quinta-feira, 9 de junho de 2016

Requião defende novas eleições e compromisso de Dilma com mudanças


 
 

“Nós queremos dar uma oportunidade ao país, e essa oportunidade se transforma no fim do impeachment, no compromisso de um plebiscito de novas eleições e na abertura de uma grande discussão sobre o sistema econômico, partidário e político do Brasil”, disse.

O senador iniciou seu discurso condenando o atual governo provisório, que utilizava o crescimento do desemprego como argumento para o impeachment, mas propõe iniciativas que deverão resultar em mais vagas fechadas. 

Requião criticou a aprovação, no Plenário, da indicação de Ilan Goldfajn, ex-economista-chefe do Itaú, para presidente do Banco Central. Ele destacou que, durante a sessão no Senado, Goldfajn se comprometeu a reduzir a inflação à meta de 4,5% ao ano e a resgatar uma política ortodoxa, baseada no tripé econômico. 

“Qual a consequência disso? Juros acima de 20%; desemprego acima de 20%; mais contração; menos crédito; menos investimentos e mais desemprego. E volta o lendário tripé, essa jabuticaba da economia brasileira, essa profissão de fé ao neoliberalismo fracassado: superávit primário para pagar os juros absurdos nunca auditados, meta de inflação e câmbio flutuante. É a fórmula do fracasso absoluto”, apontou.

Sem impeachment e com mudanças

Apesar de ser contrário ao impedimento da presidenta, Requião apontou erros na gestão econômica e política de Dilma e disse que vê no seu retorno ao cargo justamente a oportunidade de implementar as mudanças de que o país necessita. 

“Um número cada dia maior de senadores entende que a crise econômica e o desgaste irrecuperável desse presidencialismo de coalização impuseram à presidente e imporão, assim que ela retorne ao cargo, a convocação de um plebiscito para que os brasileiros decidam se querem ou não a antecipação das eleições presidenciais. A soberania popular será o árbitro supremo, e não o Congresso”, declarou.

Segundo ele, com o Parlamento “sob suspeita” e desgastado e os questionamentos até mesmo ao Judiciário, ao Ministério Público e à Polícia Federal, o país precisaria de um “recomeço”. 

“Prevalecendo a decisão por novas eleições, a presidente Dilma comandaria um governo de transição até que o plebiscito resolvesse ou não pela antecipação das eleições”, disse, defendendo uma plataforma para tal transição. 

Compromissos de honra

De acordo com ele, seriam “compromissos de honra” do governo de transição, medidas econômicas como redução das taxas de juros; política fiscal e monetária que busque a estabilidade dos preços; a transformação progressiva e ordenada da dívida pública em investimento produtivo; controle da entrada e de saída de capitais, com a administração do câmbio em um patamar favorável ao equilíbrio das contas externa. 

Requião também defendeu a realização das reformas tributária, política, educacional e dos mecanismos de segurança e Justiça no país. 

“É preciso entender que o presidencialismo de coalizão como o brasileiro talvez seja o formato de governo mais propenso a crises e mais sensível a pressões político-partidárias. Definitivamente não dá certo nem com a Dilma, nem com presidente nenhum. Enfim, [proponho] uma reforma política corajosa, radical e, sobretudo, saneadora, desinfetante do processo político brasileiro e que abra espaço para a participação popular, para a renovação e para a atuação de jovens e de mulheres”, disse. 

O senador pregou que é necessário um plano nacional que, na área econômica, estabeleça metas de emprego, de produção, por setor industrial e agropecuário, de energia, de logística e de comunicação; e, na área financeira, metas de inflação e de crédito.

“O Brasil precisa ser irrigado pelo crédito. A política anunciada por [Henrique] Meirelles [ministro da Fazenda] é uma política brutal, de enxugamento, inclusive, de crédito, de concentração de renda, de enriquecimento dos mais ricos”.

Na área social, Requião propôs metas de educação, saúde, segurança e saneamento. E que, na vertente externa, se observe a geopolítica e a conjuntura, promovendo-se uma inserção soberana do Brasil, “e não a loucura entreguista que o nosso Senador José Serra realiza agora no Ministério das Relações Exteriores”, criticou.

“Não tenho a menor dúvida de que um governo de transição com um programa com essas linhas preparará o Brasil para uma nova eleição, abrindo caminhos, e para um novo tempo”, analisou. 

Segundo o senador, as medidas podem ajudar a tirar a economia brasileira do “domínio da Febraban", se contrapondo à ideia de o país "se transformar no último asilo do neoliberalismo falido no Planeta Terra pela mão do José Serra, do Meirelles, do Goldfajn e da estrutura bancária que só pensa no lucro.

Ideia encampada pelo PCdoB 

Em aparte à fala de Requião, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou que seu partido já se manifestou em defesa da realização do plebiscito sobre a antecipação das eleições. 

