sábado, 21 de janeiro de 2017

Fortaleza recebe Bienal, o maior festival estudantil da América Latina



Reprodução
 
 




















A 10ª Bienal da UNE tem como tema “Feira da Reinvenção”, em alusão ao potencial criativo do povo brasileiro e à possibilidade de reinvenção de linguagens, estéticas, formas de luta, de resistência e de arte, a partir da imagem das feiras populares. A 10ª Bienal também dará início às festividades dos 80 anos da UNE, comemorados no dia 11 de agosto.

A programação da Bienal apresenta uma extensa lista de convidados, entre pensadores, artistas e ativistas, com o objetivo de reunir as diversas linguagens e expressões culturais, valorizar a identidade nacional e conectar as produções estudantis de todas as regiões do País.

“Para a UNE, é uma honra poder ser recebida em um estado que reserva tanta história, tanta luta e uma cultura tão rica, quanto o Ceará. Acredito que as trocas que serão possibilitadas nesta edição, com o encontro de gente de todo o Brasil, vão criar um ambiente bem diverso e instigante, de reinvenção e muita criatividade”, afirma a presidenta da UNE, Carina Vitral, que já está em Fortaleza, participando de atividades preparatórias para a Bienal.

Já passaram pelas diversas edições da Bienal até aqui artistas como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Ariano Suassuna, Abdias Nascimento, Alceu Valença, Ziraldo, Tom Zé, Martinho da Vila, Augusto Boal, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Lenine, Naná Vasconcelos, Criolo, Pitty e muitos outros personagens.

Trabalhos inscritos: arte, conhecimento, pensamento

Ao longo de seus quase 20 anos, a Bienal da UNE se caracterizou como principal instrumento de mapeamento e difusão da produção artística desenvolvida por jovens estudantes brasileiros. Esse reconhecimento se dá pela realização de uma grande mostra estudantil, ponto central do festival.

Para seleção dos trabalhos, foram abertas inscrições, com estudantes de todos os estados podendo participar, inscrevendo trabalhos em sete áreas: artes cênicas, literatura, música, artes visuais, audiovisual, ciência e tecnologia e projetos de extensão. Para participar, o único requisito foi estar matriculado em uma instituição de ensino no ano letivo de 2016.

Já os estudantes que não forem apresentar trabalho podem se inscrever online, no site www.bienaldaune.org.br, até 25 de janeiro, como participante. O procedimento é o mesmo, mas haverá a cobrança de uma taxa R$ 150,00 (após esta data, só serão aceitas inscrições pessoalmente no local do credenciamento, no Dragão do Mar). O valor dá direito a alojamento e acesso a todas as atividades da Bienal. Estudantes do ProUni e cotistas têm desconto de 30%. O desconto é valido para inscrições feitas pelo site.

"Feira da Reinvenção"

A Bienal da UNE, criada em 1999, tem como norte a investigação e celebração dos elementos mais intrínsecos da brasilidade, algo como o DNA do Brasil, a formação do seu povo. Em meio a um dos momentos mais graves da história democrática brasileira, após o golpe de 2016, a UNE leva para a sua 10ª Bienal o tema “Feira da Reinvenção”, evocando o potencial criativo do povo brasileiro frente às adversidades, e a imagem e o conceito da feira livre na cultura nacional.

A Bienal é, portanto, uma espécie de desafio criativo para o movimento social e cultural do país, permitindo um espaço de exposição e trocas baseado na reinvenção.

História da Bienal da UNE

Em 1999, com a realização da 1º Bienal em Salvador (BA), a UNE retomou com vigor o seu trabalho cultural, que teve destaque na década de 1960 com o famoso Centro Popular de Cultura (CPC). Na segunda edição, realizada em 2001 no Rio de Janeiro, esse projeto cresceu com a criação do Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA), uma rede de produção e fomento à arte nas universidades do País.

Posteriormente, a UNE deu continuidade ao caráter itinerante das Bienais e norteou o festival para temas que representam algum dos elementos formadores do povo brasileiro. Já foram discutidos a cultura popular (Recife, 2003), a integração do Brasil com a América Latina (São Paulo, 2005), as relações do país com a África (Rio, 2007), as raízes do Brasil (Salvador, 2009), o samba (Rio, 2011), a influência da cultura nordestina (Recife, 2013) e as diferentes formas de linguagem no País (Rio, 2015).

