segunda-feira, 26 de junho de 2017

Enquanto o povo quer diretas, Fiesp quer manter Temer e fazer reformas



Depois do financiar o impeachment, Fiesp tenta manter Temer e garantir reformas
Depois do financiar o impeachment, Fiesp tenta manter Temer e garantir reformas




















Nesta segunda (26), Temer disse durante solenidade no Palácio do Planalto que nada nem "ninguém o destruirá". Já o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, endossou o coro afirmando que o Brasil precisa de tranquilidade neste momento, pois para ele, "falta pouco para o governo acabar".

Ao que tudo indica, essa é a tese que Temer está vendendo aos seus aliados para permanecer no governo. Segundo Occhi, "o Brasil precisa de um pouco de tranquilidade".

"Tranquilidade da população, do Judiciário, do Ministério Público, de todo mundo", completou ele. A estratégia dos aliados do governo é dizer que Temer é a única alternativa e, portanto, mesmo sem moral e sem o apoio popular para permanecer no governo, não há outra saída.

Essa é a tese comprada pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Robson Andrade, que disse que o empresariado prefere continuar com Michel Temer no Palácio do Planalto, mesmo após as acusações de corrupção levantadas pela delação de Joesley Batista, da JBS.

"O processo de escolha de um novo governo demoraria meses, até o final deste ano, para depois no ano que vem já termos campanha para as eleições", disse Andrade. A entidade foi uma das responsáveis pela campanha em defesa do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Ele disse ainda que os empresários não querem mais “turbulência” e que “é melhor seguir e fazer a transição no país”. Apesar dos 14 milhões e desempregados e do desaquecimento da indústria, Andrade diz que a economia se descolou da crise política.

Enquanto tenta desarmar a campanha pelo Fora Temer e diretas já, os empresários - principais fiadores do golpe contra a democracia - tentam armar uma forma de emplacar a reforma política que atende os seus interesses.

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), dirigida por Paulo Skaf (PMDB-SP), realizou seminário com a presença dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o senador e relator da reforma política no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), além de especialistas para discutir a reforma política.

Às vésperas do impeachment, a Fiesp lançou a campanha “Não vou pagar o pato”, espalhando pato inflável pelo país sob o falso pretexto de campanha contra o aumento de impostos que serviu apenas para insuflar a campanha de ódio contra Dilma e financiar o golpe.

Efetivado o impeachment, Temer seguiu a cartilha dos setores empresariais mais conservadores e impôs uma agenda de retrocessos com congelamento dos investimetnos públicos, entrega do patrimônio nacional - principalmente da Petrobras - e o envio das reformas trabalhista e previdenciária, que retira direitos dos trabalhadores

Agora, a Fiesp, que defende o financiamento empresarial de campanha eleitorais - principal causa da crise no sistema eleitoral que deu origem à operação Lava Jato -, quer demonstrar o seu descontentamento com o ambiente político e puxa o coro, não pelas eleições diretas para o povo decidir, mas da “Reforma Política Já”.

Os patrões reclamam por mudanças no tamanho e no financiamento de campanhas eleitorais, do custo de manutenção do Congresso e mudanças de processo de eleição, como a cláusula de barreira, o voto obrigatório e as coligações.

“Ninguém mais duvida que o sistema político brasileiro precise mudar profundamente. Esse sistema está na raiz das crises a que temos assistido, indignados, e que têm paralisado o país, atrapalhado a retomada do crescimento e a volta dos empregos”, diz a nota do grupo presidido por Paulo Skaf. 


Do Portal Vermelho, Dayane Santos com informações de agências

Presidente do diretório tucano expõe racha do PSDB no apoio a Temer



Reprodução
 
 





















"É uma vergonha que encontros do partido com o governo tenham sido esvaziados deliberadamente. Vergonha chegar no local e dos quatro prefeitos regionais, nenhum deles estar presente. Vergonha. Na época da campanha, diretórios foram ouvidos, foram consultados, foram seduzidos. E agora, na hora de prestar contas, de fazer uma administração do PSDB, as pessoas se omitem", manifestou.

A gravação foi feita após um encontro do partido em São Paulo, que deveria contar com a presença dos prefeitos regionais, do prefeito da capital paulista, João Dória (PSDB), e do secretário de Coordenação das Prefeituras Regionais, Bruno Covas.