“Se vivemos uma crise profunda na democracia, nada mais justo, nada mais correto do que buscar a solução para essa crise na própria democracia. Então, o plebiscito é fundamental”, opinou.

Ela destacou que a orientação defendida pelo presidente do Banco Central de Temer só visa ao aumento do lucro do capital financeiro. 

“Ele fala da necessidade de voltar a inflação para a meta. E sabe quantas vezes fala dos juros? Nenhuma. Nenhuma! Por quê? Porque – óbvio! – ele era, até ontem, o economista-chefe do maior banco privado do Brasil. E está entrando no Banco Central para quê? Para diminuir o lucro do sistema financeiro? Exatamente o inverso”, disparou. 

Fonte: www.vermelho.org.br/

Fora Temer mobiliza manifestações em diversos países


  

Confira a agenda das manifestações no exterior 

10/06 Frankfurt - https://www.facebook.com/events/1722826497975553/

10/06 Barcelona - https://www.facebook.com/events/249050085467267/

10/06 Berlim - https://www.facebook.com/events/366622553461377/
10/06 Boston - https://www.facebook.com/events/1733854830218312/

10/06 Colônia - https://www.facebook.com/events/861820707256430/
10/06 New York

10/06 Lisboa - https://www.facebook.com/events/1705298239725562/
10/06 Montreal - https://www.facebook.com/events/504379656417350/

10/06 Munique - https://www.facebook.com/events/1539978376308561/

10/06 Amsterdã - https://www.facebook.com/events/641643589323500/

10/06 San Francisco, CA

11/06 Londres - https://www.facebook.com/events/1557023924601404/

12/06 Bruxelas - https://www.facebook.com/events/187832784950367/

12/06 Madrid - https://www.facebook.com/events/1061040083984688/
15/06 Dinamarca - https://www.facebook.com/events/570019399826249/

16/06 Estocolmo - https://www.facebook.com/events/1733587746880793/


Com informações da Frente Brasil Popular 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Janot pede prisão de Cunha, Renan, Sarney e Jucá por tentarem barrar Lava-Jato

Procurador também pediu o afastamento de Renan da presidência do Senado, usando argumentos similares aos empregados no pedido de destituição de Eduardo Cunha

Janot pede prisão de Cunha, Renan, Sarney e Jucá por tentarem barrar Lava-Jato Montagem/Agência Senado/AFP
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo reportagem de O Globo, a informação é de um interlocutor de ministros do STF. 
Também foi pedida por Janot a prisão do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), por ele continuar interferindo no andamento da Casa. 
O caso será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo. Os pedidos, que têm relação com as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado envolvendo os peemedebistas, já estariam com ele há pelo menos uma semana.
Leia mais:

As conversas sugerem uma trama para atrapalhar as investigações do esquema de corrupção na Petrobras.No caso de Sarney, o pedido é de prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica. 
Nas gravações, Renan — padrinho político de Machado e alvo central da delação do ex-presidente da Transpetro —, sugere mudar a lei para inibir a delação premiada. A delação tem sido usada em quase todos os inquéritos abertos na Lava-Jato, inclusive os instaurados contra o presidente do Senado. 
Já Jucá descreve uma articulação política dele e de outros líderes para derrubar a presidente Dilma e, a partir daí, "estancar a sangria da Lava-Jato".
Sarney sugere a escalação de dois advogados — Cesar Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e Eduardo Ferrão — para uma conversa com Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no STF. 
Para a Procuradoria-Geral da República, está claro que a ação de Renan, Jucá e Sarney tinha como objetivo obstruir as investigações sobre a organização especializada em desviar dinheiro de contratos entre grandes empresas e a Petrobras.
A divulgação de parte das conversas de Machado já havia resultado na demissão de Jucá do Ministério do Planejamento e do consultor Fabiano Silveira do Ministério da Transparência, em menos de um mês de governo Temer.
Os indícios de conspiração, captados nas gravações e reforçados pelas delações de Sérgio Machado e de seu filho Expedito Machado, são considerados por investigadores mais graves do que as provas que levaram Delcídio Amaral à prisão, em novembro do ano passado, e à perda do mandato, em maio. De acordo com a fonte, Delcídio tentou manipular uma delação, a do ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, enquanto Renan, Sarney e Jucá planejavam derrubar toda a Lava-Jato.
Leia também:

Janot também pediu o afastamento de Renan da presidência do Senado, usando argumentos similares aos empregados no pedido de destituição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal, o que acabou sendo atendido pelo STF.
Esta é a primeira vez em que um procurador-geral da República pede o afastamento e a prisão de um presidente do Senado.
Fonte: zh.clicrbs.com.br/

Dilma: Governo interino é pequeno e mesquinho



 
 

Na ocasião, a presidenta eleita criticou as limitações impostas por Temer a suas viagens e a tentativa de dificultar seu direito de defesa. 