Serviço:

10ª Bienal da UNE
De 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2017, no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza
Informações: www.une.org.br 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Centrais convocam Dia Nacional de Paralisação contra reformas



 
 



















“É importante dar um salto de qualidade na questão da mobilização – nenhum assunto afeta tão negativamente a classe trabalhadora quanto estas mudanças na Previdência. Esta PEC é para judiar, vai atingir quem está e quem não está no sistema. Temos de trabalhar para uma paralisação geral”, disse Wagner Gomes, secretário-geral da CTB, no início da reunião.

A agenda consensual eleita no encontro abrange os próximos dois meses e tem o objetivo de construir um movimento de resistência às reformas da Previdência e trabalhista, com seminário, jornada de debates, mobilização em Brasília, culminando com uma paralisação nacional na segunda quinzena de março.

“As lutas contra as reformas e o enfrentamento do desemprego são os eixos centrais da mobilização unitária do movimento sindical. Com ênfase no combate ao desmonte da previdência pública”, diz o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana.

O presidente dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, também levou em consideração a questão do desemprego: “Todos os níveis de governo podem adotar ações desenvolvimentistas, gerando emprego e renda. Uma cidade como São Paulo tem peso nacional. Políticas corretas adotadas aqui podem repercutir na Grande São Paulo e em todo o país”, avaliou. 

O diretor do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Flavio Godoi, membro da direção plena da CTB, afirmou que o setor de transportes também trabalha na construção de uma paralisação em nível nacional.

Lideranças da CTB, CUT, UGT, CGTB, CSB, Intersindical e Força Sindical aprovaram o seguinte calendário:

Fevereiro

7 e 8: Seminário Nacional da Previdência Social

21: Lançamento da Jornada de Debates

22: Mobilização no Congresso Nacional contra as reformas

E no mês de março, em data a ser definida, será o Dia Nacional de Paralisação.

Neste período, as centrais sindicais trabalharão junto a suas bases uma contraofensiva da informação oficial – o objetivo é desconstruir o discurso alardeado em propagandas do governo pelo rádio, TV e redes sociais de que a reforma da Previdência é fundamental e inevitável, ainda que estas informações sejam amplamente contestadas por economistas e técnicos da área.

Aliás, nota técnica divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Dieese, “PEC 287: a minimização da Previdência pública”, detalha as mudanças na Previdência, passo a passo, e dá a justa dimensão de seu impacto na vida dos brasileiros de forma geral e das mulheres, idosos e da população da área rural. 

“O mais importante é que cada sindicato faça o debate com sua própria categoria. São dois meses para o trabalho de convencimento de que estas reformas não vão ajudar a classe trabalhadora, mas piorar a sua condição. São dois meses para que os trabalhadores dirijam às reformas da Previdência e trabalhista a mesma insatisfação que os fazem protestar por aumento salarial”, ponderou, ao final da reunião, o dirigente da CTB Eduardo Navarro.

Próximo encontro está marcado para o dia 26, na sede dos Eletricitários-SP, quando deverá ser definido um conjunto de propostas.




Com CTB e Agência Sindical 

Com cortes na saúde, Temer lança o programa “menos médicos”



Ricardo Barros, ministro da Saúde de Temer
Ricardo Barros, ministro da Saúde de Temer



















Com a mudança inventada sob orientação de Temer, as unidades que atendem 24 horas terão obrigatoriamente apenas dois médicos para atendimento por dia – em vez de quatro, como era o mínimo exigido nos governos Lula e Dilma –, em turnos de 12 horas cada. De acordo com levantamento publicado no portal de notícias UOL, atualmente há 165 unidades que funcionam em tempo integral no país. Há ainda outras 275 que tinham as obras em andamento até o afastamento da presidenta Dilma, das quais, 170 já com mais de 90% das obras finalizadas, de acordo com o portal do Ministério da Saúde na internet.

Questionado se a redução do total de médicos não poderia trazer redução na qualidade de atendimento, Barros foi irônico: “É melhor dois do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não tem mais capacidade de contratar pessoal. É melhor ter essa UPA funcionando com um médico de dia e um de noite do que fechada”. Simples assim, só que não.

Com as novas regras, prefeitos e demais gestores responsáveis por UPAs 24 Horas terão de optar por um entre oito tipos diferentes de equipes, que variam em número de médicos e em custos, arcados por repasses do Ministério da Saúde.

O modelo varia entre equipes com dois médicos por dia – um durante o dia e um durante a noite – e que devem realizar no mínimo 2.250 atendimentos por mês, a até nove médicos e ao menos 13.500 atendimentos mensais. No governo Dilma, a regra previa três tipos de equipes, com regras mínimas que previam quatro, seis ou nove médicos cada. O número de outros profissionais de saúde que devem fazer parte das equipes não foi divulgado.

