segunda-feira, 28 de maio de 2018

IBOPE: LULA LIDERA ATÉ EM SÃO PAULO

Foto Ricardo Stuckert

O APOCALIPSE DE TEMER E PARENTE: 100 MILHÕES DE FRANGOS MORTOS E 300 MILHÕES DE LITROS DE LEITE JOGADOS FORA


Michel Temer, que assaltou o poder por meio de um golpe parlamentar, e Pedro Parente, indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para entregar as reservas do pré-sal e preparar a liquidação da Petrobras, destruíram a economia nacional. Um balanço da Confederação Nacional da Indústria, entidade empresarial que apoiou o golpe, aponta que 100 milhões de aves já foram sacrificadas, por falta de ração, e 300 milhões de litros de leite foram desperdiçados. Ou o Brasil expulsa os golpistas do poder, ou não haverá mais Brasil.
Abaixo, trecho de reportagem da Agência Brasil:
Após uma semana de paralisação dos caminhoneiros, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou hoje (28) que 100 milhões de aves foram sacrificadas, sem condições de enterrar as carcaças dos animais, e 300 milhões de litros de leite foram jogados fora. A entidade advertiu ainda que a manutenção do movimento ameaça a sociedade, daí a necessidade de unir forças e encerrar o movimento.
“O abastecimento de água para uso humano está comprometido porque não estão sendo entregues produtos químicos para tratamento”, diz o comunicado da CNI. “O Brasil está parado. Precisamos retornar à normalidade.”
Fonte: www.brasil247.com

domingo, 27 de maio de 2018

Renúncia já e diretas já



Estamos diante de uma das situações mais difíceis que o país já viu. Evidentemente continuamos sendo desestabilizados. Como avaliar e agir?
Bem, minha opinião vai aqui.
1) Caminhoneiro é trabalhador explorado, o lugar da esquerda é do lado de qualquer trabalhador explorado. Temos que apoiar essa categoria que sofre no lombo com as estradas privatizadas e a Petrobrás servindo aos acionistas (eu sou acionista). Se tem imbecil achando que o combustível está alto por causa do "roubo dos políticos" a culpa é nossa que continuamos menosprezando as redes perdendo a narrativa.
2) A greve começou como locaute, então todos os patrões que promoveram isso no início devem ser presos provisoriamente, investigados e processados, pois locaute é crime e esse tipo de atentado a estabilidade econômica por categorias de empresários deve ser coibida.
3) O Exército não quer servir a Temer nem confrontar trabalhador. O risco de em breve assistirmos uma insubordinação é muito grande.
4) A extrema-direita que está organizada em células pequenas e virtuais joga no caos social já entrou no movimento e tenta dar a cara dele. Não acho que a esquerda deva fazer o mesmo porque é oportunismo e a categoria não é de idiotas, não pega bem. Mas devemos apoiá-los.
5) A situação de fato se encaminha para o colapso. E caos é a matéria prima da extrema-direita.
6) Ao vilanizar os caminhoneiros e pedir exército a Globo pode estar jogando no aprofundamento do golpe. Não é minha primeira hipótese, mas não se pode descartar que essa alta frenética de preços nos últimos meses e a inflexibilidade de Parente sejam propositais para criar o ambiente de golpe.
7) A agenda reformista-liberal liderada pelos maiores corruptos e salafrários do Brasil parece enterrada eleitoralmente pela greve e colapso da política de Parente, que não tem mais como ficar na Petrobrás. Se isso não foi parte de uma agenda para se livrar das eleições, isso coloca essa possibilidade na mesa diante do desespero da direita entreguista e globalista, os maiores motores do golpe.
8) Os petroleiros vão entrar em greve, mas não deveriam esperar condescendência da população. São uma categoria organizada, portanto, vão sofrer as mesmas difamações da mídia e classe média de sempre. Vão ter alguém de esquerda para vilanizar, mas mesmo com o risco acho que devemos disputar a narrativa do momento. 
9) É claro que a democracia está em risco. Desde junho de 2013. Só piora a cada ano, mês, dia. Se a greve não for furada em dois ou três dias ninguém sabe o que pode acontecer. Se o comandante militar não fosse o Villas-Boas já estaríamos com botas pisando o congresso e o palácio do planalto.
10) Se a NSA e a CIA manipularam os eventos de 2013 na rede, evidentemente tem muito mais poder para fazê-lo numa categoria limitada em tamanho. O objetivo dos EUA tem sido desde 2013, e em vários países do mundo, a dissolução nacional de países não alinhados. É claro que eles podem ter provocado isso ou se aproveitado para entrar nas redes dos caminhoneiros direcionando seu tráfego e narrativa, vídeos, monitoramento, etc. Quem ri dessa possibilidade não conhece o mundo em que vive e não é de hoje não, mas há vinte anos.
11) A renúncia de Temer é muito provável como desfecho desse debacle. E no momento, desejável. Ele não tem qualquer legitimidade capaz de dar estabilidade ao país.
12) A esquerda deveria se centrar logo na defesa do que restou de nossas liberdades democráticas no Brasil e denunciar isso para o mundo. 
13) Não podemos ficar contra a população no momento em que ela se levanta contra o governo mais ilegítimo, corrupto e entreguista de nossa história. Não pedimos isso há quatro meses das eleições, mas a realidade está aí. Não temos opção moral senão pedir, como o velho Brizola ensinou, não um "fora Temer" que pode vir contra a normalidade democrática, mas um RENÚNCIA JÁ junto de um DIRETAS JÁ, em outubro. Vamos pedir RENÚNCIA e DIRETAS para neutralizar o pedido de Intervenção Militar que circula pelos fascistas de sempre e entrou no movimento.
14) Não adianta ter medo. O que às vezes adianta é lutar. A vida quer é coragem, e a gente tem visto desde 2015 a tragédia que se abate sobre nós quando ela falta.
Fonte; 247