"Estão testando sistematicamente as características de um regime democrático. Tentam proibir meu direito de defesa nas instâncias da Câmara e do Senado. Tentam transformar o Palácio da Alvorada em uma 'prisão dourada' colocando uma barreira. Criam obstáculos para o meu direito de ir e vir. Ainda apresentam toda sorte de armadilhas. Me obrigam a responder se foi golpe ou não", afirmou.

O governo interino negou a Dilma estrutura para fazer uma viagem a Campinas, no interior de São Paulo. Nesta terça, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidenta, protocolou um ofício no Planalto informando que Dilma fará viagens com aviões de carreira e que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) será responsável pela segurança da presidenta.

No encontro com os historiadores, Dilma voltou a defender a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para ela, é preciso aumentar a arrecadação do governo, para que a população mais carente não pague a conta da crise econômica.

"Numa crise, se acirra o conflito distributivo. Os mais ricos não vão querer pagar uma parte da conta. Daí esse horror [dos ricos] com a CPMF", condenou. Segundo ela, tal tributo é positivo, pois "quem faz mais transações financeiras paga mais".

Afastando-se da visão do governo Temer, que prega o corte de gastos sociais, Dilma defendeu a manutenção dos investimentos em Saúde e Educação. "Em todos os países, diante da crise, se discute quem paga a conta. Se você coloca a conta toda para cima da população, você tem um retrocesso inimaginável. Daí que você tem que necessariamente aumentar a receita. Se não aumentar a receita, a conta é paga pelos mais pobres", declarou.

A presidenta criticou as primeiras medidas da gestão interina, que extinguiu ministérios e sinaliza para cortes em várias áreas. Segundo ela, o presidente promove um desmantelamento do aparato institucional.

"A lei que rege o impeachment é absolutamente arcaica. É estarrecedor que, sem nenhum voto, um governo provisório e interino assuma a condução do país e desmantele o seu aparato institucional", avaliou. 

Ela criticou ainda a política externa implementada pelo chanceler José Serra, que, para ela, significa "despreparo" . De acordo com Dilma, o ministro não percebe a importância de manter relações com regiões como a África e a própria América Latina. "Isso é pensar que o mundo é unilateral, só com os Estados Unidos e com a Europa. Temos que ter relações boas com Estados Unidos e Europa, mas não únicas e exclusivas", completou.

Para a presidenta, os historiadores devem ficar atentos ao presente para passar à sociedade um panorama do futuro. “É muito importante debater a história enquanto ela está em curso. Apesar dos pontos negativos, acredito que algumas coisas podem ser positivas. Especialmente que as pessoas estão participando. Mulheres, jovens... Vejo um despertar para a questão do risco que vivemos”, acrescentou.

Dilma reafirmou sua defesa do modelo presidencialista. “Tenho clareza que no Brasil é imprescindível que se mantenha o presidencialismo. Acredito que, desde a República Velha (1889-1930), há a questão das oligarquias regionais, que sempre foram extremamente conservadoras e antipopulares”, afirmou, acrescentando: “As propostas de parlamentarismo sempre foram no país o que são. Coroações de períodos golpistas”, acrescentou.

Para ela, há uma onda de rupturas das oligarquias tradicionais. “Cada vez temos mais governadores progressistas que fogem do parâmetro regional conservador. É interessante que isso ocorreu no Nordeste”, disse. Um dos principais exemplos foi a queda dos governos tradicionais no Maranhão. No pleito de 2014, Flávio Dino (PCdoB) rompeu com a hegemonia de famílias como Lobão e Sarney.

Dilma novamente argumentou que processo de impeachment em curso não tem bases legais. “Fui questionada se o governo provisório poderia remontar todas as estruturas. Decidem sobre tudo, sobre o pré-sal, e isso é ditar o futuro. Argumentam que impeachment não é golpe porque está na Constituição. Mas não dizem o resto, que tem que haver crime de responsabilidade. Não dizem que no presidencialismo não se pode tirar o chefe de Estado e de Governo por impopularidade. Até porque existe um contraponto no parlamentarismo: o chefe de Governo pode destituir o Parlamento e vice-versa”, afirmou. 

A presidenta reafirmou que mais que a batalha contra o impeachment, está em jogo defender a democracia. "Ninguém é ingênuo para não saber que a grande briga é no Senado. Temos que ter os 28 votos no Senado, mas a briga é ganha porque os senhores senadores fazem parte da sociedade, mas é ganha por todos que acreditamos na democracia", disse Dilma. 