Questionado se a redução no número mínimo de profissionais exigidos não poderia trazer custos maiores ou deixar equipamentos ociosos, o ministro disse que o modelo prevê compartilhamento desses serviços dentro da rede de saúde. Ou seja, a ideia é que o paciente que antes tinha certeza de encontrar atendimento em uma UPA, agora pode ter que se deslocar a outra (ou outras) unidades(s), para encontrar um profissional ou um exame que precise.

Ricardo Barros só não pensou em fazer economia quando sugeriu a seus pares no Congresso, quando foi deputado federal, antes do golpe, a duplicação da verba destinada aos partidos políticos, via Fundo Partidário, aumentando os repasses de R$ 311 milhões para R$ 600 milhões.

Parece que o ministro da Saúde está sugerido aos brasileiros que paguem planos de saúde privados.

Ele é defensor da criação de planos populares de saúde, com acesso a menos serviços do que a cobertura mínima obrigatória determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas com menor custo ao consumidor. A ANS, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, é responsável pela fiscalização e regulação dos planos de saúde no Brasil, setor que, com a atual crise econômica, perdeu 1,7 milhão de beneficiários.

Coincidência ou não, o maior doador individual da campanha eleitoral de Barros, nas cinco vezes que disputou e venceu as eleições para deputado federal pelo Paraná, foi um dos principais operadores de planos de saúde do país, o empresário Elon Gomes de Almeida, presidente da administradora de benefícios de saúde Aliança. Mas a relação de Barros com o setor privado de saúde não é recente.

Na campanha eleitoral de 2006, o ministro recebeu polpuda doação da Unimed de Maringá (PR).
Recentemente ainda, Ricardo Barros disse que “em algum momento, o país não conseguirá mais sustentar os direitos que a Constituição garante – como o acesso universal à saúde – e será preciso repensá-los”.

E aí a gente pensa logo em mais “coincidências”. A operadora Amil lança este mês o Next Saúde, voltado para pessoas de menor poder aquisitivo e que contempla a ideia do ministro de planos populares de menor cobertura – iniciativa bastante combatida por especialistas em saúde pública.

Curiosamente também, depois de o ministro defender que os brasileiros de baixa renda tenham um plano de saúde “barato” e com menos opções de serviços médicos, nada menos que 4 mil cubanos que trabalhavam em municípios carentes do interiorzão do Brasil foram dispensados e retornaram a Cuba no início do mês. “Fiz um agradecimento formal à colaboração de Cuba, mas o Mais Médicos é provisório, a intenção é de que a prioridade do programa seja dada a médicos brasileiros”, afirmou Barros.

Se o Mais Médicos é provisório, o “menos médicos” será definitivo.



*Helena Sthephanowitz é jornalista
Fonte: Portal Vermelho

“Torço para que tenha sido um acidente”, diz filho de Teori



Foto: Divulgação/Facebook
“Torço para que tenha sido um acidente”, diz filho de Teori
“Torço para que tenha sido um acidente”, diz filho de Teori




















“Nesse momento não tenho o que dizer, não deu tempo de sentir outra coisa senão a dor da perda. Mas eu, sinceramente, torço para que tenha sido um acidente. Acho que seria muito ruim para o país saber que meu pai foi assassinado”, ressaltou.

"É preciso investigar a fundo e saber se foi acidente ou não, que a verdade venha à tona seja ela qual for", afirmou.

O ministro estava prestes a homologar as delações dos executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato que traziam o envolvimento de centenas de políticos e até de ministros do Supremo. Inclusive, Teori que estava de férias estava em São Paulo, no Supremo, para resolver questões ligadas ao processo e falava com assessores por telefone constantemente.

Ainda segundo informações de Francisco, Teori comentava como 2017 seria um “ano difícil” e complicado para o país, por causa dos efeitos dos desdobramentos da Lava Jato. 

“Ele se referia ao que ele já tinha visto nas delações e o que imaginava que iria causar”. No entanto, o ministro não temia sofrer algum tipo de retaliação pela forma como atuava como magistrado, conta seu filho.

“Essa questão da segurança, ele se preocupava muito pouco, que era o que causava mais medo na família. Ele achava difícil que alguém pudesse fazer alguma coisa com ele”.

Em meados de maio de 2016, o próprio Francisco admitiu que havia ameaças por seu pai ser relator da Lava Jato no Supremo. Em postagem no Facebook ele disse que era obvio "que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma), simplesmente resolveram se submeter à lei. Acredito que a lei e as instituições vão vencer, porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, você já sabem onde procurar...! Fica o recado!”.