sábado, 26 de maio de 2018

RENAN AVISA: OU TEMER DEMITE PARENTE, OU CAI

Geraldo Magela/Agência Senado


Um dos parlamentares mais influentes do País, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) mandou um recado a Michel Temer, que assaltou o poder por meio de um golpe parlamentar e hoje é rejeitado por quase 100% dos brasileiros: ou demite Pedro Parente, que instalou o caos no Brasil, com sua política irresponsável na Petrobras, ou cai.
Depois de seis dias de greve dos caminhoneiros, hospitais já param no Brasil, todas as montadoras suspenderam a produção, aves e suínos estão morrendo por falta de ração e comerciantes perderam suas vendas. Tudo porque Parente, peça central no golpe de 2016, decidiu reajustar diariamente os combustíveis para garantir a entrega do pré-sal e de ativos da Petrobras a grupos internacionais.
O golpe tucano, articulado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e por senadores como José Serra (PSDB-SP) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), pode estar chegando ao fim. Segundo o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Temer ainda não demitiu Parente porque não pode desobedecer a seus verdadeiros patrões – o governo dos Estados Unidos.
Inscreva-se na TV 247 e confira abaixo o vídeo de Renan:
Fonte: www.brasil247.com

sexta-feira, 25 de maio de 2018

PT: REPRESSÃO MILITAR NÃO RESOLVERÁ CRISE DO BRASIL


A Comissão Executiva Nacional do PT divulgou na noite desta sexta-feira, 25, nota com duras críticas à decisão de Michel Temer de usar o Exército contra a greve dos caminhoneiros, que protestam pelo quinto dia contra a política de reajuste de preços dos combustíveis. 
"O recurso contumaz às Forças Armadas é um sintoma do caráter autoritário e fraco de um governo rejeitado por quase 100% da população", diz o PT na nota. "O acordo anunciado ontem não só preserva uma política abusiva como a subsidia com dinheiro público. Dinheiro que poderia ser investido na Saúde e Educação do sofrido povo", diz o partido. 
O ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, acabou de anunciar que o governo Temer decretou, a pedido do comando do Exército, a edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que ampare a atuação das Forças Armadas em todo o território nacional para liberar rodoviais bloqueadas pela greve dos caminhoneiros. Segundo Raul Jungmann, os bloqueios de rodovias caíram de 930 para 519 no País. GLO tem validade até 1º de junho. Militares foram a última cartada de Temer contra o caos que ele mesmo criou (leia mais).
Leia a nota do PT na íntegra:
Sem qualquer autoridade política e incapaz de construir soluções pelo diálogo, o governo golpista recorre novamente às Forças Armadas, convocadas desta vez para reprimir, militarmente, os piquetes de caminhoneiros e do povo nas estradas e vias públicas do país. E pela primeira vez o decreto de utilização das Forças se estende a todo o território nacional.
O recurso contumaz às Forças Armadas é um sintoma do caráter autoritário e fraco de um governo rejeitado por quase 100% da população.
O Partido dos Trabalhadores vem alertando para os riscos de manipulação política da crise dos combustíveis, de resto agravada pelo noticiário alarmista da Rede Globo. A entrada em cena das Forças Armadas reforça o discurso dos aventureiros e dos fascistas.
O acordo anunciado ontem não só preserva uma política abusiva como a subsidia com dinheiro público. Dinheiro que poderia ser investido na Saúde e Educação do sofrido povo.
A reivindicação dos caminhoneiros de redução do preço do diesel é justa, assim como é justa é necessária a redução do preço da gasolina e do gás de cozinha.
O PT mostrou em seus governos que é possível ter uma política justa de preços dos combustíveis. Fizemos reajustes em ciclos longos, equilibrando os interesses da Petrobras com os interesses maiores do povo e da nação.
A Petrobras deve ter lucro mas, sobretudo, deve servir ao país, tornando-se instrumento de desenvolvimento nacional e de financiamento da Educação.
Temos de rever inteiramente a lógica privatista e antissocial da Petrobras e desse governo golpista, que retira direitos do povo e ataca vergonhosamente nossa soberania nacional, ao mesmo tempo em que serve, de forma subserviente, aos interesses do grande capital, especialmente do capital estrangeiro.
Apresentaremos ao Congresso Nacional proposta de orientação para política de preços da Petrobras para os combustíveis, bem como o aumento da contribuição sobre lucros dos bancos e a reversão das isenções tributária que foram dadas ano passado as grandes multinacionais de petróleo. Medidas importantes e justas para compensar a desoneração de tributos sobre a gasolina, diesel e gás de cozinha.
O PT acredita no Brasil e no povo brasileiro!
Fora Temer! Lula lá!
Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores

CONTRA A GREVE, TEMER DECRETA GLO EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL


O ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, anunciou na noite desta sexta-feira 25 que o governo Michel Temer decretou, a pedido do comando do Exército, a edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que ampare a atuação das Forças Armadas em todo o território nacional para liberar rodoviais bloqueadas pela greve dos caminhoneiros. A validade da GLO é até 1º de junho.
Hoje, a GLO ocorre em algumas regiões, como no Rio de Janeiro na área da Segurança. Com o decreto, o Exército está permitido a usar a força em qualquer ponto do Brasil. O comando do Exército havia solicitado a Temer nesta sexta a edição do decreto. Os ministros confirmaram a decisão em coletiva de imprensa.
O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, Sérgio Etchegoyen, disse na coletiva que o número de interdições de rodovias está caindo. Padilha também disse que há redução no movimento dos caminhoneiros, embora não do tamanho que o governo gostaria. Segundo Raul Jungmann, os bloqueios de rodovias caíram de 930 para 519.
O governo também informou que não tratará do preço da gasolina - reivindicação de diversas categorias que protestam hoje em diversas localidades em apoio à greve dos caminhoneiros -, mas apenas do diesel, na negociação durante a greve dos caminhoneiros.
Leia mais na Agência Brasil:
Forças Armadas vão garantir abastecimento, diz governo 
O governo vai acionar as forças de segurança federais para liberar as estradas e as Forças Armadas serão utilizadas para garantir o abastecimento da população. A notícia foi dada hoje (25), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.
Para isso, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmman, afirmou que o presidente Michel Temer deverá editar um decreto para permitir a requisição de bens, prevista na Constituição, para que alimentos, combustíveis, medicamentos e insumos cheguem à população, em todo o país. Ele acrescentou que os militares têm o respaldo legal para assumir a direção dos caminhões dos grevistas, se assim necessário. “O artigo 5, inciso 25 da Constituição Federal permite a requisição de bens, caso se faça necessário, em condições de pilotar veículo para que o desabastecimento seja contido e voltemos a ter distribuição regular”.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou que houve redução considerável dos bloqueios de estradas em todo o país. Segundo os números apresentados pelo governo, informados pela PRF, das 938 obstruções e interdições de rodovias, 419 já foram liberadas até este momento. Há ainda 519 pontos de interdições, já parciais, segundo o governo. O ministro admitiu que a liberação ocorre com menos velocidade do que o esperado.
Locaute
O ministro da Segurança disse ainda que a Polícia Federal abriu inquérito e vai ouvir 20 empresários de transportadoras para investigar se fizeram locaute, o que é ilegal e punível com prisão e multa.  "Estamos investigando se grandes empresas, transportadoras, patrões usaram os trabalhadores para ampliarem suas margens de lucro", afirmou Jungmann. "Greve é direito constitucional; locaute é ilegalidade", definiu. "Nós vamos ver quem está tirando proveito das reivindicações de trabalhadores. Se há patrões explorando os trabalhadores e o sofrimento da população", completou. O ministro disse que se o locaute for comprovado, os infratores serão enquadrados em sete tipos de crimes.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, disse que as forças federais já estão atuando para normalizar a distribuição de produtos no país. Segundo ele, uma das refinarias da Petrobras no Rio de Janeiro, já reiniciou a distribuição de combustível no estado. “A refinaria Duque de Caxias já normalizou quase na integralidade, o que vai limpando o horizonte para nós. Haverá o tempo necessário para reposição de estoques, mas reinicia o abastecimento”, disse. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que muitos caminhoneiros estão respeitando o acordo firmado ontem com o governo federal.
De acordo com o ministro Padilha, informações da Polícia Rodoviária Federal e do GSI mantém a cúpula do governo informada. “O acordo está sendo observado por muitos. Temos monitoramento minuto a minuto. Postos da Polícia Rodoviária Federal municiam com informações e o Gabinete de Segurança Institucional vai acompanhando minuto a minuto o que vai acontecendo”. Segundo ele, uma “minoria barulhenta” tem atrapalhado o processo de volta à normalidade nas estradas.
Fonte: www.brasil247.com