"Quem promoveu isso daqui, a ideia da Executiva, foi do assessor do Júlio Semeghini [secretário de Governo]. Ele não veio, o secretário de governo não veio, nenhum dos prefeitos regionais, o prefeito, João Dória, recebeu o convite, está viajando", disse.

O vereador, que perdeu o apoio de setores do partido, inclusive do próprio prefeito na Câmara Municipal de São Paulo, explicou que Dória teria se comprometido a convidar os prefeitos regionais, assim como o secretário de Coordenação das Prefeituras Regionais, Bruno Covas.

"E aí eu fico sabendo aqui que o Lepique [secretário adjunto das Prefeituras Regionais, Fábio Lepique], que é adjunto do Bruno, esvaziou a reunião", afirmou o vereador, indignado.

"Que isso? Que medo é esse? Que vergonha é essa? Não tem o que mostrar? Não está disposto a escutar reclamação. Se fosse de um outro partido [PMDB], estava todo mundo lá. É isso que se pretende? É desse jeito que vai ser o governo, é essa vergonha? Para os aliados, tudo, para o PSDB, nada", manifestou. 


Fonte: Jornal GGN

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento para 0,39%



 
 




















Para 2018, a projeção para o crescimento do PIB foi reduzida pela quinta vez consecutiva, de 2,20% para 2,10%. Essas estimativas são do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central sobre os principais indicadores econômicos.

A projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela quarta vez seguida, ao passar de 3,64% para 3,48%, este ano. Para 2018, a estimativa caiu de 4,33% para 4,30% no terceiro ajuste consecutivo. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano.  


Fonte: Agência Brasil

Temer usa a tática dos derrotados e diz que “nada o destruirá”



Beto Barata/PR
 
 





















Com o dedo em riste, durante cerimônia na qual sancionou a lei que permite aos comerciantes cobrarem preços diferentes para um mesmo produto, dependendo da forma como o cliente paga, Temer disse que o governo está implementando uma “agenda de modernização no país” para a qual não há um “plano B”. 

“O Brasil está nos trilhos, no caminho da responsabilidade e na rota da superação. Portanto, meus amigos, que ninguém duvide. Nossa agenda de modernização do Brasil é a mais ambiciosa em muito tempo. Tem sido implementada com disciplina, com sentido de missão. Não há plano B, há que seguir adiante. E nada nos destruirá, nem a mim, nem aos nossos ministros”, disse.

Com a mais baixa popularidade de um presidente na história do país, Temer acha que o apoio do empresariado, que o levou ao poder por meio de um golpe, vai sustentar o seu governo ilegítimo. Ele ignora os números das pesquisas, entre as quais a do Datafolha que apontam que está com o pior índice de aprovação entre presidentes nos últimos 28 anos, com 7%.

Revelando que perdeu os sentidos, Temer resolveu comentar sobre a sua viagem à Rússia afirmando que se encontrou com empresários “soviéticos”.

“Estive agora recentemente em Moscou, na Rússia, e depois na Noruega, e verifiquei o interesse extraordinário dos empreendimentos soviéticos, o deputado Perondi lá esteve em nossa comitiva, e nós pudemos verificar o interesse extraordinário de empresários soviéticos e noruegueses, no nosso país, pelo que está acontecendo no país”, declarou Temer.

Durante a viagem internacional, após o governo ser derrotado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que rejeitou a reforma trabalhista, Temer também falou bobagens como chamar o rei da Noruega de “rei da Suécia” e citar o encontro com deputados russos como encontro no “parlamento brasileiro”.

A história recente do país mostra que essa tática é uma verdadeira demonstração de que o governo vai cair. Em 1992, o então presidente Fernando Collor de Mello, que era investigado por uma CPI no Congresso, usou uma solenidade com taxistas no Palácio do Planalto para, aos gritos e socos no púlpito, convocar “todo o Brasil” a ir às ruas.

“A minoria atrapalha, a maioria trabalha. Vamos mostrar que já é hora de dar um basta a tudo isso. Vamos inundar o Brasil de verde e amarelo”, disse Collor. O tiro saiu pela culatra e o resultado todos sabemos qual foi.




Fonte:  Portal Vermelho, com informações de agências

Câmara debate mudanças no Código de Processo Penal



Deputado Rubnes Pereira Júnior vai apresentar parecer sobre o tema
Deputado Rubnes Pereira Júnior vai apresentar parecer sobre o tema




















O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) já apresentou seu parecer, que possibilita o cumprimento da pena só depois da sentença transitada em julgado – o que contraria entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no ano passado, permitiu a execução da sentença depois da condenação em segunda instância.