Mortes

A aeronave estava em nome da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras Limitada, do empresário Carlos Alberto Filgueiras que morreu na queda do avião. Segundo o filho de Teori, amigos há alguns anos, os dois costumavam fazer viagens programadas.

A Anac informou que a documentação da aeronave estava em dia, com o certificado válido até abril de 2022 e inspeção da manutenção (anual) válida até abril de 2017.

Piloto era muito cuidadoso e deu dicas para não abusar em voo: 'Se tiver chuva, desvie'.

Segundo informações de conhecidos, o piloto, Osmar Rodrigues, de 56 anos era um dos mais experientes nesta rota, inclusive, foi palestrante no Campo de Marte, em São Paulo, no ano passado, em um fórum para pilotos de aviação executiva. Fernando Guimarães, dono do Hangar Tag, disse que o piloto conhecido pelos amigos como Mazinho foi escolhido por ser o mais experiente para falar sobre os desafios de um voo para Paraty.

Ainda não há informações sobre as outras vítimas do acidente. Além do ministro, do empresário e do piloto, falta saber a identidade de mais dois corpos que estavam na aeronave.



Do Portal Vermelho, com informações do R7

Deputado cobra investigação “rigorosa e imediata" da morte de Teori



Gazeta do Povo
Bombeiros trabalham na retirado da aeronave do mar de Paraty, onde ocorreu o acidente.Bombeiros trabalham na retirado da aeronave do mar de Paraty, onde ocorreu o acidente.



















"Estamos solidários, neste momento tão difícil para as famílias, os amigos, colegas", aponta Chico Lopes. 

"Esse acidente é impressionante, impactante, ainda mais neste momento político tão conturbado que nosso País e nossa gente atravessam. A sociedade exige imediata investigação quanto às circunstâncias desse acidente", avalia o parlamentar.

Fonte: Portal Vermelho

Morre o sindicalista fundador do PT e da CUT/RN, Eliziel Barbosa



Eliziel Barbosa da Silva, brasileiro, casado, nascido aos 27 dias do mês de julho do ano de 1944. É um dos pioneiros das lutas sociais, sindicais e políticas do Rio Grande do Norte e do Brasil, a partir da década 60, aos 33 anos de idade, assumiu a direção do STR – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Montanhas/RN, fato ocorrido em 1974, sendo reeleito por mais duas vezes para presidente e mais quatro vezes como secretario geral. Desde então não parou mais na árdua luta de defender as categorias de trabalhadores. Na efervescência da luta pela  derrubada da ditadura militar, ELIZIEL, encabeçou juntamente com LUÍS INÁCIO DA SILVA (LULA), PAULO PAIM, ERUNDINA, VICTOR BUAIS, OLIVIO DUTRA, CHICO MENDES  e  outros a fundação do PT –

Partido dos Trabalhadores, sendo candidato a senador em 1982, obtendo em torno de cinco mil votos, que para época foi uma grande façanha, ainda em  1983, ELIZIEL, novamente volta a construir o novo, desta vez foi a fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores, assumindo a presidência da CUT/RN por três mandatos, sendo membro da direção da CUT Nacional por outras vezes.

             Na década de 80, ELIZIEL, ajudou construir o CENTRU (Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural), no qual foi um dos coordenadores tanto Estadual como Nacional.

            Continuando a luta e sua trajetória, ELIZIEL foi Candidato a Deputado Estadual em 1990 e candidato a vereador de Montanhas/RN e de Touros/RN, outras vezes,  na tentativa de mudar  os rumos da historia política do Estado. 

         De 1993 á 2002, ELIZIEL deu sua contribuição como diretor de finanças da  FETARN – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Norte, onde lutou por mudanças reais no rumo político daquela instituição.

         Sendo um homem inovador, ELIZIEL sai da FETARN através de uma disputa de chapas, e ainda  em 2002, buscando novos horizontes, ele ajudou na criação da FREPAF (Frente Potiguar da Agricultura Familiar), para em 2004 ser um dos fundadores da FETRAF-RN (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte), sendo um dos primeiros diretores. Em 2005 participou da fundação da   FETRAF/BRASIL.

          Ontem, 19 de janeiro de 2017 as 19:00 horas, o sindicalista Eliziel Barbosa encerrou a sua missão aqui na terra, deixando o seu legado para a classe trabalhadora brasileira. O seu corpo será velado em sua residencia na cidade de Montanhas, e o sepultamento acontecerá as 17:00 horas no cemitério local.