Lula tem a menor rejeição entre candidatos competitivos, mostra Ipsos

Rafael Ribeiro

Quando faltam cinco meses para o primeiro turno da eleição presidencial, é útil recordar que Lula continua na frente entre concorrentes competitivos à presidência -- também pelo critério da rejeição.
Apurada pelo instituto Ipsos, a rejeição de Lula bate em 52%. 
Enquanto isso, a rejeição de Bolsonaro encontra-se em 60%, a de Marina Silva fica em 61%. Ciro Gomes tem 65% e a de Geraldo Alckmin bate em 69%.
A rejeição a Lula é tão baixa, na verdade, que se compara, na margem da erro, a do juiz Sérgio Moro, que faz política por outros meios. Endeusado pela mídia, Moro é rejeitado por 50%. 
Se todos sabemos que a rejeição aos políticos anda pelas alturas, a posição de Lula na tabela é um trunfo imenso a favor de sua candidatura e confirma sua liderança entre a maioria do povo. O dado é ainda mais respeitável quando se recorda que  se encontra preso desde 7 de abril, condenado sem provas, no final de uma campanha brutal de perseguição judicial, reforçada pelo espetáculo da mídia. 
Considerando as imensas dificuldades que aguardarão o novo presidente, a ser empossado em 2019 num país  arruinado pelo governo Temer e seus padrinhos, os números demonstram que Lula é o candidato com melhores condições para conduzir o destino dos brasileiros.
A partir dos dados do Ipsos, pode-se concluir que é aquele que atende a um critério fundamental numa democracia. Não só possui as maiores intenções de voto a favor -- fato confirmado por outras pesquisas, de todos os institutos -- mas é aquele que enfrentará menor oposição para governar. 
Essa é uma diferença essencial quando se recorda a agenda indispensável do país a partir de 2019, que envolve a necessidade de se promover um novo pacto político, necessário para a reconstrução da democracia e a retomada do crescimento econômico.
A comparação com outros levantamentos mostrar uma queda na rejeição -- 57% em março, 54% em abril, 52% em maio -- e uma recuperação da aprovação, que passou de 41% para 42% e 45%.
Na verdade, a pesquisa confirma o acerto da resistência de Lula, em defender suas liberdade e seus direitos. Demonstra, também, que é uma liderança única no atual momento político do país, de desabamento do sistema político e da maioria das lideranças estabelecidas, revelando o caráter mesquinho, irresponsável, de quem pressiona pela desistência de sua candidatura. 
Seus números mostram que tentar esvaziar sua candidatura, hoje, nada mais é do que um desrespeito a vontade popular -- e uma prestação de serviço contra a democracia.
Uma última observação. Quem quiser descobrir a vantagem de Lula também no quesito rejeição através do Estadão, terá uma certa dificuldade.
Com o  argumento de que "Lula está preso e não deverá concorrer", a notícia mais relevante da pesquisa -- quem está na frente -- ficou escondida nos parágrafos finais do texto. Não aparece no título nem no subtítulo. Trata-se, por parte do jornal, de um esforço óbvio para esconder a força da liderança de Lula entre a maioria da população e o caráter absurdo, anti-democrático, que envolve toda tentativa de impedir sua presença na campanha.
Fonte: www.brasil247.com

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Paralisação continua: governo e caminhoneiros não fecham acordo


Agência Brasil
  






A Abcam representa 700 mil caminhoneiros, com 600 sindicatos espalhados pelo Brasil. Lopes se recusou a continuar a negociação e deixou o local antes do fim da reunião, mas disse que outros líderes da categoria se mostraram receptivos à proposta do governo.

“Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. Eu coloquei que respeito o que meus colegas pediram e estão sendo atendidos, que acho ser coisa secundária, e disse que vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que tá embutido no preço do combustível”, disse Lopes. Ele disse ainda que não fala em suspender a paralisação enquanto o Senado não aprovar a isenção do PIS/Cofins, projeto aprovado ontem pela Câmara .

Junto com Lopes estava o representante dos motoristas individuais do Centro-Oeste, Wallace Landim, que também disse que sua categoria tem uma posição similar à do representante da Abcam. 

Do Portal Vermelho


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Motoristas de aplicativos de transporte fecham BR-101 na Zona Sul de Natal

Protesto aconteceu nesta quarta-feira (22) contra o aumento dos preços de combustíveis.

Trânsito ficou travado até Candelária depois que os motoristas de aplicativos fecharam a BR-101 em Natal (Foto: Ítalo di Lucena/Inter TV Cabugi)

Trânsito ficou travado até Candelária depois que os motoristas de aplicativos fecharam a BR-101 em Natal
 (Foto: Ítalo di Lucena/Inter TV Cabugi)

Motoristas dos aplicativos de transporte Uber e 99POP fecharam a BR-101
 na altura do bairro Neópolis, na Zona Sul de Natal, no final da tarde desta 
quarta-feira (22). A manifestação aconteceu no sentido da rodovia que liga a capital potiguar à cidade de Parnamirim. Trata-se um protesto contra o
 aumento no preço dos combustíveis.
Os condutores pararam por volta das 18h na altura da passarela de Neópolis, fizeram um discurso e seguiram, em carreata, no sentido Sul. Eles foram se encontrar com os caminhoneiros que estão bloqueando a passagem na 
BR-101 em Parnamirim.
O trânsito ficou parado no local, e a fila de carros se acumulou até o bairro Candelária, quilômetros antes do ponto interditado.
Nesta quarta (22), caminhoneiros também bloquearam a passagem em diferentes trechos das quatro rodovias federais que passam pelo Rio 
Grande do Norte, na Grande Natal e no interior.
Trânsito ficou lento na BR-101, em Natal, com os protesto contra o aumento dos preços de combustíveis (Foto: Ranniery Sousa/Inter TV)

Fonte: G1/RN

Caminhoneiros fazem novos protestos contra aumento do diesel e BRs 101, 226, 304 e 427 são parcialmente bloqueadas no RN

Interdições começaram na manhã desta quarta-feira (23). Nas quatro rodovias, apenas caminhões eram sendo parados. Para os demais veículos, trânsito seguia livre.