O relator da comissão é o deputado João Campos (PRB-GO), que pode ou não adotar as propostas sugeridas pelos sub-relatores.

Na terça, a reunião será realizada no plenário 3 a partir das 14h30. Na quarta, a comissão reúne-se no mesmo horário, mas o local ainda não foi definido.

Novo código

O PL 8045/10 foi elaborado por uma comissão de juristas e já foi aprovado pelo Senado. Mais de 200 propostas sobre o tema tramitam apensadas.

O novo código substituirá o Decreto-Lei 3.689/41, em vigor desde outubro de 1941. Ele contém um conjunto de regras e princípios destinados à organização da justiça penal e aplicação dos preceitos contidos no Direito Penal e na Lei das Contravenções Penais nos julgamentos de crimes.




Fonte: Agência Câmara

Nova luta por Diretas Já e contra reformas relembra cenário de 1985



Bruno Bou/CUca da Une
Ato em maio deste ano pelas Diretas Já no Rio de Janeiro 
Ato em maio deste ano pelas Diretas Já no Rio de Janeiro 





















A luta contra as reformas e por Diretas remete ao período de 1985, quando o consenso na classe trabalhadora era restabelecer a democracia após 21 anos de ditadura empresarial e militar.


O paralelo entre os dois períodos históricos – a saída do autoritarismo e a atual ameaça de retorno a ele, por meio de eleição indireta e do avanço da perda de direitos – está na fala de especialistas ouvidos pelo programa Extra-Classe Greve Geral e Diretas Já, produzido pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais.

Em sua participação, o professor de Ciência Política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Roberto Horta destaca que o Brasil vive governado por empresas, e não por políticos. E que, embora se fale pouco a respeito, a corrupção começa com o patrão. 

“O patrão corrompe o político e rouba do povo o direito de ser representado por um politico”, diz.

Horta lembra ainda a falta de discussão de saídas para crise do financiamento da Previdência, que é usada como argumento para as reformas. “Ninguém fala a respeito de imposto sobre grandes fortunas e muito menos sobre as dívidas astronômicas de bancos e empresas, como a JBS. Por que não forçam primeiro o pagamento dessas dívidas antes de falar em tirar direitos da classe trabalhadora?”

Participam ainda a advogada Hellen Hazan, da Associação Mineira de Advogados Trabalhistas. Ela lembra que “estamos sendo governados por empresas que têm um programa de desmonte total de direitos”. Com isso, acrescenta, “a jornada poderá ser de 12h a 16h por dia, 15 minutos de almoço, não vai ter 13º salário, entre outras barbaridades”.

Já Jorge Souto Maior, professor de Direito Trabalhista da Universidade de São Paulo, afirma que a terceirização ilimitada só pode trazer “maior sofrimento à classe trabalhadora, além de piorar o nível de emprego, precarizando as relações de trabalho”.

Fonte: Portal Vermelho/Rede Brasil Atual

Posição da OIT pode aprofundar crise do governo Temer


Divulgação
Antonio Lisboa, representante da CUT na 106ª Conferencia da OIT
Antonio Lisboa, representante da CUT na 106ª Conferencia da OIT


O encontro organizado anualmente ocorreu entre os dias 5 e 16 de junho, em Genebra, e foi palco de protestos da CUT e de organizações trabalhistas nacionais e internacionais que denunciarem a proposta de reforma Trabalhista (PLC 38/2017) do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

A pressão fez com que o país entrasse na chamada ‘lista longa’ de violações aos direitos trabalhistas e apenas não ingressou na ‘lista curta’, de casos mais graves, por conta da proposta ser ainda um projeto de lei, não algo consolidado.

A escolha dos casos

A OIT tem diversos mecanismos de acompanhamento e fiscalização da aplicação das normas pelos países membros e há uma rotatividade entre aqueles que serão consultados. Em 2016, o Brasil foi escolhido para ser avaliado em relação ao cumprimento da Convenção 98 que trata da negociação coletiva.

Em setembro do ano passado, um relatório foi enviado a Genebra com os detalhes sobre como o país tratava a questão, porém, o projeto de aniquilação dos direitos trabalhistas ainda não estava em pauta.