Fonte: www.vermelho.org.br/

Em resposta à Folha, Dilma denuncia ataque sórdido de Temer



Reprodução
 
 

O texto refere-se à nota publicada na coluna Painel da Folha de S. Paulo, que informa os gastos do Alvorada. De acordo com a assessoria de Dilma, tais informações foram divulgadas na tentativa de escandalizar a opinião pública, desconsiderando as funções do Palácio, onde circulam funcionários públicos e são realizados compromissos oficiais.

Leia a íntegra da nota à imprensa:


A respeito da nota “Geladeira cheia”, publicada nesta terça-feira, 7 de junho, pela coluna Painel, na Folha de S.Paulo, informando os gastos mensais com despesas de alimentação do Palácio da Alvorada, a Assessoria de Imprensa da presidenta Dilma Rousseff ressalta:

Em nenhum país do mundo, a autoridade de um Chefe de Estado e de Governo é atacada de maneira tão vil e mesquinha. E, mais uma vez, de maneira seletiva, com o único objetivo de macular a honra da presidenta da República.

Não é de se estranhar, portanto, que nenhuma informação tenha sido vazada pela Secretaria de Governo do Palácio do Planalto sobre eventuais gastos da residência oficial da Vice-Presidência. É de se perguntar: qual o montante dos gastos do Palácio do Jaburu? Os dados ainda não foram liberados ao público por quais razões?

É descabido e absurdo o fato de o governo provisório abrir o sigilo de despesas relativas à manutenção do Palácio da Alvorada, para insinuar que seriam despropositados os gastos com a compra de gêneros alimentícios e outras despesas na residência oficial.

Tais informações foram vazadas para escandalizar a opinião pública. Desconsideram-se as funções do Palácio da Alvorada, onde circulam funcionários públicos e são realizados compromissos oficiais – jantares, coquetéis e encontros com autoridades da República, assim como chefes de Estado.

É lamentável que, mais uma vez, autoridades do governo interino e ilegítimo demonstrem um comportamento sórdido contra a autoridade da presidenta Dilma Rousseff. Reiteramos: não conseguirão intimidá-la.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
Fonte: www.vermelho.org.br/

sábado, 4 de junho de 2016

MPRN ajuizou ADIn contra o Município de Santo Antônio em virtude da lei dos contratos de 2016

Cabide-de-EmpregoCom exclusividade, trago a informação de que o Ministério Público do RN, por meio do seu Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis de Lima, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) contra o Município de Santo Antônio em face do art. 2º, incisos V e VII, e Anexo I, da Lei nº 1.396/2016 que trata das contratações temporárias sem concurso público. A ADIn foi ajuízada em 18/05 e foi distribuída ao Desembargador Glauber Rêgo, que será o relator da ação no TJRN. A Câmara e a Prefeitura tem um prazo de 05 dias para se manifestarem na ação. Segundo fontes, a Câmara protocolou hoje sua manifestação. Ambos foram notificados no dia 30/05.
Em sua peça inicial, o PGJ ressaltou que “art. 2º, incisos V e VII, e Anexo I, da Lei nº 1.396/2016 do Município de Santo Antônio relaciona situações que não configuram necessidade temporária de excepcional interesse público, não havendo, portanto, a possibilidade de contratação temporária de servidores, haja vista que referidas hipóteses demandam a nomeação de servidores efetivos para o desenvolvimento das atividades que lhes são inerentes”.
Ele ainda diz que o citado dispositivo e o Anexo I da referida Lei “autoriza a contratação temporária de servidores públicos em situações que não configuram qualquer situação extraordinária, de forma que não há nenhuma justificativa para a investidura de qualquer servidor a partir de contratações temporárias, por se tratar de situações vivenciadas no cotidiano da Administração Pública”.
Para o Rinaldo Reis, “não se mostra razoável um Município do porte de Santo Antônio proceder à contratação temporária de 791 servidores, mormente em cargos cujas atribuições são do cotidiano da Administração Pública. Em situações tais, referidas atividades devem ser desenvolvidas por servidores efetivos, cujo ingresso na carreira deve ocorrer através do prévio concurso público de provas ou de provas e títulos. Some-se a isso, o fato das contratações temporárias serem objeto de renovação ano após ano, sempre embasada em diplomas legais de idêntico teor, os quais são remetidos à Câmara Municipal no claro intuito de burlar a regra constitucional do concurso público (…)”.
A Lei dos Contratos, como é conhecida a Lei nº 1.396/2016, foi alvo de muita polêmica quando esteve em pauta para votação na Câmara Municipal, tendo acirrado debates ferrenhos entre os vereadores aliados ao prefeitos e os seus oposicionistas. Houve até sessão que foi necessária escolta policial para que vereadores da oposição pudessem deixar a Câmara.
Só para refrescar a memória, esta é a segunda ADIn que o MPRN ajuíza contra o Município de Santo Antônio. A primeira foi fruto de uma denúncia que fiz através da Ouvidoria do MPRN, denunciando a inconstitucionalidade da Lei nº 1.379/2015. Para relembrar, dá uma lida no link AQUI.
Clique AQUI e leia na íntegra a peça inicial da ADIn do MPRN acerca da Lei dos Contratos 2016.
Fonte: ultimasdareparticao.com.br

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Desmonte do ministério acaba com acesso do povo à educação



MEC nas mãos do DEM 
MEC nas mãos do DEM 

Segundo Madalena Guasco, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e membro do Fórum Nacional de Educação, o governo interino, de forma ilegítima, está desmontando as políticas públicas e de Estado de Educação.