Caminhoneiros usaram pneus para fechar parcialmente a rodovia (Foto: PRF/Divulgação)

Em mais um dia de protestos contra os constantes aumentos no preço do
 óleo diesel, caminhoneiros bloquearam parcialmente trechos de quatro 
rodovias federais no Rio Grande do Norte: BR-101, em Parnamirim e Nísia Floresta, cidades da Grande Natal; BR-304, em Mossoró, na região Oeste;
 BR-226, em Santa Cruz, no Trairi; e BR-427 em dois trechos: em Currais 
Novos e em Caicó, no Seridó.
Até a última atualização desta matéria, permaneciam interditados os trechos
 da BR-101 em Parnamirim e Nísia Floresta; a BR-304, em Mossoró e a 
BR-427 em Caicó.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, pneus foram colocados sobre as pistas. Nas quatro rodovias, uma faixa em cada sentido ficou livre para o trânsito, e apenas os caminhões eram parados.
Em Mossoró, o protesto começou às 8h30 na altura do Km 33. Em Santa 
Cruz, a rodovia foi fechada no Km 108 por volta das 9h. Em Currais Novos, 
o bloqueio foi montado no Km 01 por volta de 9h30, segundo informações 
da PRF.
De acordo com a PRF, por volta das 17h40 os manifestantes liberaram o
 trânsito na BR-427, em Currais Novos, e na BR-226, em Santa Cruz.
Ônibus de viagens intermunicipais saíram da rodoviária de Natal sem passageiros, em direção à BR-101, para protestar contra aumento de combustíveis (Foto: Olinto Bezerra/Inter TV Cabugi)
Ônibus de viagens intermunicipais saíram da rodoviária de Natal sem passageiros, em direção à BR-101, 
para protestar contra aumento de combustíveis (Foto: Olinto Bezerra/Inter TV Cabugi)
Em Parnamirim, o manifesto é no Km 105. Começou por volta das 10h45
 e conta com o apoio de motoristas de ônibus intermunicipais. Por causa disso, viagens programadas para esta manhã foram canceladas. As passagens de quem já havia comprado bilhete estão sendo remarcadas, segundo informou a segundo informou a gerência do terminal. Motoristas 
de vans que trabalham no transporte de turistas e passeios também 
participaram do ato.
Fonte: g1.globo.com

Após luta do SINTE/RN, projeto do Piso da Rede Estadual é aprovado por unanimidade


Créditos: Lenilton Lima

Foi aprovado, na manhã desta quarta-feira (23/05), o projeto de lei que vai garantir o pagamento da correção do Piso Salarial 2018 da Rede Estadual. Agora, a lei deve ser encaminhada e sancionada pelo governador. A lei foi aprovada após intensa luta do SINTE/RN e dos trabalhadores em educação. O deputado estadual  Fernando Mineiro deu sua contribuição ao participar das articulações e pedir celeridade na aprovação da matéria.
Na tarde desta quarta (23) o SINTE/RN vai à Secretaria de Administração, para pressionar o governo para que a lei seja sancionada e o pagamento ocorra ainda neste mês de maio.
“Se o governo não cumprir o acordo, iremos provocar o desembargador Dr. Glauber Rêgo. Não tem mais desculpas para não pagar o reajuste do Piso dos meses de Abril e maio”, afirmou o coordenador geral do SINTE RN, professor Rômulo Arnaud.
A aprovação da lei em questão vai garantir a correção de 6,81% do Piso nos salários dos professores. A correção do Piso é fruto do acordo judicial conseguido na greve da Rede Estadual, realizada entre 22 de março e 19 de abril deste ano. 
Fonte: sintern.org.br

LULA: SE ALGUÉM QUER SER PRESIDENTE, QUE ME DERROTE NO VOTO

Ricardo Stuckert

Em mensagem enviada à XXI Marcha Anual dos Prefeitos, que se encerra nesta quinta-feira 24 em Brasília, o ex-presidente Lula, preso e alvo de perseguição judicial, desafiou a quem quiser ser presidente da República, que lhe derrote nas urnas.
"Eu sou candidato a presidente porque não cometi crime nenhum. Eu sou candidato porque assumi o Brasil em uma situação difícil e saí do mandato com o melhor momento do país em sua história", ressaltou.
Ele destacou também que "a marcha é importante porque não se pode governar o Brasil sentado em um palácio em Brasília" e respondeu a quatro perguntas da entidade, sobre carga tributária, saúde, educação e saneamento.
Confira a íntegra do texto, divulgado em seu site:
"Se alguém quer ser presidente, que me derrote no voto", diz Lula
Mensagem do presidente Lula a Marcha dos Prefeitos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem à XXI Marcha Anual dos Prefeitos, que se encerra nesta quinta-feira (24), em Brasília. Lula reafirmou sua inocência e a manutenção de sua candidatura à Presidência. "Se alguém quer ser presidente, que me derrote no voto", afirma.