Em março deste ano, as regiões se reuniram para avaliar a situação dos casos consultados e, com a reforma Trabalhista já em discussão, o grupo de trabalhadores brasileiros pediu para que o país ingressasse na ‘lista curta’ de 24 casos mais graves de violações. Mas enfrentou a pressão do governo, dos empregadores e o fato de o projeto estar ainda em discussão e acabou na ‘lista longa’ de 40 casos.



Um dos representantes da CUT no encontro e escolhido para falar no púlpito sobre a grave situação em que a classe trabalhadora brasileira enfrenta, o secretário de Relações Internacionais da Central, Antônio Lisboa, contou como os embates ocorreram nos bastidores e apontou que a tramitação do projeto vai tornar o país referência para o bem ou para o mal.

“Nas lista dos 40 casos mais graves, o Brasil chegou a Genebra como prioridade número 5 da América Latina e, após os debates, virou número 1 para os trabalhadores. A questão é que o contrário, a exclusão, também se tornou prioridade 1 para os empregadores brasileiros, porque se a reforma for aplicada aqui se tornará referência para o mundo”, explicou o dirigente.

Diante desse cenário é possível imaginar como a bancada dos trabalhadores e patrões discutiram essa questão, a segunda, com grande apoio do governo ilegítimo de Temer.

Ainda assim, o Brasil escapou por um triz da ‘lista curta’. “As listas são feitas em consenso entre trabalhadores e empregadores e, além da pressão, a fragilidade de ser um projeto de lei ao invés de algo mais efetivo é que impediu a escolha por peritos da OIT de ingressar neste grupo mais restrito.”

Resposta da OIT

No ano passado, os peritos da organização foram consultados pela CUT e pelo Ministério Público do Trabalho sobre a prevalência de um acordo negociado em relação para rebaixar direitos, um dos pontos da reforma, e a resposta da OIT foi negativa.

“Naquela ocasião, disseram que o negociado só poderia prevalecer quando o objetivo fosse ampliar direitos. Assim, no penúltimo dia da conferência, a CUT e as outras cinco centrais sindicais brasileiras fizeram mais um consulta sobre demais pontos da reforma, como o direito à organização sindical, ao aumento da jornada, o trabalho em troca de moradia, outros absurdos dessa reforma, e aguardamos a resposta, que deve sair nos próximos dias. Acreditamos que essa posição reforçará o caráter nocivo da proposta e irá pressionar ainda mais o governo golpista”, definiu Lisboa.

Apesar de estar ausente na ‘lista curta’, o Brasil acabou por se tornar o centro das atenções na conferência e os absurdos da reforma ganharam o mundo. No encontro, houve protesto de representantes de trabalhadores dos EUA, Argentina, Nicarágua, Colômbia, entre outros países, contra a ausência especialmente após a trapalhada da base governista.

No Brasil, o relator da reforma na Câmara, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), e o relator na Comissão de Assuntos Especiais (CAS), senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), alardearam que a OIT apoiava o projeto, o que expôs e constrangeu a organização, obrigada a negar o fato em nota.

“Depois disso, a imagem do país e do governo ficaram ainda pior do que já estava e, também por conta disso, o mundo inteiro já sabe melhor do que no ano passado o que está acontecendo. Um dos peritos da OIT, inclusive, nos perguntou se estávamos sendo governados por ladrões ou estúpidos”, contou o dirigente da CUT.

Uma posição da organização contrária à reforma não garante sanções, mas gera desdobramentos negativos.

“Feita a análise dos casos é elaborado um relatório que indica o que deve ser feito, como fiscalização, orientação e sanção. São recomendações, mas isso pesa, porque o Brasil, mesmo na lista longa de casos, já teve o Ministério da Agricultura questionado por conta de países importadores de nossos produtos que exigem o cumprimento de normas internacionais.”

CUT no conselho de administração

O papel da CUT na conferência – e muito antes dela – foi fundamental, seja organizando protestos e divulgando os ataques a direitos presentes na reforma, seja convencendo parceiros sobre a importância de apoiar a classe trabalhadora brasileira contra os ataques a direitos.

O resultado desse trabalho foi a reeleição de Antônio Lisboa para o Conselho de Administração da OIT, candidato mais votado pelos trabalhadores. O órgão é composto por 28 representantes de trabalhadores, 28 dos empregadores e 56 de governos e discute todo o processo administrativo da entidade, a regulação e acompanhamento das relações de trabalho no mundo.