"O ministro Mendonça Filho demitiu e remanejou os funcionários que davam apoio ao Fórum Nacional de Educação, inviabilizando o funcionamento do fórum, que tem como função acompanhar as políticas públicas, em especial o Plano Nacional de Educação (PNE)", denuncia educadora. 

De acordo com ela, o governo desmontou a secretaria responsável pela inclusão e educação de jovens e adultos (EJA). "Com uma canetada, ele desfez o trabalho de 10 anos. Quem sofrerá com isso são os jovens brasileiros que não conseguiram frequentar o ensino regular na idade certa. Ele está encerrando as políticas de educação de forma ilegítima, já que, sendo um governo interino, não poderia atuar nesse sentido, pois as políticas que ele está inviabilizando são de Estado, como exemplo o PNE, suas metas, e também o Fórum Nacional de Educação", critica. 

Da inclusão ao preconceito 

Camila Moreno, exonerada nesta quarta-feira (2) da coordenação de direitos humanos do MEC, estrutura que compõe a secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do ministério, afirma que, com o fim das políticas que tratam sobre a diversidade e a inclusão, um ciclo de avanços se encerra no Brasil.

"Estávamos na coordenação de direitos humanos realizando diversos cursos de formação para professores, com o objetivo de implementar uma pegagogia não sexista e transformadora, enviávamos materiais às escolas para o diálogo da questão de gênero, travamos o combate à LGBTFobia e ao machismo, o PronatecTrans seria lançado em breve, ou seja, nossa atuação era para todos que se encontram em situação de vulnerabilidade e não tinham acesso à educação", diz. 

"Várias ações que estavam em curso serão prejudicadas, pois o governo Temer não tem o mínimo de comprometimento com uma parcela da população que sempre foi privada do acesso a um modelo educacional inclusivo e transformador. É fácil perceber esse caráter do ministério, quando ele apoia a Escola Sem Partido, projeto que ignora a existência do preconceito e discriminação na sociedade e criminaliza os professores, tornando a educação um instrumento do pensamento dominante", conclui Camila.  

Fonte: www.vermelho.org.br/

Dilma entra com quatro recursos contra processo de impeachment



 
 

De acordo com o ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa de Dilma, a comissão está "aniquilando o direito de defesa" de Dilma Rousseff.

Sobre a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, em que acusa Dilma de saber das fraudes na compra da refinaria de Pasadena, pela Petrobras, Cardozo disse que ela faz parte de uma "tentativa desesperada de macular a imagem da presidenta" já que, na avaliação dele, o processo de impeachment está perdendo força.

"Os delatores omitem, mentem e dizem a verdade. Há que se separar o joio do trigo", afirmou Cardozo. Sobre a relação da Dilma com o cabeleireiro Celso Nakamura, Cardozo afirmou que a presidente afastada tem todos os recibos das passagens e dos serviços prestados por ela. "É uma denúncia inverossímel e caluniosa", afirmou.

Recursos

O primeiro recurso, que será protocolado no STF ainda hoje, trata da redução do prazo para as alegações finais proposto pelo relator da comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Inicialmente, o prazo para apresentação das alegações finais era de 15 dia e passou para cinco. "Inaceitável que a defesa seja manietada dessa maneira", disse Cardozo.

"Não precisa comer prazo, votar em globo. Ninguém está procrastinando nada. Podemos, tranquilamente, terminar o processo em setembro, mas eles querem acelerar o processo", criticou.

O segundo recurso questionará o prazo que foi dado pelo relator da comissão para que a defesa se manifeste sobre os requerimentos apresentados pelos senadores. De acordo com Cardozo, foram apresentados mais de 80 requerimentos, e a defesa teve 10 minutos para falar sobre todos."Não sou bom de matemática, mas creio que teríamos cerca de 7 segundos para falar sobre cada um dos requerimentos", ironizou.

Já o terceiro requerimento questionará a recusa da comissão em analisar o pedido da defesa de suspeição do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG).

"Quando trata de projeto de lei, preferencialmente, não se deve dar relatoria para parlamentares do mesmo partido. Se se trata assim, para relatoria de projeto, como pode ser diferente para o julgamento de impeachment?", questionou Cardozo. "É uma suspeição objetiva", frisou.