Junto com a mensagem, Lula respondeu a quatro perguntas enviadas pela entidade. Leia a seguir:
"Meus caros amigos prefeitos e prefeitas que vieram até Brasília para mais uma Marcha, uma das datas mais importantes do calendário político nacional, e que quando eu fui presidente da República, sempre fiz questão de prestigiar.
A marcha é importante porque não se pode governar o Brasil sentado em um palácio em Brasília. O Brasil é muito grande, muito diverso. O presidente precisa dialogar com o povo, com as autoridades locais, ver os problemas de perto e não só os problemas, mas também conhecer as soluções de perto. As vezes quem está no governo federal acha que os prefeitos vem só trazer problemas, quando na realidade muitas vezes o que eles trazem são soluções.
E a Marcha é, como diz o ditado, se Maomé não vai a montanha, a Marcha é quando a montanha dos prefeitos vem até Brasília para dialogar e cobrar, porque cobrar é parte da democracia.
Eu gosto sempre de lembrar que antes de mim houve um governo que chegou a jogar cachorros contra a Marcha dos Prefeitos. Uma coisa absurda. Nós fizemos diferente. O nosso governo montou uma sala de atendimento permanente aos prefeitos, para orientá-los e escutá-los. E atendemos a todos, independente de partido, independente de gostarem do Lula ou não, de gostarem do PT ou não, porque o prefeito não representa um partido ou parte da sua cidade. Ele representa todo o povo e é no município onde as pessoas vivem. Tem uma música de campanha antiga do PT que eu gosto muito que diz que uma cidade pode parecer pequena perto de um país, mas é na cidade que a gente começa a ser feliz.
Se houve um passado triste onde os seus antecessores prefeitos eram recebidos com cachorros pelo governo federal, hoje tenho que lamentar não poder estar com vocês por causa de uma sentença mentirosa, que me condenou por "atos de ofício indeterminados". Agora, para fins políticos, podem difamar gestores sem provas e condená-los sem dizer porque o estão condenando. Isso não deveria preocupar apenas um partido ou outro, mas a todos que prezam pela democracia e pela justiça.
Eu sou candidato a presidente porque não cometi crime nenhum. Eu sou candidato porque tenho honra e agi com responsabilidade, ética e correção nos meus oito anos de presidente da República. Eu sou candidato porque assumi o Brasil em uma situação difícil e saí do mandato com o melhor momento do país em sua história. Eu sou candidato para melhorar a vida do povo. E o que fiz uma vez como presidente eu sei que posso fazer novamente. Com a experiência que tive falo com tranquilidade que posso fazer um governo ainda melhor do que aqueles que eu já fiz.
Eu sou candidato porque na democracia quem decide os governantes é o povo. Vocês são prefeitos eleitos, e tem que ser respeitados por isso. Então, seria importante meus adversários também assumirem isso, deixem o povo decidir quem será o próximo presidente do Brasil. Se alguém quer ser presidente, que me derrotem no voto. Meus adversários tem 3 anos de Jornal Nacional falando mal de mim de dianteira, não tem porque terem medo das urnas. O PT sabe acatar resultado eleitoral. O Brasil precisa resolver seus rumos de forma democrática.
E eu não preciso dizer como os outros candidatos "eu acho, eu penso". Eu posso dizer "eu fiz". Eu posso dizer "vocês viram o que aconteceu". Meu compromisso com a democracia é real. Eu tinha aprovação alta mas não fiz emenda de reeleição. Enviamos recursos e trabalhamos junto com todas as prefeituras. Criamos projetos em parceria com os prefeitos. O cadastro do Bolsa Família, por exemplo, é feito pelas prefeituras.
As cidades tiveram obras do Minha Casa Minha Vida, obras do PAC. Receberam campus de universidades no interior, antes tinha só nas capitais. Institutos Federais de ensino. Foram abertos editais com recursos para inúmeros projetos das prefeituras nas mais diversas áreas. O Fundo de Participação dos Municípios teve cada vez mais recursos.
Eu fui o presidente de todos os brasileiros. E não quero ser presidente de novo para olhar para trás e dividir o país em paneleiros ou petistas. Eu quero fazer o que eu fiz quando fui presidente: cuidar do Brasil, de todos os brasileiros, com um olhar de mais carinho para os que precisam mais. Porque quando os que precisam mais melhoram de vida toda a sociedade sobe com eles. O comércio vende mais, a indústria produz mais, a prefeitura arrecada mais. E quando o país se perde em conflito, e tem um governo sem legitimidade, como estamos vendo agora, todos perdem.
Quem foi prefeito quando eu fui presidente sabe: no fim do meu governo tinha muito menos gente vindo bater na porta da casa de vocês porque estava com fome, porque não tinha emprego. E tinha muito mais projeto do governo federal com as prefeituras.
