância superior", diz a nota de sua assessoria. 
Leia, abaixo, a íntegra da nota:
A declaração do ex-juiz Sérgio Moro, em coletiva de imprensa, de que Lula teria sido condenado por cometer crimes, contrasta com a própria sentença de sua autoria que fala em ‘atos de ofício indeterminados’. Ou seja, Moro condenou Lula sem identificar qual teria sido o ato ilegal que ele supostamente cometeu, em uma decisão onde esse é apenas um dos muitos absurdos jurídicos. Moro sim, cometeu vários atos ilegais, definidos e comprovados, contra Lula: condução coercitiva, gravação ilegal dos seus advogados, divulgação ilegal de conversas de familiares de Lula, divulgação ilegal de grampo ilegal de conversa com a então presidenta da República Dilma Rousseff, interferência ilegal para que autoridade policial não cumprisse Habeas Corpus determinado por juiz de instância superior, entre outros. É com essa ‘qualificação’ que ele foi escolhido ministro da Justiça de um político que só venceu as eleições como resultado das ações políticas de Moro, e que prometeu prender ou ‘varrer do país’ a oposição.

Assessoria de imprensa do presidente Lula
Fonte: www.brasil247.com

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Globo salvou Bolsonaro de uma derrota certa: por nocaute ou WO

Ao cancelar o tradicional debate entre candidatos realizado 48 horas antes da eleição, a TV Globo faz uma gentileza sem preço com a candidatura de Jair Bolsonaro e confirma uma reputação de parcialidade histórica -- contra os interesses da maioria da população e contra as liberdades democráticas. 
Os dados são claros. Há uma semana, em pesquisa do Data Folha, uma maioria de 67% dos eleitores disseram que queriam assistir debates entre candidatos a presidente. Informados de que Bolsonaro ameaçava fugir, um total de 73% disseram que queriam a presença dele num confronto com Fernando Haddad. Ou seja. Não há dúvida que um debate atende ao interesse público. Também é exibido pelo público.  
É compreensível. Num país que necessita, mais do que nunca, debater propostas para enfrentar uma das mais graves crises de sua história, um debate presidencial constitui um momento único  para auxiliar 147 milhões de eleitores a tomar uma decisão bem informada em 28 de outubro. Permite comparar propostas para o país, examinar os traços de comportamento dos candidatos e ainda sua capacidade para dar respostas adequadas para perguntas inesperadas -- informações sempre úteis para quem irá escolher o novo presidente da República.
Basta recordar a distância que separa as visões de mundo e os projetos específicos de cada candidato na reta final da campanha  para compreender a importância de um encontro dessa natureza no Brasil de 2018. 
Ainda que possam ser de extrema serventia para o eleitorado, em particular nos últimos dias de campanha, os debates são motivo de desconfiança e temor por parte dos candidatos com menor preparo e menor conhecimento dos assuntos do país. Costumam fugir dele sempre que possível. 
Sem nenhuma razão médica para deixar de comparecer ao último debate da campanha, Bolsonaro tinha todos os motivos para evitar um confronto direto com Fernando Haddad. 
Basta assistir às entrevistas e depoimentos de cada um, em vários momentos da história, para chegar a uma conclusão elementar. Para Haddad, o debate era uma oportunidade de defender ideias e expor seu conhecimento sobre os problemas do país. Uma chance rara, neste país onde a mídia é um pensamento único e ideias progressistas costumam ter pouco espaço. 
Para o candidato do PSL, cujo discurso é uma coleção de preconceitos de todo tipo, o debate era uma ameaça do primeiro ao ultimo minuto.
Embora Haddad seja um debatedor com estilo de pugilista técnico, com golpes mais bem encaixados do que violentos, o risco de Bolsonaro enfrentar uma derrota por nocaute era óbvio. 
Se insistisse em simplesmente fugir da disputa, deixando de comparecer, como fez ontem no Roda Viva, da TV Cultura, seria vencido por WO -- vexame ainda maior, considerando a audiência da Globo. 
Foi esse o serviço que a Globo  prestou a Bolsonaro, nos  momentos finais de uma campanha que já foi manchado pela onda vergonhosa de  fake news e da violência contra eleitores de Haddad.
Para proteger o lutador de sua preferencia, a emissora simplesmente cancelou o combate. 
Um prêmio para o gesto covarde de Bolsonaro, um investimento para a Globo, uma derrota para a democracia. 
Alguma dúvida?  
Fonte: www.brasil247.com

domingo, 21 de outubro de 2018

BOLSONARO AMEAÇA SEUS OPOSITORES: OU VÃO PARA FORA OU SERÃO PRESOS


Carta Capital - Em vídeo exibido em um telão na Avenida Paulista durante ato a favor de sua candidatura, Jair Bolsonaro voltou a usar termos bélicos contra os opositores. O candidato do PSL prometeu “uma limpeza nunca vista na história desse País” e criticou a “imprensa vendida”.
“Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos do Brasil”, afirmou. “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”. Em retribuição, seus apoiadores gritavam “Fora, PT”.
Leia na íntegra na Carta Capital
Abaixo, o tweet de Boulos:

Bolsonaro disse hoje em discurso transmitido na Avenida Paulista que seus opositores ou "vão para fora do país ou para a cadeia". Típico de uma mente autoritária e ditatorial, de quem acha que é dono do país. Seguimos na resistência democrática.
Fonte:  www.brasil247.com

sábado, 20 de outubro de 2018

Os caminhos do vira vira

Fácil, não é, mas é possível virar. O que foi construído pode ser desconstruído. O que foi posto, pode ser virado.
Hoje, em grande medida, a virada depende do nordeste. É a grande região de votos do Haddad, onde é mais possível virar o voto a favor do Haddad, porque é a região que mais conhece as transformações fundamentais que mudaram sua vida para melhor. Haddad lidera bem, mas é possível e indispensável elevar essa liderança ao patamar dos 70% que a Dilma teve la. E’ a região em que basta associação do Haddad com o Lula, para se reverter o voto.
É a região em que a menção dos programas dos governos do PT, para os nordestinos representa a melhoria das suas condições de vida, do Bolsa família à transposição do São Francisco, do Luz para todos ao Minha casa minha vida, da geração de empregos à abertura de escolas publicas. É onde a evidencia de que a vida de todos tinha melhorado e pode voltar a melhorar, se impõe. E pode ser usada como argumento claro para reverter votos de todas as camadas da população.
Se faltasse argumentos, a menção do Lula, do seu governo, do seu candidato, é argumento irresistível para reverter votos. O Haddad precisa aumentar seu caudal de votos e não é possível que o Bolsonazi tenha ainda tantos votos na região, depois das menções ofensivas dele aos nordestinos.
Esse é o primeiro grande objetivo, para que o vira vira seja uma realidade. Haddad volta ainda uma outra vez ao nordeste, a Pernambuco, para fechar a campanha em Recife. Tem que ser uma viagem mais apoteótica ainda e marcar a virada democrática.
Objeto prioritário da virada são os votos dos mais pobres, a grande maioria da população. Mesmo que tenha argumentos, religiosos ou de outra ordem, eles tem que ser confrontados com a sua realidade concreta, que piorou muito com o governo Temer. Deixar claro que o Bolsonazi vai manter a politica econômica do governo Temer, que seu guru econômico não se cansa de dizer isso. O que significaria manter, a partir de janeiro, o desemprego, os salários precários, ao que se soma a ameaça de tirar o decimo terceiro salário, as ferias remuneradas, de aumentar os impostos para os pobres. Recordar como a vida de todos tinha melhorado muito, como havia emprego para todos, como os salários sempre aumentavam acima da inflação no governo Lula.
Que isso pode voltar a ocorrer a partir de janeiro. A economia vai voltar a crescer com o Haddad, haverá muito mais empregos, enquanto com o Bolsonazi o povo vai continuar vivendo na miséria, no abandono. A forma como ele se refere ao povo, aos trabalhadores, mostrar como eles seriam tratados num governo dele. Outro setor prioritário são as mulheres, em que ainda ha empate entre os dois candidatos. É fundamental fazer todas as mulheres ouvirem como ele as trata, como seres inferiores, que as mulheres devem ganhar menos que os homens, que ele fala da violação das mulheres, que ele é contra a Lei Maria da Penha, que protege as mulheres das violências.
Que as mulheres tem que votar porque as defende nos seus interesses, na defesa da sua integridade física.
Bolsonazi votou a favor do congelamento dos recursos para as politicas sociais, portanto pelo fim do Bolsa família, do Minha casa minha casa, pelo fechamento de escolas publicas, por menos recursos para o Sus, por menos politicas sociais para todos e a favor que os banqueiros continuem mandando no pais, que é o que ocorre no governo Temer e que o Bolsonazi quer manter. Os pobres votam em grande medida pelo Haddad, mas é preciso tirar mais votos do Bolsonazi, mostrando como ele é contra os programas para os pobres, para os mais necessitados.
Os negros já votam majoritariamente pelo Haddad, mas se deveria fazer a todos eles ouvir o que o Bolsonazi diz deles, diz dos homossexuais, dos LGBT, dos quilombolas, como ele é inimigo deles. Como ele prega trata-los com violência, pela policia, com discriminação e exclusão dos seus direitos.
É preciso esclarecer os que acham que o armamento generalizado da população via significar mais segurança. Haverá mais armas, mais violência, mais mortes. Qualquer desavença num bar da esquina pode terminar em mortes. Qualquer briga na saída de um jogo de futebol pode terminar em massacre. Qualquer briga no trânsito pode terminar em mortes. Os jovens, os filhos das famílias não poderão circular com tranquilidade, sabendo que as pessoas andam armadas. As mães de família vão ficar ainda mais agoniadas esperando seus filhos voltaram do trabalho, da escola, do passeio com os amigos. O que é preciso, ao contrario, é controlar o trafico de armas, daquelas armas que alimentam os traficantes e as milícias, que junto com a policia, são os grandes responsáveis pelas mortes da população.
Cada um saberá como traduzir os argumentos contra o Bolsonazi, pelo retorno a politicas de paz, de justiça social, de reconhecimento do direito ao emprego e ao salario, do direito ao acesso a escolas, a universidades.
Dessa nossa capacidade de convencer as pessoas de que seus interesses estão do lado do Haddad e contra os do Bolzonazi, de todas as formas que sejamos capazes, com convencimento, com persuasão, com argumentos, depende o vira vira que no levará à vitoria no dia 28.
Fonte: www.brasil247.com