O quarto recurso, considerado mais grave pela defesa, pedirá ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que reveja a decisão da comissão que rejeitou uma série de pedidos de diligências proposto pela defesa.

Entre os pedidos rejeitados pela comissão, estão as gravações feita pelo ex-presidente da Transpetro Sergio Machado com caciques do PMDB, entre eles o ex-ministro do Planejamento senador Romero Jucá, e o ex-presidente da República José Sarney.

Para Cardozo, a análise dos áudios pela comissão do impeachment não representam ampliação do objeto da denúncia, mas, sim, provas que sustentam a defesa da presidenta afastada.

"Não mudei coisa nenhuma de opinião [sobre incluir fatos novos no impeachment]. Os áudios não alargam o objeto. Eles são provas. Não podemos ampliar o fato da denúncia. Quando se fala que não se pode, é que não se pode para o objeto. As gravações são fato novo, são, mas não aumentam o objeto. São fatos novos que discutem o projeto de impeachment", argumentou. 


 Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Parente: Petrobras apoia revisão na lei no pré-sal e venderá ativos


 






















"A Petrobras apoia a revisão da lei do pré-sal", disse, nesta quinta (31), em cerimônia de transmissão de cargo, no Rio. O evento não contou com a presença de seu antecessor, Aldemir Bendine. 


"Como está, a lei não atende aos interesses da empresa ou do país. Se a exigência não for revista, a consequência é retardar sem previsão a exploração do pré-sal. Além disso, restringe a liberdade de escolha da empresa", declarou Parente, destacando que o pré-sal atingiu 40% da produção nacional da empresa.

Atualmente, tramita no Congresso o Projeto de Lei (PL 4567/16) de autoria do ministro das Relações Exteriores de Temer, José Serra (PSDB-SP), que retira a obrigatoriedade da participação da estatal na extração de petróleo da camada pré-sal. 

Isso permite que outras empresas possam ser responsáveis por tais atividades. Na prática, a estatal seria apenas mais uma petrolífera, que disputaria áreas do pré-sal, e só seria operadora quando conseguisse formar um consórcio vitorioso no leilão dos blocos.

O executivo sinalizou ainda uma mudança de posicionamento na política de conteúdo local, que garante a aquisição de um volume mínimo de bens e serviços no Brasil.

"Entendemos que uma política de conteúdo nacional é necessária. Mas, para isso, deve incentivar a inovação", acrescentou. Segundo ele, que prevaleça pela competência quem passe pelo "teste ácido" da concorrência. 

Em relação à situação financeira da Petrobras, cujo endividamento bruto da Petrobras é de R$ 450 bilhões, Parente antecipou que é contrário à capitalização da empresa pela União. De acordo com ele, essa seria uma saída que acarretaria ônus ao contribuinte e ao Tesouro. 

“Vocês conhecem a situação do Tesouro Nacional. Existe um déficit [previsto para as contas públicas] da ordem de R$ 170 bilhões. Como é que a empresa poderia pensar em contar com o Tesouro em uma situação como essa?”, questionou. “Portanto, temos que ter realismo. Resolver essa situação passa sim pela venda de ativos”, reiterou, explicitando o caráter entreguista da nova gestão.

Em um discurso cheio de críticas a medidas das gestões Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, mas com elogios ao antecessor Bandine, o novo presidente da petroleira disse que seguirá com o plano de desinvestimentos da companhia. Segundo ele, a "euforia e o triunfalismo dos anos recentes não servem mais para esconder a situação da companhia". 

Parente foi alvo de protestos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que considera sua nomeação para o cargo uma "desmoralização". Para os petroleiros, a posse de Parente é a volta do PSDB à Petrobras. A entidade chegou a tentar impedir que Pedro Parente fosse empossado enviando uma carta ao Conselho de Administração da estatal, mas não foi atendida.




Do Portal Vermelho, com agências

Equipe de Temer sofre 3ª baixa com a volta de Ricardo Melo para EBC


EBC em Luta
 


























“É a primeira derrota jurídica do governo golpista provisório, que vem sofrendo derrotas políticas porque está tentando impor ao país uma agenda que não foi vencedora nas urnas. As medidas de Temer não tem eco na sociedade”, avaliou a jornalista Renata Mielli, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). 

A dirigente do FNDC alertou para os próximos passos de Temer. Segundo ela, a decisão do STF pode fazer com que a anunciada Medida Provisória, que é preparada pelo presidente do golpe, seja acelerada. 


Desfigurar a EBC

“O Michel Temer já dizia que vinha editar uma MP transformando a EBC em apenas uma empresa de comunicação dos atos do Executivo, uma empresa estatal. Ele pode acelerar a alteração da lei acabando com o conselho curador e acabando com a TV Brasil”, explicou Renata.