Então esse é meu compromisso com vocês: reestabelecer a democracia, o diálogo nesse país. Um governo para todos. Um governo de inclusão, comprometido em cuidar dos mais pobres e retomar o crescimento da economia, das oportunidades. Um governo comprometido com a educação e a construção de um futuro melhor para o Brasil. Um governo com a consciência que um país melhor não se faz com um governo federal isolado em um palácio em Brasília, mas junto com toda a sociedade, empresários e trabalhadores, governadores e prefeitos, que estão ali, na linha de frente, batalhando por um futuro melhor para os habitantes da sua cidade. Um governo que não ouça só o mercado financeiro de São Paulo e a Rede Globo no Rio de Janeiro, mas que ouça toda a sociedade de todo o Brasil.
E vocês sabem que eu posso fazer e que eu sei como fazer. Porque eu já fiz. E vou fazer de novo.
Muito obrigado.
Lula"
Respostas às perguntas dos prefeitos:
O diálogo federativo é extremamente importante para a construção da governança de políticas públicas eficientes, capazes de atender as demandas cada vez maiores da população. Sendo assim, o senhor assume o compromisso de receber pessoalmente a Confederação Nacional de Municípios em reuniões trimestrais para pactuar uma agenda de trabalho entre o Governo Federal e os Municípios?
Eu me comprometo a receber pessoalmente a Confederação Nacional dos Municípios em reuniões trimestrais e mais que isso: reativar uma sala de atendimento permanente de prefeitos no Palácio do Planalto e estabelecer um canal de diálogo permanente entre a Confederação e meu gabinete para discutirmos a evolução de uma pauta de reinvindicações dos municípios. E podem fazer a reivindicação que for, reinvindicação não será entendida como ofensa. Até porque ninguém fez mais reivindicação do que eu na história desse país. Então os prefeitos poderão trazer sua pauta e dialogar no mais alto nível do governo federal. E igualzinho como era quando fui presidente, não será olhado o partido do prefeito. Mas sim que ele representa um município brasileiro e tem que ser ouvido com atenção, respeito e dentro do espírito de trabalharmos juntos pelo país.
2. Carga Tributária e Transferências a carga tributária brasileira em 2017 fechou em 32,4% do PIB. No entanto, apenas 21% do bolo arrecadado, ou seja, 6,8% do PIB, chegou às cidades, o que é insuficiente para custear as políticas públicas. Quais ações concretas o seu governo pretende tomar para corrigir esta distorção?
No meu governo, aumentou muito o Fundo de Participação dos municípios. Hoje, qualquer candidato que vier aqui, e disser que vai aumentar os repasses sem mudar a PEC do Teto de Gastos aprovada pelo governo Temer vai estar mentindo. E eu entendo a filiação partidária dos prefeitos, que muitos já tem seus candidatos, mas vocês sabem disso tanto quanto eu: sem revisar a PEC do Teto de Gastos o próximo governo só irá fazer cortes e cortes e isso vai afetar cada vez mais os repasses aos municípios. Então essa é uma ação concreta. Outra é discutir a estrutura tributária. Dar assistência aos prefeitos na elaboração de projetos e uso de fundos federais. O meu coordenador de plano de governo, Fernando Haddad, foi prefeito, e ele defendia que parte da CIDE seja usada para financiar o transporte urbano. Então há muito que se pode fazer e vamos discutir com os prefeitos, o congresso e a sociedade, porque para corrigir essas distorções será necessário também fazer mudanças que passem no Congresso Nacional.
3. Saúde e Assistência Social Saúde e Assistência Social são direitos do cidadão. Como o financiamento dos dois sistemas deve ser tripartite, a atual oferta dos serviços sofre com o congelamento de gastos da União em função da Emenda do Teto do Gasto Público. Em 2017, os Municípios já comprometeram 24% dos seus orçamentos na manutenção das ações e dos serviços públicos em Saúde. O orçamento do governo federal para essas duas áreas vem sendo reduzido ano a ano. No caso da Assistência Social, o orçamento reduziu em quase 20%. Como seu governo pretende atuar nessas áreas de gestão de forma a evitar que todos os problemas recaiam sobre os Municípios e seus gestores?
Precisamos voltar a gerar empregos e recuperar os programas sociais. Assim menos problemas recairão nas costas dos municípios, que estão sofrendo os efeitos da crise atual. Vamos retomar a ação do governo federal, em parceria com os municípios, nessa área. Vamos retomar os investimentos em infraestrutura, para gerar mais empregos, o que reduz a pressão sobre a assistência social.
E vocês citam na pergunta e vale a pena repetir, rever a Emenda do Teto dos Gastos Públicos. Vocês sabem o desastre que será para o mandato dos senhores prefeitos e para o futuro das cidades se ela for mantida. E isso não quer dizer defender irresponsabilidade fiscal. Eu sou o presidente que fiz o mais alto superávit primário da história do Brasil, 4,25% do PIB. Em 2004 eu vim aqui na Marcha dos Prefeitos, e meu saudoso companheiro Marcelo Déda reclamou que eu tinha contingenciado o orçamento federal. Nós fizemos um orçamento realista e os orçamentos tem que ser realistas e responsáveis. O que não é possível é congelar por 20 anos os gastos públicos no Brasil, independente do país ganhar na loteria ou sofrer um terremoto. Isso é loucura e é na prática uma camisa de força, um congelamento das responsabilidades do governo. Para um tecnocrata de Brasília é fácil. Vocês que estão perto do povo, sendo cobrados, sabem as consequências dessas medidas.