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

TSE ABRE AÇÃO PARA INVESTIGAR USINA DE FAKE NEWS DE BOLSONARO



O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na noite desta sexta-feira, 19, abrir investigação a compra de disparos em massa de mensagens anti-PT pelo WhatsApp. A decisão foi do corregedor do TSE, ministro Jorge Mussi.
Como relata da Folha de S. Paulo, o ministro negou o pedido de medidas cautelares feito pelos advogados do PT, que queriam que houvesse busca e apreensão de imediato, e deixou de analisar o pedido de quebra de sigilo das empresas suspeitas.
Mais informações em instantes.
Fonte: www.brasil247.com

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Como Hitler, Bolsonaro dá a seus apoiadores carta branca para agredir


Isso que estamos vendo nas ruas, as agressões brutais a pessoas identificadas com o PT não é o retrato de uma luta política para vencer as eleições na marra, no grito, na força; é um trailer do que será o Brasil se Bolsonaro for eleito. É o clima em que viveremos durante os quatro anos de seu governo se essa desgraça anunciada acontecer.
Quando ele diz que não consegue controlar seus apoiadores que agem como se fossem donos do país está lhes dando uma carta branca para barbarizar.
E ele ainda nem chegou ao poder.
Na Alemanha dos anos 30, atolada na miséria, o histérico, esquisito e desconhecido Adolf Hitler venceu as eleições atribuindo a culpa pela desgraça alemã aos judeus.
Seus eleitores não tiveram dúvida: passaram a agredir, atacar e matar judeus achando que assim levariam o país à prosperidade. Sem judeus a Alemanha voltaria a crescer.
Ao assumir, Hitler fundou o 3º. Reich e transformou o extermínio de judeus em política de estado, exacerbando a ideia de que acabando com esses seres de raça impura os problemas da Alemanha seriam resolvidos.
Agora sabemos que esse transe coletivo comandando por um maluco serial killer resultou num genocídio sem precedentes de judeus, ciganos e gays – os impuros – e levou o mundo à Segunda Guerra.
Milhões de pessoas foram assassinadas – não apenas judeus, ciganos e gays - e a miséria na Alemanha só aumentou.
Quando os alemães perceberam que a culpa não era dos judeus e sim de Hitler já era tarde demais. O país estava destruído. E boa parte da Europa também. Os alemães passaram a ser confundidos com Hitler. Ser alemão era vergonhoso e vexatório.
Não é difícil enxergar em Bolsonaro as mesmas características de Hitler. Não por coincidência ele já declarou que seu avô foi soldado nazista e que ele não teria problema em ser um (está em vídeo, na internet) e quando circulou um pôster onde seu retrato ganha um bigodinho de Hitler ele disse que não ficou ofendido, ficaria se fosse associado a gay.
Podemos compreender que os alemães dos anos 30, que nunca tinham visto algo semelhante tenham caído na lorota sanguinária de Hitler. Mas é inaceitável que mais de 80 anos depois daquele Armagedon milhões de brasileiros acreditem num novo Hitler que a repete, espalha a mentira de que a culpa pela miséria em que estamos é dos petistas e uma vez exterminados o Brasil vai voltar a sorrir.
Tal como na Alemanha, os ataques estão começando pelos petistas, para logo adiante se voltarem contra todos aqueles que não se ajoelharem aos pés do ditador. E a miséria só vai aumentar. E quando os brasileiros descobrirem que os culpados não eram os petistas será tarde demais. Todos os brasileiros serão confundidos com Bolsonaro e será vergonhoso ser brasileiro.
O Brasil corre o risco de tirar das urnas um novo Hitler e, a duas semanas do ponto de não-retorno as principais lideranças do país parecem desconhecer que está em gestação o IV Reich.
Fonte: www.brasil247.com
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

