sábado, 20 de maio de 2017

População vai às ruas por eleições diretas em mais de 30 cidades


Divulgação
Brasileiros ocuparão as ruas de mais de 30 cidades para pedir convocação de eleições diretas imediatamente
Brasileiros ocuparão as ruas de mais de 30 cidades para pedir convocação de eleições diretas imediatamente


Gravações divulgadas pelo dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, acusam Michel Temer de envolvimento em corrupção, organização criminosa e obstrução à justiça. Em áudio, o presidente aparece supostamente autorizando o pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. 

O material divulgado pelo empresário também incrimina o senador Aécio Neves (PMDB) que recebeu milhões de reais em pagamento de propina através de membros de sua família. 

Diante destes fatos, movimentos sociais e lideranças políticas exigem a imediata renúncia de Temer e convocação de novas eleições diretas por entender que a nomeação indireta do presidente da República seria a consolidação de m novo golpe contra o país. 

Para pressionar a renúncia de Temer, milhares de pessoas sairão às ruas de todo o país neste domingo (21). 

Confira no mapa o horário da manifestação em cada cidade: 




Do Portal Vermelho

Eleições diretas: Confira o calendário de manifestações neste domingo



Frente Povo Sem Medo
 
 





















Movimentos sociais e lideranças políticas denunciam que a eleição indireta seria um novo golpe ao Brasil, tendo em vista que o já desmoralizado Congresso Nacional seria o responsável por eleger um novo Presidente da República, justificando dessa forma a necessidade do povo decidir os rumos do país. 

Michel Temer encontra-se, desde a última terça-feira (17), mergulhado em acusações envolvendo corrupção, organização criminosa e obstrução à justiça, após vir à tona a delação premiada do dono da Rede JBS, Joesley Batista, detalhando o envolvimento do presidente à situações escusas. 


Confira o calendário de manifestações: 


Circuito Liberdade

Praça Ary Coelho

Largo Dom João 

Praça Tubal Vilela

Praça do Trabalhador

Redenção — Parque Farroupilha

Bar Mangueira, Próximo A Igreja De Capuchinhos

Calçadão de Campos

Praça José Bonifácio

Prefeitura de Marília

Praça São José Campo Mourão

MASP

MASP

Phoenix Park

Westmount Square

Estátua De Iracema

Teatro Municipal Manoel Lyra

Prefeitura de Blumenau

Praça Presidente Vargas

Praça Getúlio Vargas

Praça São Francisco de Assis

Praça Dos Girassois

Plaza de Bolivar

Union Square Park




Do Portal Vermelho, com informações do Mídia Ninja 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Eleições diretas: Centrais unificadas participam de atos neste domingo


 
 

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, havia declarado que a entidade estaria presente nas manifestações deste domingo. Segundo ele, a Força não quer ficar fora do debate político. 

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) divulgou nesta quinta-feira (18) reivindicando eleições diretas já. Em maior ou menor grau de aceitação em relação à palavra de ordem o fato é que as centrais concordam que o governo Temer não tem legitimidade para levar adiante reformas como as da Previdência e Trabalhista, que jogam a conta da crise nas costas do trabalhador.

Na opinião do presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, fica comprovado que não serão os trabalhadores os beneficiados pelas reformas.

A nota das centrais afirma que "Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional”.

Participaram do encontro desta sexta-feira Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Do Portal Vermelho


Amaral: Com golpe dentro do golpe, ruas apontarão para democracia



 
 


















"Começando pelo óbvio, estamos diante de um golpe dentro do golpe. A partir do momento em que Temer se tornou dispensável, ele foi destroçado. As mesmas forças lideradas pelo sistema Globo e pela articulação Judiciário e Ministério Público que derrubaram a presidente Dilma fazem o réquiem de Temer", diz. "Seria cômico, se não fosse trágico, os comentaristas que endeusavam Temer pedindo a sua renúncia. Isso muda substancialmente a luta das forças democráticas."

Porém, a decisão do jogo parece clara para o cientista político. "Quem vai decidir para onde vai o jogo são as ruas. Se as ruas se mantiverem ativas e o povo nas ruas, nós teremos uma alternativa democrática. Mas ainda não estou vendo a linha do horizonte."