“Ganhamos a batalha mas a guerra em defesa da EBC e pela comunicação pública ainda permanece”, enfatizou. 
STF


Foram várias as iniciativas jurídicas reivindicando o retorno de Ricardo Melo para a EBC. Ele foi exonerado por Michel Temer no dia 17 de maiomesmo com mandato que só expiraria em 2020. O FNDC e o Intervozes foram duas das entidades que apoiaram o mandado de segurança. 

O FNDC havia ingressado também com uma Ação Civil Pública. Outra tentativa de reverter a exoneração de Melo partiu do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), que entrou com uma ação popular. Ambas foram rejeitadas. O próximo passo será o debate do mérito do mandado pelo pleno do STF.
“Estou confiante que o STF não vai voltar atrás. Vai seguir a decisão que concedeu a liminar tamanha é a justeza da ação e pela flagrante ilegalidade praticada por Temer”, completou Renata.
EBC: Conquista histórica

Renata afirmou que a sociedade não vai aceitar passivamente o fim de uma conquista histórica. Para ela trata-se de um “outro paradigma de luta”.
“É a luta pela comunicação pautada pelo interesse público com uma programação que se distingue da programação da comunicação comercial privada, que está voltada para os interesses comerciais e para a venda de anúncio”, comparou.


Nova experiência em comunicação

A comunicação pública é muito recente no Brasil. “A própria EBC, o seu formato é uma

 iniciativaque está em construção. Existem críticas em relação à abordagem de temas que carecem mais de diálogo com o movimento social e de se distanciar mais da grade da comunicação privada, mas isso é um processo de construção política. A EBC só tem oito anos”, lembrou Renata.
Ela falou ainda sobre a autonomia da EBC que ainda é falha na atual legislação. Renata criticou que a indicação do presidente da EBC seja de prerrogativa exclusiva do presidente da república.

“Essa indicação deveria acontecer através de um amplo processo de seleção com uma junta de especialistas, um processo envolvendo representantes do governo, congresso, sociedade. Assim não estaríamos vivendo esse drama”, ponderou.


A cara da EBC

A jornalista lembrou que antes da crise brasileira ganhar proporções que levaram ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff, a EBC estava em um estágio ascendente. 
“Vinha em um crescente, encontrando o seu jeito com muitos acertos como, por exemplo, a criação do programa Estação Plural que aborda temas polêmicos da sociedade a partir da visão dos direitos humanos. Isso é o papel da comunicação pública”, disse Renata. 


“O estágio da EBC era um estágio de muito conflito, no sentido de compreender a necessária autonomia que uma empresa desse caráter precisa ter. Estava caminhando para ter mais participação da sociedade para ajudar a construir essa linguagem da comunicação pública”, opinou.
Fonte: www.vermelho.org.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Orlando sugere a Dilma propor eleição antes de Senado votar



Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
 
 

Confira a entrevista:


PHA: Eu vou conversar agora com o deputado Orlando Silva, do PCdoB de São Paulo. 
 
Deputado, eu gostaria de ter a sua opinião sobre um artigo publicado, aqui no Conversa Afiada, pelo deputado do PCdoB e ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima. Ele sugere que é possível que seja revista a votação do impeachment da Presidenta Dilma no Senado e que, nesse processo de rever a decisão, a Presidenta Dilma deveria encaminhar uma proposta de realizar eleições para presidente antes de 2018.
 
Essa é uma posição do PCdoB ? É uma posição que o senhor defende também?
 
ORLANDO SILVA: Sim. Em primeiro lugar, eu quero dizer que nós tínhamos convicção de que é possível, no julgamento de mérito do Senado, nós revertermos o afastamento da Presidenta Dilma. Muitos senadores, sete ou oito, quando se pronunciaram admitindo o julgamento do impeachment no Senado, já anteciparam que ali não era uma posição sobre o mérito. Era sobre a admissibilidade, em função da decisão da Câmara, por conta do mérito. Eles deveriam avaliar o mérito. Então, há um espaço para que, no julgamento definitivo, nós consigamos adesão de outros senadores e impeçamos que eles alcancem o quórum de 54 senadores e, desta maneira, a Presidenta Dilma retorna ao exercício legítimo de seu mandato.
 
Agora, nós acreditamos também que não bastará apenas ela voltar. Nós vamos lutar para que ela volte. Mas acreditamos que a dimensão da crise econômica e política - e, aliás, é a política o dínamo da crise econômica do Brasil hoje - é tamanha que a Presidenta, ao voltar ao exercício do mandato, poderá propor o plebiscito e o povo decidir sobre a antecipação ou não das eleições. E esse gesto da Presidenta, de propor o plebiscito, pode ser um fator decisivo para as mudanças de posição de alguns senadores. Por isso nós defendemos o plebiscito sobre antecipação das eleições.
 