HADDAD: BOLSONARO QUER DAR 'CAVALO DE PAU' E DIZER QUE DEFENDE BOLSA FAMÍLIA

Ricardo Stuckert | Secom | ABr

Em visita à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasilia, na manhã desta quinta-feira (11), Fernando Haddad, fez crítica contundente a  Jair Bolsonaro, que sempre atacou de maneira agressiva o Bolsa Família e mudou de posição radicalmente no dia de ontem: "Se tem alguém que criticou o Bolsa Família e, de certa maneira, humilhou os seus beneficiários, ao longo dos últimos 10 anos, foi o meu adversário. Não é fake news, basta ver na internet as frases que ele pronuncia sobre nordestinos que recebem o Bolsa Família". E completou: “Agora quer dar um cavalo de pau e dizer que defende os pobres?", questionou.
Segundo Haddad, tudo o que Bolsonaro “faz é votar contra o trabalhador”.
“Votou contra a pessoa com deficiência, votou contra o trabalhador na reforma trabalhista, votou contra o cidadão no teto de gastos. Sempre vota contra o trabalhador. Nunca aprovou nada relevante em 28 anos de mandato”, disse.
“Agora quer dar um cavalo de pau e dizer que defende os pobres?", questionou o candidato, que esteve na CNBB com o secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner, acompanhado de um de seus coordenadores de campanha, Gilberto Carvalho, e do governador do Piauí reeleito no primeiro turno, Wellington Dias (PT).
Segundo o candidato da frente democrática, "Dom Leonardo reiterou nota da CNBB sobre medidas do governo atual como a chamada teto de gastos e a reforma trabalhista". "Me comprometi no primeiro momento a revogar essas medidas que, na minha opinião, comprometem os direitos sociais", disse.
Haddad também afirmou que é atacado por Bolsonaro, que diz que o oponente distribuiu material impróprio para crianças, o chamado kit gay. "Jamais houve distribuição de material impróprio para crianças. Isso seria um desrespeito com professoras e diretoras", complementou o presidenciável do PT.
O postulante comentou os apoios que sua candidatura está recebendo e disse que as "forças democráticas estão se unindo". Ele afirmou que todos os governadores eleitos do PSB já estão engajados. "Tivemos a felicidade de ter o apoio formal do PDT, do Ciro (Gomes)", continuou. Ele foi interrompido nessa hora por um jornalista que disse "crítico, não é?". "Todo apoio é crítico", respondeu. "O Ciro está se recuperando de uma cirurgia e, para nós, uma palavra dele basta".
Fonte: /www.brasil247.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

PT em Nova Cruz sai fortalecido no primeiro turno


O trabalho realizado pela militância do Partido dos Trabalhadores em Nova Cruz rendeu bons frutos. O presidente do PT Delaías Barbosa, mostrou-se muito feliz com os resultados das eleições nesse primeiro turno, afirmou que o trabalho de base realizado pela militância, fez com que os novacruzenses entendessem a mensagem dos candidatos. A prova desse trabalho foi o que os eleitores confirmaram nas urnas, dando a candidata ao governo Fátima Bezerra um total de 7483 votos, o candidato a deputado federal Fernando Mineiro obteve um total de 953 votos, e a candidata a deputada federal Natália Bonavides que teve o apoio do diretório local, recebeu um total de 1004 votos.





segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O FASCISMO JÁ ESTÁ NO PODER