“É um papel muito importante, porque casos de violação também passam pelo conselho, que só não decide quem entra na lista curta, mas estabelece as prioridades. Não temos como defender nossos direitos se não estivermos nos espaços de decisão”, defendeu o dirigente que terá um mandato de mais três anos.

Fonte: CUT

domingo, 25 de junho de 2017

Por que jornalistas de Minas detestam Aécio e Andrea Neves?



 
 



















O "gostou da pauta, Andrea?" virou uma espécie de "já acabou, Jéssica" da crise política brasileira em 2017— pelo menos entre os jornalistas mineiros. O vídeo expôs uma certa satisfação dos profissionais da categoria em Minas Gerais com a pergunta irônica gritada por uma repórter na chegada de Andrea Neves ao Instituto Médico Legal (IML), logo após sua prisão na última quinta-feira (18). O vídeo viralizou. Na internet, jornalistas reagiram com entusiasmo às notícias sobre Andrea e seu irmão, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que foi governador de Minas entre 2003 e 2010. Nas ruas, além da ampla adesão ao ato que pediu a saída do presidente Michel Temer (PMDB), os profissionais celebraram o "Dia da Liberdade de Imprensa em Minas", também na quinta-feira, numa festa na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), no Centro de Belo Horizonte. Muitas gente, no entanto, não entendeu os memes, se perguntando: "por que os jornalistas de Minas detestam Andrea e Aécio Neves?".

Esta história tem início por volta de 2003, quando circularam na rede mundial de computadores as primeiras denúncias de que Aécio atuava, por meio de Andrea, para barrar ou manipular notícias negativas a ele e ao governo. Os relatos davam conta de que a "Rainha de Copas" (como Andrea é chamada nas redações) pressionava jornais, sites, emissoras de rádio e TV, mandando "cortar cabeças", o que teria resultado numa série de demissões em 2003 e 2004. Presidente do SJPMG, Kerison Lopes explica que o deleite dos jornalistas diante da prisão de Andrea foi uma reação espontânea às denúncias que marcam a relação entre os irmãos Neves e a imprensa mineira. "Os jornalistas sentiram-se de certa forma aliviados e vingados por tudo o que a Andrea fez contra a nossa profissão no período em que ela esteve à frente da comunicação dos governos tucanos em Minas, quando praticou muita censura e perseguição. Nós não comemoramos a prisão de ninguém. Só a consideramos um marco na liberdade de imprensa em Minas", afirma.

O assunto veio a público também em 2006, com o documentário "Liberdade, Essa Palavra", que traz depoimentos de jornalistas denunciando mandos e desmandos de Andrea Neves nas redações. Dirigido pelo então estudante Marcelo Baêta, o vídeo relata demissões como a do jornalista Marco Nascimento, que dirigiu a sucursal da TV Globo em Belo Horizonte. Nascimento conta que Andrea Neves teria dito, num almoço com ele, que uma reportagem sobre o consumo de crack nas ruas do centro de BH, transmitida pelo Jornal Nacional, tinha sido "inoportuna", "vindo num momento ruim para o governo do Estado". "A partir daí, toda e qualquer notícia que pudesse contrariar o governo era contestada. A decisão da TV Globo foi de não ceder e contava, eu imaginava, com o apoio da direção de jornalismo do Rio de Janeiro", conta o jornalista, que foi surpreendido quando a direção nacional da emissora comunicou sua demissão, dias depois.

 

De acordo com Kerison Lopes, a censura praticada por Andrea Neves se deu por partes. "No início do governo Aécio, em 2003, houve muitas demissões e uma censura direta, incisiva. Depois, os jornalistas foram se adaptando, criando uma espécie de autocensura. Ninguém pensava em fazer uma matéria contra o Aécio, porque sabia que não ia sair e que perderia o emprego. Mas havia um tráfico de reportagens. Os jornalistas de Minas que tinham pautas que sabiam que não iriam sair nos jornais daqui passavam para colegas de veículos de outros estados", conta o presidente do Sindicato.

Censura e perseguição

Em 2010, quando Aécio foi eleito senador e Antonio Anastasia (PSDB-MG) governador, a jornalista Isabela Maria (pseudônimo), trabalhou como repórter no impresso O Tempo e percebeu a autocensura nas coberturas. "Os jornais de Minas, por pagarem muito mal e terem alta rotatividade de pessoal, acabam tendo muitos 'focas' (jornalista recém-formados). Então, essa coisa da autocensura é forte. Não vou jogar os holofotes em mim e perder o emprego que acabei de conseguir", relembra. "E o Aécio sabia bem quem era o jornalista, de qual veículo, em que status estava a situação dele com os empresários desse ramo. Quando alguém fazia uma pergunta fora do script, a resposta era acintosa. Ele olhava para o crachá, para a cara da pessoa. 'Isabela, né? De qual jornal? Olha, Isabela..'. Meio passivo-agressivo. Cínico, mas dando o recado: 'Te reparei, sei seu nome e seu jornal'. Presenciei essa reação dele várias vezes durante a campanha."