Então, tem muito deputado, senador que em 2007 fez festa quando impediu a CPMF. "Derrotamos o Lula." Não derrotaram o Lula, tiraram 24 bilhões, isso naquela época, que iam para a saúde pública. Depois os deputados se elegem prefeitos e governadores e vem a falta que faz esse dinheiro para a saúde. Em 2015, com a Dilma, a mesma coisa. Muita gente comemorando pauta bomba, o pato amarelo. Agora uma crise fiscal imensa e todo mundo pagando o pato, que se tivessem criado a CPMF em 2015 provavelmente não estaríamos nesse sufoco hoje. Então, independente de quem seja eleito, independente de que partido, precisamos rever o teto de gastos e a estrutura tributária do Brasil. Porque podem ver que os países ricos, com serviços públicos de qualidade, tem carga tributária em geral maior que a nossa. E lá a renda média é maior, ou seja, os gastos públicos são muito maiores.
4. Educação: Os Municípios são responsáveis pela oferta da educação infantil, que passou a ter, desde 2016, a pré-escola como obrigatória, e têm como meta atender ao menos 50% da faixa etária de creches até 2024. Para atender essa imposição são necessárias cerca de mais 500 mil matrículas na pré-escola e 2,2 milhões de matrículas na creche. O custo, especialmente da creche, é notadamente maior do que o valor por aluno recebido do Fundeb e as matrículas só aumentam nessa faixa de ensino, enquanto nas demais, diminuem. Isto deve gerar um rombo nas contas municipais de mais R$ 21 bilhões ao ano e, dessa forma, entendemos que apenas na construção de um novo Fundeb poderemos equalizar essa conta. O seu governo pretende priorizar a educação básica, construindo um novo mecanismo de financiamento que atenda as crescentes demandas municipais?
Vamos precisar rediscutir os repasses por faixa etária e o financiamento das novas necessidades da educação básica. O país tem uma agenda que aparece nessas perguntas dos prefeitos que não está presente no debate de cortes, cortes, cortes do governo atual. Irá custar fazer e dar a educação básica que nossas crianças merecem, mas quanto irá custar ao país não fazer isso? Quanto custa não fazer e sacrificar o nosso futuro? E de novo o teto de gastos. O Brasil rumava para a meta de investir 10% do PIB em educação, de acordo com o plano nacional da área, e o fundo do pré-sal, prioritariamente, é para a educação. Inventaram que o pré-sal era uma ficção, teve procurador do Tribunal de Contas da União que deu entrevista em revista da Globo dizendo que o pré-sal era inviável. Tem texto da Míriam Leitão, do Carlos Sardenberg na época do meu governo dizendo que o pré-sal era coisa da imaginação. Pois bem. O pré-sal já está tirando mais de 1 milhão e 700 mil barris de petróleo por dia e esse número só vai crescer. Isso irá tudo para o bolso das empresas estrangeiras e o petróleo vai sair do oceano e o dinheiro vai direto para contas bancárias no exterior, ou parte irá ficar para financiar a educação dos brasileiros, como sonhamos e colocamos em lei?
5. Saneamento
Saneamento básico é um problema de saúde pública sob responsabilidade dos Municípios, no que diz respeito à cobertura de tratamento de esgoto, de coleta de lixo e de abastecimento de água. O custo para universalizar esses serviços ultrapassa os R$
300 bilhões, o que levaria mais de 100 anos no atual ritmo de investimentos. Ademais, encerrar os lixões é hoje uma das exigências em que os prefeitos mais estão sendo criminalizados. Qual a política do seu governo para apoiar os Municípios no processo de encerrar os lixões no Brasil? Quais políticas públicas serão implementadas para a área de saneamento no seu governo?
Estamos estudando, com cautela, porque a recente subida do dólar mostra a importância dessas reservas cambiais constituídas durante os governos do PT, mas estamos avaliando a possibilidade do uso de parte dessas reservas para financiar obras de infraestrutura que gerem empregos. E obras de saneamento são uma necessidade de saúde pública e também são importantes porque podem movimentar a economia e melhorar o meio ambiente. Os rios do nosso país são importantes para o consumo nas cidades, para geração de energia e agricultura.

Precisamos avançar no financiamento e implantação da reciclagem e destinação correta do lixo. É necessário discutir o cumprimento da lei que encerra os lixões. Temos que buscar soluções dentro da lei, ambientalmente corretas e que gerem empregos a partir dos resíduos recicláveis e orgânicos, reduzindo ao máximo o problema causado pelo lixo.
Fonte: www.brasil247.com