 Episódios gravíssimos de violência perpetrados por apoiadores de Jair Bolsonaro contra cidadãos brasileiros nos últimos dias mostra que o fascismo já se sente empoderado no Brasil insuflado pelo ódio. Querendo impor-se pelo medo e pelo terror, partidários do candidato da extrema-direita sentem-se legitimados pelo capitão da reserva, não coíbe tais crimes, pelo contrário, estimula-os. 
Na madrugada desta segunda-feira, 8, horas após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, o mestre de capoeira Moa do Katende foi morto com 12 facadas nas costas em um bar em Salvador, após dizer que tinha votado em Fernando Haddad para a presidente. O autor do crime, que começou a discussão, manifestou aos gritos seu apoio a Jair Bolsonaro, de acordo com informação oficial a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) (leia mais).
No Recife, uma jornalista do Jornal do Commercio foi agredida e ameaçada de estupro por dois homens na tarde da eleição. De acordo com a jornalista, cujo nome não foi revelado, dois homens atacaram-na e a ameaçaram de estupro no momento em que saía do local de votação, no bairro de Campo Grande, na zona norte do Recife. Segundo ela relatou à Polícia, um deles vestia camisa do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). O motivo da agressão seria o fato de ela ser jornalista (leia mais).
O discurso de ódio propagado por Jair Bolsonaro também se volta contra a memória e familiares da vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada no dia 14 de março deste ano, cujos autores até hoje não foram identificados. Também nesta segunda-feira, 8, no Rio de Janeiro, a irmã de Marielle, Anielle Franco, relatou em sua página no Facebook ter recebido gritos no rosto enquanto andava na rua com sua filha de dois anos no colo, sem qualquer roupa de político, partido ou bandeira. "Por conta de um antipetismo vocês preferem propagar o ódio e a violência?! O seu candidato, em suma, defende esse tipo de postura, e outras coisa bem piores! Pensem bem", escreve Anielle (leia mais).
Já em Teresina, um jovem foi espancado por simpatizantes do Bolsonaro simplesmente por estar vestindo uma camiseta vermelha. O pai do arquiteto postou as imagens em seu Facebook no sábado (6). De acordo com o depoimento de Paulo Bezerra, eles agrediram o rapaz enquanto gritavam palavras de ordem. No vídeo é possível ouvir alguns falando “é comunista”, como justificativa para as agressões. Os homens que espancam o jovem vestem camisas com o rosto e nome do ex-capitão (leia mais).
Em nenhum dos casos, Jair Bolsonaro se pronunciou, deixando implícito o seu apoio à escalada dos atos fascistas. As instituições também parecem fazer vistas grossas ao que ocorre no País. O candidato da frente democrática a presidente, Fernando Haddad, condenou o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katende. "Um dia amargo para a democracia. A cultura do ódio precisa ser interrompida urgentemente", disse Haddad pelo Twitter.
Fonte: www.brasil247.com

domingo, 30 de setembro de 2018

BOLSONARO AGORA DIZ QUE ACEITARÁ DERROTA PARA HADDAD, MAS NÃO LIGARÁ PARA CUMPRIMENTÁ-LO

Esq.: Adriano Machado - Reuters / Dir.: Stuckert

 No primeiro dia em casa após ter alta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) explicou neste domingo (30) o que quis dizer com a frase "não aceito o resultado das urnas diferente da minha eleição".
"Sei que não tenho nada para fazer (em caso de derrota). O que quis dizer é que não iria, por exemplo, ligar para o Fernando Haddad depois e cumprimentá-lo por uma vitória", disse ele em entrevista ao jornal O Globo.
Na sexta-feira (28), ao programa de televisão Brasil Urgente, da TV Band, Bolsonaro afirmou: "pelo que vejo nas ruas, não aceito resultado diferente da minha eleição".
Pesquisa CNT/MDA apontou empate técnico entre ele e Haddad, com 28,2% e 25,2% dos votos, respectivamente. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. No segundo turno, Haddad tem 42,7%, contra 37,3% de Bolsonaro.
O presidenciável do PSL disse ter a pretensão de ir ao debate da TV Globo na próxima quinta-feira (4). Há quatro dias, o cirurgião Antonio Luiz Macedo afirmou que caberia a Bolsonaro decidir o que fazer sobre a sua agenda de campanha após deixar o Einstein. "O problema é que o debate demora três horas e a equipe médica tem preocupação com isso. Outra complicação é que teria que ficar em pé muito tempo", disse Bolsonaro.
O candidato tentou amenizar as manifestações que aconteceram em várias cidades brasileiras contra ele por causa de suas posições misóginas e fascistas de Bolsonaro. "Sobre as manifestações de ontem, só vi um certo vulto no Rio de Janeiro e em São Paulo. No resto do Brasil foi um desastre. São apenas minorias contra mim, não existe isso de rejeição de eleitorado feminino ao meu nome", disse.
Algumas declarações do postulante vêm causando polêmica nos últimos anos, como "eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher". Neste caso, Bolsonaro deu palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.
Em 2014, o parlamentar disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia, após a parlamentar defender vítimas da Ditadura Militar (1964-1985).
O parlamentar também defende a pena de morte, a Ditadura Militar (164-1985) e a posse de arma para a população.
Fonte: www.brasil247.com