O jornalista Nelson Costa, também identificado por pseudônimo, conhece bem a situação. "Fui repórter de política no jornal O Tempo entre 2003 e 2006. Certa vez, iam inaugurar a iluminação de Natal da Praça da Liberdade e o Aécio daria uma coletiva. Me ligaram da redação dizendo que o Vittorio Medioli (dono de O Tempo e atual prefeito de Betim pelo PHS) estava com o prefixo de um avião do governo de Minas que teria tinha sido usado para transportar políticos do PSDB. Me falaram para perguntar ao Aécio se isso não caracterizava uso de dinheiro público para fins partidários. E foi muito atípico, porque realmente ninguém o confrontava. Ele ficou surpreso, gaguejou e negou que o avião tivesse sido usado com interesses partidários", relembra.

"Quando cheguei na redação, o Medioli estava lá, pessoalmente, tratando da edição. Uma situação totalmente atípica. Ele fez o título. Ia ser a manchete. Mas, no outro dia, quando vejo o jornal, não tinha saído nada. Nenhuma linha", afirma, lembrando que, nos corredores, os colegas apostavam no dedo de Andrea. "Em 2010, quando trabalhei no jornal Hoje em Dia, ela foi à redação discutir pautas com a secretaria. O pessoal sempre falava que ela ligava, mas nesse dia eu a vi. Foi logo antes das eleições. A redação ficou tensa quando ela entrou", diz Costa. Isabela lembra que, também em 2010, o comitê das campanhas de Aécio e Anastasia foi montado nas dependências do prédio de onde funciona a TV Alterosa, também dos Diários Associados, grupo que engloba os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense.

Ainda em 2010, o jornalista Lucas Figueiredo, ex-repórter do Estado de Minas, publicou em seu blog um perfil sobre Andrea Neves que elucidava a atuação da irmã de Aécio junto ao governo do Estado e à imprensa. "Formalmente, Andrea era apenas a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social. Na prática, comandava com mãos de ferro o núcleo de comunicação. Enquanto à luz dos holofotes Aécio esbanjava charme, simpatia e leveza, Andrea era, nos bastidores, a general de campo de sangrentas batalhas", diz o texto. "Avessa ao flash dos fotógrafos e à badalação, ela trabalha em proveito do sucesso de Aécio desde a hora em que levanta até a hora de dormir (costuma disparar ordens, por e-mail, depois da meia-noite). Os adversários invejam sua capacidade de trabalho e a temem; os aliados se jactam por tê-la a seu lado e também a temem. Os jornalistas apenas a temem."

Prisão e presidência

Em 2014, quando Aécio perdeu o pleito à presidência para Dilma Rousseff (PT), estourou um dos casos mais sombrios e violentos da relação entre os Neves e a imprensa de Minas. Criador do site Novojornal, que vinha publicando denúncias contra Aécio e o governo do Estado, o jornalista Marco Aurélio Carone foi preso e acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de cometer crimes contra a honra de autoridades do Estado. O jornalista Geraldo Elísio, que também trabalhava no Novojornal, sofreu busca e apreensão em sua residência, tendo computador e outros pertences confiscados.

Elísio conta que a perseguição começou em 2013, quando a redação do site foi invadida pela polícia, que cumpria mandado de busca e apreensão. "Estava o Coronel Praxedes, da Polícia Militar de Minas Gerais, acompanhado da promotora Vanessa Fusco, do MPE, e de um batalhão de soldados fortemente armados. Eu não entendi nada", relembra. "Quando cheguei em casa, vi que a página do Novojornal tinha sido tirada do ar. Ela voltou uma semana depois e começamos a trabalhar novamente. Chegavam cada vez mais denúncias e as visitas dos internautas aumentavam. Fomos em frente", diz o jornalista, hoje aos 75 anos.