É um processo em que já há um projeto de lei do deputado Domingos Neto (PSD-CE) tramitando na Câmara. É apenas uma votação, em turno único. No Senado, uma votação em turno único. E já temos 30 senadores que se manifestaram  favoravelmente à ideia. Portanto, é uma saída política, em que nós preservamos a legitimidade da Presidenta Dilma, reconhecemos a dimensão da crise e, a partir daí, colocamos para a soberania popular decidir o rumo do país. Decidir, inclusive, sobre a antecipação de eleição. E decidir, com o voto na eleição, a constituição de um Governo renovado, com mais força política.
 
PHA: Mas tem aí um problema de cronologia, deputado, que eu gostaria que o senhor esclarecesse. A Presidenta Dilma deve propor a antecipação da eleição DEPOIS de ter sido vitoriosa na segunda votação do Senado, ou ANTES, para permitir que seja vitoriosa na votação no Senado?
 
ORLANDO: Eu considero que ... antes. Já há um diálogo no Senado, na Câmara dos Deputados, e há um diálogo com os movimentos sociais, em torno dessa matéria. A decisão da Presidenta, que é uma decisão dela, de propor esse plebiscito, pode ser o gesto para mobilizar o apoio de alguns senadores. Sobretudo agora que eles estão mais inconformados. Há senadores que tinham dúvidas sobre a juridicidade do afastamento da Presidenta. Tinham dúvidas sobre o mérito do processo de impeachment. Mas esses que tinham dúvidas já tem hoje certeza de que esse Governo, além de ilegítimo, ele é incapaz de construir uma solução política e econômica para a crise brasileira. Ao contrário. O Governo interino é produtor de mais instabilidade política e instabilidade econômica. A cada semana, a saída de ministros é apenas um indicador que ele nos dá. Portanto, eu creio que a Presidenta, antecipadamente, apresentando essa sugestão, pode facilitar a mobilização de mais apoio em torno dessa ideia.
 
PHA:  Existe algum indício de que ela concorde com isso? 
 
ORLANDO: Ela tem sido aconselhada por muita gente. Não sei se em algumas reuniões com líderes partidários... Na semana passada,  praticamente todos os senadores que votaram contra o impeachment estiveram com a Presidenta e levantaram essa hipótese. Quase todos falaram sobre isso. Há entidades no movimento social que têm sugerido este tema. O esforço é construir um consenso numa saída política. Agora, claro, isso exigirá uma unidade política com a Presidenta e com a sociedade civil que se levantou em defesa da democracia, porque não pode ser uma saída isolada.
 
PHA: A rejeição à admissibilidade no Senado contou com o apoio, não só do PT, mas também do PCdoB, claro. E esse movimento tem contado, desde a Câmara, com o apoio do PSOL e do PDT, em parte. 
 
ORLANDO: A grande parte do PDT na Câmara. E no Senado, o PDT se dividiu. Além do Requião, senador Requião do PMDB, e senador João Alberto do PMDB, que também estiveram conosco.
 
PHA: E também tem o senador Capiberibe, do PSB, do Amapá. Eu pergunto: esses outros partidos que formam, digamos assim, um núcleo de apoio à presidenta... Esses outros partidos, na sua avaliação, agora, acompanhariam essa posição, de ela sugerir a antecipação ANTES da segunda votação no Senado ?
 
ORLANDO: Olha, o que eu sei, em conversas com lideranças políticas do PT, do Partido dos Trabalhadores, é que há muita dúvida no Partido dos Trabalhadores. Talvez seja o PT hoje o principal partido da base de apoio à Presidenta Dilma que resista a esse esforço de construir uma saída política. Nós temos uma diferença. É porque eu acredito que nos meios políticos, e mesmo na sociedade, os que defendem a democracia têm a consciência de que não basta apenas restabelecer a ordem anterior ao afastamento da Presidenta. É necessário nós construirmos uma saída política que garanta legitimidade, que garanta a democracia, mas dê perspectiva para saída da crise. É em torno dessa visão que nós temos procurado construir uma posição. 
 
PHA: O PT não se sensibiliza nem com o fato de que o Ibope já mostrou que, entre os jovens, o apoio à eleição já é de 70% e, no conjunto da população, é de 62%?
 

ORLANDO: Esse é um dos argumentos que nós temos levantado, que há um apoio popular e um apoio que você percebe nas ruas. Sobretudo muita gente que já se decepcionou. Porque uma coisa era criticar a presidenta Dilma. Outra coisa é ver, assistir, a tomada do poder político no Brasil pelas lideranças que hoje ocupam o Palácio do Planalto. Então, esse é o debate nosso com o Partido dos Trabalhadores e eu espero que eles compreendam. Nós, do PCdoB, defendemos com muita firmeza a democracia, o mandato da presidenta Dilma. Mas nós temos que ter responsabilidade e construir uma saída política e econômica para a crise do Brasil.
Fonte: www.vermelho.org.br/