Só um fato novo tira vitória de Haddad

Stuckert

Bolsonaro se deu muito mal com seu golpe baixo de tentar intimidar os eleitores e até o TSE com sua ladainha fascista de que se não ganhar a eleição não vai aceitar o resultado porque não confia nas urnas eletrônicas. Tentou chamar as Forças Armadas para o seu lado, ninguém respondeu. Levou puxão de orelha até da Globo e dos principais jornais, em editoriais de repúdio às suas investidas contra a democracia.
Sua semana terminou pior do que começou. Seu Posto Ipiranga e seu vice urinaram fora do penico de novo. O primeiro jogou no ar a volta da CPMF, ignorando ou esquecendo que a campanha garante que não aumentará impostos. O segundo pregou o fim do 13º. E das férias como elas são. Talvez a proposta mais radical e anti-povo de toda a campanha.
Ontem, multidões de brasileiros saíram às ruas para dizer #elenão. Nunca se viu um protesto desse tamanho contra uma só pessoa. A pesquisa mais recente MDA/CNT, divulgada ontem confirma que ele parou de crescer, enquanto Haddad não para de subir. Está com 25% em empate técnico com ele, 28%. A rejeição de Bolsonaro foi a 55%.
Somente um fato novo muda essa tendência, avisam especialistas em pesquisas. A ser assim, Haddad continuando em alta e Bolsonaro parado na semana decisiva, o candidato de Lula chegará às vésperas do primeiro turno pela primeira vez à frente.
O segundo turno não será Haddad versus Bolsonaro; será o Brasil versus Bolsonaro.
Fonte: www.brasil247.com

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

FUX AFRONTA LEWANDOWSKI E VETA ENTREVISTAS DE LULA


Luiza Calegari, do Conjur - O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux concedeu uma liminar suspendendo a divulgação de entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta sexta-feira (28). O pedido, feito pela Folha de S.Paulo, tinha sido deferido por Ricardo Lewandowski, do mesmo STF, hoje pela manhã.
A liminar pedindo a suspensão da entrevista foi protocolada pelo Partido Novo. Fux determinou que Lula "se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral".
"Determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência (art. 536, § 3º, do novo Código de Processo Civil e art. 330 do Código Penal)", diz a decisão.
A divulgação e realização de entrevistas está suspensa até que a matéria seja apreciada em plenário, de acordo com a determinação do ministro Luiz Fux.
Liberdade de imprensa
Ao deferir o pedido de entrevista, pela manhã, Ricardo Lewandowski citou que o Plenário do STF garantiu "a 'plena' liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia".
"Não há como se chegar a outra conclusão, senão a de que a decisão da 12ª Vara Federal de Curitiba, ao censurar a imprensa e negar ao preso o direito de contato com o mundo exterior, sob o fundamento de que não há previsão constitucional ou legal que embase direito do preso à concessão de entrevistas ou similares violou frontalmente o que já foi decidido pela Corte Corte na ADPF 130/DF", disse.
No pedido de liminar para suspender a decisão, o partido Novo solicitou que a entrevista não fosse divulgada antes das eleições, destacando que a medida não feriria a liberdade de imprensa, mas garantiria a segurança do processo eleitoral. O Novo alega que o Partido dos Trabalhadores se vale da imagem de Lula como cabo eleitoral e que a divulgação de entrevista poderia contribuir para confundir a opinião pública.
"Não se trata apenas do fato de que ele está em cárcere. Outras entrevistas já se deram em cárcere. É o fato de ele ser ex-candidato em cárcere no seguinte contexto. Considerando que: i) faltam menos de 10 (dez) dias para o processo eleitoral; ii) o entrevistado sequer é candidato [embora o pedido tenha sido feito quando ainda era]; iii) o entrevistado é ex-candidato e renunciou a esse direito; iv) a coligação do excandidato e atualmente apoiada por ele insistiu, por longo tempo, em apresenta-lo como se candidato fosse [ignorando decisões do eg. TSE], razão pela qual vem sofrendo derrotas justamente nesse sentido – incluindo avaliação por descumprimento de ordens judiciais; v) a vontade do eleitor é formada pela informação que recebe e a legitimidade do processo eleitoral é impactada diretamente pela medida de sua real liberdade; vi) a entrevista tem potencial para tornar ilegítimo o pleito e poderá ser realizada a qualquer tempo, assim que encerrado o processo eleitoral, sem qualquer prejuízo à liberdade de imprensa", afirma o Novo.
Fonte: www.brasil247.com