Sete meses depois que havia deixado o Novojornal, Elísio tomou mais um susto. "Em 2014, ocorreu a prisão do Marco Aurélio e, simultaneamente, a invasão da minha casa, com uma ordem judicial para apreender o que fosse necessário para desmantelar uma fantasiosa quadrilha de crimes cibernéticos que teria o Marco Aurélio como relações públicas e eu como mentor", relata. "Imediatamente depois que a polícia saiu da minha casa, fui à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais oferecer publicamente ao MP a quebra dos meus sigilos fiscal, bancário e telefônico. E desafiei Andrea e Aécio Neves para que fizessem o mesmo, diante das notícias escandalosas que corriam contra eles na época, envolvendo contrabando de órgãos e ligações com o tráfico de drogas. Não fui sequer indiciado, muito menos processado", completa Elísio. "O Marco Aurélio ficou nove meses preso, sem culpa formada. Chegou a sofrer um infarto na cadeia. Por fim, não aceitaram nenhuma das acusações contra ele, que foi declarado inocente e solto cinco dias depois da eleição de Dilma. Mas, assim como eu, não recebeu os equipamentos apreendidos de volta."

O jornalista afirma que reagiu à prisão de Andrea Neves com "a sensação de dever cumprido e a alegria de provar, ainda em vida", que o Novojornal dizia a verdade. "Muita gente, mesmo sabendo da prisão do Marco Aurélio e da invasão da minha casa, ainda custava a acreditar que aquilo fosse verdade. Porque vivíamos, até então, numa democracia plena. 'Como eu não fiquei sabendo?', muitos argumentavam. Ora, porque os meios de comunicação ignoraram propositalmente a notícia. Não ignoraram, por exemplo, as acusações falsas levantadas contra nós", pontua o jornalista. "Me considero um perseguido político. Fui o primeiro jornalista empastelado, em Minas Gerais, na era digital".

Outros episódios no ano da disputa pela presidência apontavam que os Neves ainda interferiam na imprensa mineira. "Nos últimos meses do PSDB à frente do governo do Estado, ou seja, ainda sob poderio da Andrea, houve uma cobertura escandalosamente tendenciosa dos jornais de Minas, principalmente do Hoje em Dia, claramente manipulando informações para privilegiar o Aécio", afirma Kerison Lopes. Na acalorada reta final das eleições, o suporte de jornais como o Estado de Minas à candidatura de Aécio tornou-se explícito. Diretor-executivo dos Diários Associados, Geraldo Teixeira da Costa, o Zeca, passou a apoiar de forma pública e veemente o então candidato à presidência, subindo em palanques e gravando vídeos em apoio. "Acabo de voltar do comício de Aécio Neves. Foi um discurso histórico, de estadista, de gente grande, que pensa no país. Estou convicto de que ele vai ganhar as eleições", disse Zeca em sua página no Facebook.

Durante a corrida presidencial, a revista piauí publicou um detalhado perfil de Aécio Neves, assinado por Malu Delgado. No texto, ele comentava publicamente as acusações de censura e perseguição a jornalistas. "O tema tira Aécio de seu habitual bom humor. Ao comentar o assunto, foi um dos raros momentos em que ele elevou o tom de voz. 'Desde que eu nasci eu ouço essa história de que a imprensa mineira é complacente. Isso é dito principalmente por quem não lê a imprensa mineira', disse. 'Os mineiros também são críticos e censura é uma lenda urbana', prosseguiu, passando a analisar o comportamento dos três principais jornais do estado: 'O Tempo me critica mais que a imprensa nacional; o Hoje em Dia nem conta porque é menorzinho; e o Estado de Minas sempre teve posição pró-governo pelo seu tipo de jornalismo, que não é um jornalismo de questionamento'", afirma um dos trechos. "Nunca liguei para diretor de jornal para criticar jornalista, quanto mais para pedir demissão. Eu posso até ligar para o jornalista e dizer: 'Olha, está errada essa tua informação'. Isso eu faço. Mas ligar porque o cara publicou algo contra mim? Zero", afirma Aécio.

O texto conta, ainda, que Andrea Neves considera que "a intriga da censura é o único discurso que a oposição encontrou para macular a imagem de Aécio", declarou a irmã de Aécio à revista. "Quando conversamos, ela me adiantou que não falaria sobre esse tema — já havia acumulado um desgaste pessoal excessivo, tantas eram as informações infundadas", diz o trecho. Há, ainda, uma fala de Vittorio Medioli sobre a condução do jornalismo de O Tempo, desmentida pelos jornalistas ouvidos em anonimato para esta reportagem. "Medioli me disse que seu jornal atua com independência e critica todas as esferas de governo. 'Aécio Neves se mostrou várias vezes incomodado, mas não mudamos nossa atitude'".