Amaral cita as manifestações espontâneas ocorridas em Brasília e São Paulo, atos que estão sendo convocados no Rio de Janeiro e no Brasil inteiro para o próximo domingo (21), além da marcha a Brasília no dia 24.

Para ele, o pleito de eleições diretas "é a única alternativa institucional plausível". O problema, avalia, é que esta alternativa envolveria aprovação de uma emenda constitucional, "o que o Congresso, quando quer, faz rapidamente, mas é preciso ser precedida de uma reforma política". Isso para evitar os problemas das regras atuais, que premiam o poder econômico.

Mas ele não descarta a hipótese de mais uma regressão, no contexto do que analistas vêm denominando golpe dentro do golpe desde a consolidação do impeachment de Dilma. "O que levou a Rede Globo a romper com Temer?", indaga.

Em vídeo publicado em seu blog, o jornalista Luis Nassif aponta para uma realidade em que o próprio sistema Globo não tem o domínio da atual sucessão de acontecimentos. "As delações da JBS contra Temer e Aécio foram um dado fora das previsões. Não dá para achar que foi algo articulado, pelo fato de a Globo ter dado o destaque que deu. Não houve planejamento nenhum. Foi um dado imprevisível", disse no vídeo. 

Fonte: Rede Brasil Atual

Lula e Dilma rechaçam acusações de delator da JBS



Ichiro Guerra
 
 




















Segundo a nota, Dilma "jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos", disse a presidente, por meio de sua assessoria de imprensa". 

A presidenta também enfatiza que "nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais" e "jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo".

Cristiano Zanin, advogado de defesa do ex-presidente Lula, afirmou que "nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados".

Joesley disse que abriu uma conta depois de ter sido favorecido em negócios no BNDES, e que o ex-ministro Guido Mantega teria solicitado a abertura de uma outra conta. “Em reunião com Guido Mantega ocorrida no final de 2010, este pediu ao depoente que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma. O depoente perguntou se a conta já existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula, fato que só então passou a ser do conhecimento do depoente. O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema e Guido confirmou que sim”, anotaram os procuradores na transcrição do depoimento.

"A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência - ainda que frivolamente - ao nome do ex-presidente", destaca a defesa. 


Do Portal Vermelho, com informações de agências

Diap: Temer ser cassado em 6 de junho no TSE é hipótese mais viável



Lula Marques/AGPT
 
 



















No Congresso, o governo não tem mais ambiente para aprovar a reforma da Previdência, para a qual precisa de 308 votos na Câmara. A reforma trabalhista ele poderia conseguir, se sobrevivesse. Mas, pelo menos até o recesso de julho, a votação não ocorrerá. “É diante desse cenário que está Michel Temer, pressionado pela sociedade, pelo lado ético, e pelo mercado, porque ele não vai entregar o que prometeu”, diz.
 
“Até o momento, o mercado vinha sustentando o governo, por conta da capacidade de Temer de bancar o que esse mercado exigia”, acrescenta. Mas, diante da “bomba atômica” que representaram as delações da JBS contra Michel Temer e Aécio Neves, o que virá pela frente? Até que momento Temer se sustentará?
 
Para o analista do Diap, a chance de Temer ser afastado via processo de impeachment “é zero, não tem chance”. A aprovação de uma emenda constitucional, instituindo eleições diretas, enfrenta um problema de calendário. “Para aprovar uma PEC, vai demorar pelo menos, no melhor cenário, 90 dias, queimando todas as etapas nas duas casas, Câmara e Senado.”
 
Sem renúncia de Temer e diante dessas alternativas muito difíceis devido ao rito legislativo, o mais provável é que o processo de cassação da chapa, no julgamento previsto para 6 de junho, ponha fim ao mandato de Temer.
 
“Ele pode esperar o processo da cassação e depois dizer, em defesa da sua biografia, que interrompeu o mandato não por desvio de conduta, mas por participar de uma chapa condenada, jogando a responsabilidade em Dilma”, acrescentou.
 
Hoje, considerando que ele não renuncie, a hipótese que resta é eleição indireta. Impeachment demora, processo no Supremo, se abrir, precisa de autorização do Congresso, e é um processo complicado. “A tendência é que se decida pelo TSE ou ele não resista às pressões e renuncie antes.”
 