DATAFOLHA: HADDAD ABRE SEIS PONTOS NO 2º TURNO E SERIA ELEITO SE A ELEIÇÃO FOSSE HOJE


 Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (28) mostra que o candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, cresceu seis pontos e foi de 16% para 22%. Jair Bolsonaro (PSL) estagnou em 28%. Ciro Gomes (PDT) oscilou de 13% para 11%, Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou de 9% para 10% e Marina Silva (Rede) variou de 7% para 5%. 
Nas simulações de segundo turno, Haddad abre seis pontos de vantagem contra Bolsonaro e seria eleito presidente por 45% a 39%. 
Confira os números:
Jair Bolsonaro (PSL): 28%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 10%
Marina Silva (Rede): 5%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Vera Lúcia (PSTU): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%

Branco/nulos: 10%
Não sabe/não respondeu: 5%
Simulações de segundo turno:
Simulações de segundo turno
Haddad 45% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 13%; não sabe: 2%)
Haddad 39% x 39% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)
Ciro 42% x 36% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)
Alckmin 45% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 2%)
Ciro 48% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 12%; não sabe: 2%)
Ciro 41% x 35% Haddad (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)
A pesquisa Datafolha ouviu 9 mil eleitores em 343 municípios entre os dias 26, 27 e 28 de setembro. A marge de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo.
Fonte: www.brasil247.com

BOLSONARO ASSUME POSTURA ANTIDEMOCRÁTICA E DIZ QUE NÃO ACEITARÁ DERROTA

REUTERS

 O representante do neofascismo no Brasil, Jair Bolsonaro, que aparece atrás de Fernando Haddad em todas as simulações de segundo turno, mandou avisar que não aceitará sua provável derrota nas24 urnas. "Não posso falar pelos comandantes [militares]. Pelo que vejo nas ruas, não aceito resultado diferente da minha eleição", disse ele ao programa Brasil Urgente, da Band.
Neste fim de semana, foi revelado o processo em que sua ex-mulher o acusa de ocultação de patrimônio, de receber mais de R$ 100 mil por fora e até de roubar um cofre (leia mais aqui).
"Em 2015, eu aprovei o voto impresso, mas o Supremo derrubou. Não temos como auditar o resultado disso. A suspeição estará no ar. Se você ver como eu sou tratado na rua e como os outros são tratados, você não vai acreditar. A diferença é enorme", completou.
No entanto, em todas as pesquisas ele aparece atrás de Haddad nas simulações de segundo turno.
Fonte: www.brasil247.com

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

TSE AUTORIZA PT A DIZER QUE “HADDAD É LULA”

Divulgação/João Valerio

 O Tribunal Superior Eleitoral autorizou na noite desta quarta-feira (26), por 6 votos a 1, que a campanha do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, utilize como slogan “Haddad é Lula”.
Os ministros analisaram e rejeitaram uma representação apresentada pelo Partido Novo questionando propagandas da coligação do PT. Eles decidiram que a assinatura não gera confusão entre os eleitores sobre quem é o presidenciável da legenda.
O ministro Sérgio Banhos, relator da matéria, votou para considerar a assinatura da campanha petista irregular. Mas ele acabou isolado.  O ministro Edson Fachin foi o primeiro a divergir e sustentou que não se verifica no caso qualquer desinformação. A posição de Fachin foi seguida pelos ministros Alexandre de Moraes, Jorge Mussi, Og Fernandes, Tarcísio Vieira de Carvalho e Rosa Weber.
“A figura do apoiador vitaminado, hipertrofiado é ilícita? Não é. Gera confusão? Não gera. Fica muito claro que o candidato Haddad se socorre do ex-presidente Lula para obtenção de votos. Mas em momento algum aqui parece há tentativa de se ter Lula como candidato. Olha, eu sou o candidato do Lula. Em alguns locais Haddad é chamado de Andrade, mas é chamado de candidato do Lula. Não dizem que é vice de Lula. É escancarado que Haddad é o candidato do Lula”, argumentou Moraes. 
Fonte: www.brasil247.com