Prisão

Acusada de operar as negociatas escusas de Aécio, Andrea Neves foi presa preventivamente por determinação do ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato. Por conta da repercussão do caso , ela foi encarcerada em ala separada do pavilhão principal do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. Como as outras presas, Andrea terá direito a alimentações diárias, banho de sol, assistências médica e psicossocial, além de poder receber visitas. Fachin negou o pedido de prisão preventiva de Aécio, mas determinou seu afastamento do Senado. Também foram presos Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, e Mendherson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Segundo a Polícia Federal (PF), os R$ 2 milhões pedidos por Aécio ao dono da JBS, Joesley Batista, foram depositados na conta da empresa Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, do ex-deputado estadual Gustavo Perrella (SD), filho do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Em 2013, um helicóptero de outra empresa de Gustavo, a Limeira Agropecuária, foi apreendido pela PF com 445 kg de cocaína ao posar numa fazenda no interior do Espírito Santo. Poucas horas antes da apreensão, o helicóptero teria parado para abastecer perto da pista de Cláudio, que pertence à família Neves. O aeroporto foi construído pelo governo de Minas na gestão de Aécio, com custo de R$ 14 milhões, num município de 25 mil habitantes.



*Jornalista 

Nova Cruz e seus talentos


     Elisângela Teixeira Rodrigues, nasceu e cresceu em Nova Cruz/RN. Estudou o Ensino Fundamental no Colégio Nossa Senhora do Carmo, e cursou o Ensino Médio na Escola Estadual Rosa Pignataro. 
          Começou a trabalhar na Prefeitura de Nova Cruz em 1989, no sitio Catolé, na Escola Municipal Mário Manso, mesma escola onde aprendeu a pegar no lápis, e a rabiscar seus primeiros traços.Por causa dos estudos, deixou zona rural, e passou a trabalhar na cidade na Escola Municipal Deputado Marcio Marinho, tendo passado por algumas outras repartições nas quais ganhou conhecimentos vastos. atuou também como professora no Colégio Nossa Senhora do Carmo, onde foi aluna, e deu a sua valiosa colaboração no Colégio Rogério de Souza Alves. A mesma também é professora concursada da Rede Pública de Ensino do Estado do Rio Grande do Norte.
          No ano de 1993 foi aprovada no Vestibular para o curso de Letras na Universidade Estadual da Paraíba-UEPB, onde não chegou a se matricular, ainda no ano de 1993 deu inicio aos estudos no curso de Letras, Campus Avançado de Nova Cruz-NESA/Núcleo de Ensino Superior do Agreste, tendo concluído na UFRN em Natal.
          Em 2006 participou da Seleção ao Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal Fluminense-UFF, para obtenção do Grau de Mestres, na área de Concentração: Estudos da Literatura. Subárea: Literatura Brasileira e Teorias da Literatura, sob a orientação do Professor Dr. José Luís Jobim de Salles Fonseca, tendo sido constituída como banca examinadora os professores, Drª Maria Cristina Cardoso Ribas da PUC/RJ e Dr. Roberto Acízelo de Souza da UFF-Niterói. Atualmente cursa Doutorado em Literatura Comparada na UFF.
          Apaixonada pela leitura e pelas escritas, começou a escrever suas idéias no Recanto das Letras e resumos de obras que acabam sendo suas leituras cotidianas. Assim como tantas outras, sente-se uma pessoa simples, alguém que acredita na vida como instante que passa, mas que pode ser momento que eterniza o que há de mais belo: o sentimento. 

Jornal Nacional: cenário novo e as velhas malandragens de sempre



Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Lula
Lula




















O cenário do JN pode ser novo e cheio de tecnologia. Mas o jornalismo da Globo continua parcial e manipulador como nos comícios das Diretas, em 1984, ou no debate de 1989.

Segue abaixo a nota enviada e não lida pelo telejornal da família Marinho.

Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, diálogos que sequer foram comprovados. Delações feitas para obter benefícios judiciais não tem valor de prova.

A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares já foi - ilegalmente - devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos - bancário, fiscal e contábil - foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, nem conta no exterior. Porque o ex-presidente Lula não tem nenhuma conta no exterior.




Fonte: Site do Lula