Fonte: Blog Professor e poeta Antonio Barbosa
           polapinto.blogspot.com.br/


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Altamiro Borges: Demissões e pânico na Globo e GloboNews


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Em protesto no final de 2016 por melhores condições de trabalho, jornalistas denunciaram as demissões que vêm ocorrendo na emissora
Em protesto no final de 2016 por melhores condições de trabalho, jornalistas denunciaram as demissões que vêm ocorrendo na emissora




















Segundo o jornalista Ricardo Feltrin, há fortes temores de que uma nova onda de cortes atingirá os profissionais da TV Globo e da GloboNews. Vale a pena conferir a postagem abaixo.


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Após cortes, pânico toma conta do jornalismo da Globonews e da Globo

Por Ricardo Feltrin

Uma enorme insegurança abateu as equipes de jornalismo da Globo e da Globonews, no Rio e em São Paulo. As demissões de Luiz Ernesto Lacombe e Bianca Ramoneda, da Globonews, são apenas o começo de um processo de “reestruturação” no canal pago, e que provavelmente vai se estender não só aos demais canais da Globosat, mas até à própria Globo, segundo fontes ouvidas pela coluna nesta terça-feira (17). Lacombe e Ramoneda trabalhavam no Grupo Globo havia quase duas décadas e foram tomados de surpresa com a demissão repentina.

O caso de Ramoneda causou ainda mais surpresa, já que ela vinha preparando novos programas especiais “Ofício em Cena”, onde estrelas da dramaturgia nacional são entrevistadas na Globonews. E os cortes ainda devem continuar. Embora esteja longe de ter prejuízo, a expectativa do Grupo Globo é de queda nos lucros no balanço de 2016. Essa é a justificativa para a suposta necessidade de “ajustes” e “reestruturação”, como foi informado a funcionários na última segunda.

Na TV Globo, as equipes de jornalistas dos SPTV e RJTV primeira e segunda edição, por exemplo, já estão trabalhando no “osso” desde o ano passado. Muitas pautas chegam a ser descartadas simplesmente porque não há quem faça. O temor agora é que a Globo inicie um processo de corte de todos os contratos mais antigos no jornalismo, assim como tem feito na dramaturgia. Muitos jornalistas veteranos com contrato vencendo este ano estão em pânico, pois acham que emissora não fará a renovação”.

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A mesma informação – que pelo jeito não foi repassada à otimista Eliane Cantanhêde – foi confirmada por Keila Jimenez, do site R7. “Depois de não renovar contrato com Luís Ernesto Lacombe, a Globo dispensou uma das apresentadoras mais antigas da emissora, Bianca Ramoneda... A jornalista era muito conhecida pelo casting global, uma vez que já fazia entrevistas com estrelas da casa há muitos anos. A saída de Ramoneda e Lacombe (que deixou a Globo na semana passada após quase duas décadas) mostra que a dança de cadeiras no jornalismo da rede não acabou. Além da não renovação de contratos mais antigos, o canal está trocando seus correspondentes internacionais, dispensando a turma mais velha. Novas dispensas estão à caminho”.

A fortuna dos filhos do Marinho

A informação vem à tona na mesma semana em que a ONG Oxfam apresentou um estudo no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), revelando que os três filhos de Roberto Marinho estão entre as oito pessoas mais ricas do Brasil. A fortuna acumulada por estes ricaços em 2016 foi estimada em R$ 285,8 bilhões – equivalente à “riqueza” de mais de 100 milhões de brasileiros. Completam a lista dos mais ricos no país: Jorge Paulo Lemann (dono da Ambev, Budweiser, Burger King e Heinz); Joseph Safra (dono do banco Safra); Marcel Herrmann Telles (sócio da Lemann); Carlos Alberto Sicupira (outro sócio de Lemann); e Eduardo Saverin (cofundador do Facebook).

Já cada um dos filhos de Roberto Marinho – João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu – são donos de um patrimônio avaliado em R$ 13,92 bilhões. Na soma, a fortuna da famiglia Marinho atinge quase R$ 42 bilhões. Não dá para alegar falta de grana aos demitidos e arrochados funcionários do império global. E, mesmo assim, ainda tem jornalista que chama o patrão de companheiro. Eliane Cantanhêde nem vacila em saudar o “clima de otimismo da economia” e defender o Judas Michel Temer, que só chegou ao poder graças ao “golpe dos corruptos” protagonizado pelos seus patrões.

*Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Fonte: Blog do Miro