terça-feira, 25 de setembro de 2018

MÍDIA ABRE CRÍTICA BURRA A HADDAD: A DE QUE ELE É LULA

Ricardo Stuckert

 Desnorteados com o favoritismo de Fernando Haddad na disputa presidencial, os meios de comunicação e colunistas alinhados com o golpe de 2016 começaram a atacá-lo pelo ponto que é visto pelo eleitor como sua maior qualidade: a conexão com o ex-presidente Lula.
Em editorial, o Estado de S. Paulo diz que a Haddad é um "candidato postiço", enquanto Miriam Leitão, no Globo, afirma que Haddad será um presidente tutelado a partir de uma cela em Curitiba.
Ora, é exatamente este o desejo do povo brasileiro: ser governador por Lula – o que só não está sendo possível porque ele é alvo de uma prisão política, sem provas, há mais de cinco meses.
"Está claro desde sempre, e muito mais agora, que Haddad é apenas um preposto que concorrerá ao mais alto cargo do Executivo nacional não porque deseja administrar o País segundo suas ideias ou as de seu partido, mas para fazer as vontades de um presidiário, condenado a mais de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. A já conhecida desfaçatez lulopetista parece ter atingido seu estado da arte", diz o jornal Estado de S. Paulo, porta-voz do mais arraigado reacionarismo brasileiro.
O editorial, no entanto, sugere que Haddad é favorito e lança uma ameaça, em caso de vitória. "Desta vez, contudo, nem é o caso de avaliar se Haddad é ou não competente para exercer a Presidência, pois sua campanha terá o único propósito de manter acesa a ofensiva lulopetista contra as instituições democráticas – e não surpreende que, na seita de Lula, haja quem discuta à luz do dia a hipótese de Haddad, se eleito, encontrar uma forma de tirar o demiurgo da cadeia. Sob qualquer aspecto que se avalie, uma campanha construída sobre tais bases é evidentemente uma afronta ao processo eleitoral e um prenúncio de desestabilização – ou seja, tudo o que o País não precisa."
Miriam Leitão, por sua vez, diz que Haddad será um presidente tutelado a partir de uma cela. É exatamente isto o que o Brasil quer: ser governador por Lula. Como ele foi impedido por uma conspiração jurídico-midiática, o povo brasileiro, com sua sabedoria, busca a saída na figura de Fernando Haddad.
Fonte: www.brasil247.com

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

ONDA VERMELHA PODE SER O FENÔMENO DE 2018


 Se as eleições presidenciais fossem hoje, o PT elegeria o presidente da República, Fernando Haddad, tendo Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice, como mostra a pesquisa Ibope. 

Além da Presidência, o PT também reelegeria pelo menos três governadores em primeiro turno: Camilo Santana, no Ceará, Wellington Dias, no Piauí, e Rui Costa, na Bahia. Além disso, Fátima Bezerra é favorita para ganhar no Rio Grande do Norte e Fernando Pimentel disputará o segundo turno em Minas Gerais. Já entre os aliados, Flávio Dino, do PCdoB, também deve se eleger em primeiro turno. 
Dois anos após o golpe parlamentar de 2016 e de um governo ilegítimo que foi marcado pela retirada de direitos dos trabalhadores, pela entrega do petróleo, pela explosão do desemprego e a perseguição ao maior líder popular da história do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, os brasileiros e brasileiras reafirmam sua opção por governos do campo progressista e pela democracia. 
Leia abaixo reportagem da RBA sobre a pesquisa Ibope:
A curva de crescimento do candidato do PT à Presidência segue acentuada, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24). Fernando Haddad subiu mais quatro pontos em relação à semana anterior e chegou a 22%. Treze dias depois do registro oficial de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 11 de setembro, o substituto de Luiz Inácio Lula da Silva subiu 14 pontos. O candidato Jair Bolsonaro (PSL), estacionou nos mesmos 28% das intenções de voto da semana passada.
A nova pesquisa Ibope confirma também a estabilização de Ciro Gomes (PDT) em terceiro lugar, com 11%, mesma pontuação dos últimos dois levantamentos.
O Ibope traz Geraldo Alckmin (PSDB) em quarto e Marina Silva (Rede) em quinto. Há 13 dias, o tucano tinha 9%, caiu para 7% e agora está com 8%. A candidata da Rede, que havia caído de 9% para 6%, agora está com 5%.
João Amoêdo (Novo) tem 3%, Álvaro Dias (Pode) e Henrique Meirelles (MDB) 2% e Guilherme Boulos (Psol)m 1%. Cabo Daciolo (Patriotas), Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuaram.
Segundo turno
O Ibope fez simulações para as seguintes hipóteses de segundo turno:
Haddad 43% x 37% Bolsonaro
Ciro 46% x 35% Bolsonaro
Alckmin 41% x 36% Bolsonaro
Marina 39% x 39% Bolsonaro
Bolsonaro é o candidato com maior taxa de rejeição, por 46% dos pesquisados. Depois vêm Haddad, 30%, Marina, 25%, Alckmin, 20% e Ciro, 18%. O instituto entrevistou 2.506 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. O instituto deve apresentar novo levantamento na quarta-feira (26), por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Datafolha divulgará resultado de nova sondagem na sexta-feira (28).
Fonte: www.brasil247.com