Brecha jurídica
Mas, como o país está diante de um processo que pode mudar de um dia para outro, Queiroz aponta para uma brecha na interpretação jurídica que poderia abreviar o processo. O Artigo 81 da Constituição prevê que, vagando o cargo de presidente da República, ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição seja indireta pelo Congresso Nacional.
 
Aí entra a brecha. Segundo uma interpretação, a vacância ocorre quando o presidente ou vice deixa o mandato por morte, por impeachment, renúncia ou por ser considerado inepto. “A cassação pelo TSE pode ser interpretada como não vacância. Há uma corrente jurídica que entende que a vacância só ocorreria nessas quatro hipóteses. Segundo essa tese, se é cassação, o pressuposto é que ele é destituído como se nem tivesse assumido, porque cometeu um crime que não o qualificava a assumir, anterior à posse e ao exercício do mandato.”
 
Em julgamento recente (4 de maio), o TSE cassou o mandato do governador do Amazonas, José Melo (Pros), e de seu vice, José Henrique de Oliveira, por compra de votos nas eleições de 2014. Os ministros determinaram ainda a comunicação ao TRF do Amazonas para a realização de novas eleições diretas para os cargos em 40 dias.
 

A questão é saber se o precedente do TSE pode ser adotado para o país, caso a chapa Temer-Dilma seja cassada dia 6 pelo mesmo tribunal. O julgamento final dessa questão seria feito pelo Supremo Tribunal Federal.
REDE BRASIL ATUAL

Paulo Paim: "Temer não tem apoio da base e o melhor seria renunciar"



Agência Senado
 
 




















"Ele não tem apoio algum da base. Se não tem apoio, seria votado o impeachment rapidamente na Câmara e no Senado. O melhor para ele em nome do País, para sair com o dignidade, é renunciar ao mandato, chamar a unidade de Nação mediante um processo de eleições para que o povo elege um novo presidente", disse ele durante entrevista à TV Senado.

O parlamentar se mostrou contrário ao simples afastamento de Temer, que teria como consequência a ocupação do Palácio do Planalto pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusado de ter recebido R$ 1 milhão da OAS em 2014 para defender os interesses da empreiteira no Congresso Nacional. "Como disse um senador que é médico, há momentos em que você tem de fazer a cirurgia, não pode ficar protelando. Afasta Temer e assume quem? Outro que é denunciado", afirmou. 


Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Movimentos sociais reafirmam como única saída as eleições diretas



Reprodução
 
 




















A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, expõe sua expectativa com o sucesso dos próximos atos. “Completamos um grande processo de lutas sociais contra o Governo Temer, a expectava para as próximas manifestações são as melhores possíveis, acumulamos um ano de luta contra o golpe gritando Fora Temer, o impeachment foi dado pra manter os corruptos no poder e calar as investigações, além de aplicar um programa que não foi escolhido nas urnas em 2014, que atende ao empresários, o mercado financeiro e promove reformas que prejudicam os brasileiros.

Carina argumenta que as eleições diretas devolvem ao povo o direito de decidir os rumos do país. “Não é o Congresso Nacional que decidirá os rumos do país, a população organizada está em luta, demonstrou grande força na Greve Geral, ocorrida no último dia 28. Nos temos esperança que a saída política está nas ruas e não nessa classe política”, ressalta Carina. 

Gilmar Mauro da coordenação nacional do MST afirmou que o movimento social não vai deixar a rede globo pegar carona na mobilização pelo Fora Temer. "Quem esteve nas ruas foi o povo, o movimento social, as centrais sindicais e nós não vamos permitir outro protagonismo que não seja o protagonismo popular de chamarmos eleições gerais já", enfatizou Gilmar.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, aposta na insustentabilidade no Governo Temer. "Não há qualquer condição desse governo continuar, perdeu todas os alicerces políticos, esse golpe é baseado em corrupção e compra de silêncio, isso estava evidente, agora os mesmos que há um ano entraram pelas portas dos fundos sairão direto pra lata do lixo da história", afirma. 
 
Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), denuncia as práticas do consórcio golpista. "Temer está querendo um acordo para não sair do Palácio do Planalto direto para Curitiba, ele vai construir com um judiciário uma imunidade, nem que seja para sair do país e não ser preso, todo mundo sabe que esse governo vai cair, por isso a disputa será nas ruas, o Temer não irá durar no poder e as ruas demonstrarão isso. Não basta derrubá-lo, temos que construir uma saída com a vontade popular, eleição indireta é golpe, se colocarem o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) ou alguém do STF não será um representante do povo, por isso lutamos pelas diretas já!", defende. 

Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), destacou a unidade das Frentes Brasil Popular como estratégica no atual cenário político. Na opinião dele, é importante dialogar com setores que apoiaram o golpe mas que neste momento percebem a gravidade dos desdobramentos.


Do Portal Vermelho

Boulos: Com esse pronunciamento, Temer jogou gasolina nas ruas do país



 
 



















Boulos avalia o pronunciamento. "Temer está disposto a levar sua tática Kamikaze até o final, ele já estava seguindo dessa forma quando ignorou a opinião popular e seguiu com as Reformas Trabalhista e da Previdência, mas, depois do que ocorreu ontem, não é surpresa para mais ninguém que esse golpe foi às custas de corrupção, em compra de silêncio, não surpreendeu ninguém", disse. 

Boulos considera que a conjuntura mudou, porque existem provas cabais e não apenas "convicção". "Tem uma segunda consequência importante, com esse discurso, Temer jogou gasolina nas ruas do país, vamos organizar manifestações, hoje, amanhã, sábado e especialmente no domingo, onde ocorrerão atos em todo Brasil". 

"Temer está querendo um acordo para não sair do Palácio do Planalto direto para Curitiba. Ele vai construir com um judiciário uma imunidade, nem que seja para sair do país e não ser preso. todo mundo sabe que esse governo vai cair", afirma Boulos. 

Crise 

Na noite desta terça-feira (17), o colunista Lauro Jardim, do "O Globo" publicou a delação do dono da Rede JBS, Joesley Batista, com provas envolvendo o pagamento de propina para comprar o silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sob o aval de Michel Temer (PMDB-SP). 

Após pressão da população pela renuncia do presidente e a abertura para uma profunda crise entre a base aliada do Governo, Michel Temer fez um pronunciamento na tarde desta quarta-feira (18) dizendo, em tom alterado, que de forma alguma irá renunciar à Presidência da República. 


Do Portal Vermelho, Laís Gouveia 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

PCdoB: Governo Temer não pode continuar, Diretas já!



Antônio Araújo
 
 





















A nota do Partido Comunista do Brasil afirma que “o governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo”. 

Leia abaixo a íntegra da nota:

Fora Temer! Diretas já! 

O Brasil foi surpreendido nesta tarde pelas gravíssimas denúncias veiculadas pela imprensa contra Michel Temer. 

A revolta que já tomava conta da população diante da situação econômica dramática, das reformas feitas para liquidar direitos históricos, da entrega do patrimônio nacional, exige respostas imediatas por parte das forças democráticas e comprometidas com o Brasil. 

O governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo. 

A única forma de recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e de devolver a esperança ao nosso povo é realização de eleições diretas. A palavra precisa ser dada à população para que ela, de forma livre e soberana, aponte os rumos que o Brasil deve tomar. 

Para que isso aconteça é necessária uma frente ampla, suprapartidária, que congregue todos os que estão comprometidos com a ideia de que é o povo quem deve se pronunciar. 

Convocadas as eleições, será a hora de colocar os programas em disputa. Nesse momento, acima das posições programáticas de cada agremiação ou movimento social, deve estar ideia de promover o gesto patriótico e democrático de dar ao povo a oportunidade de decidir. 

O PCdoB lutará por isso, no parlamento e nas ruas, com a coragem a amplitude que nos caracterizam. 

Fora Temer! 
Diretas Já!

17 de maio de 2017

Direção nacional do PCdoB

Parlamentares querem o impeachment de Temer



 Oposição se reúne após denúncia contra Temer
 Oposição se reúne após denúncia contra Temer




















Poucos dias após ter completado um ano do golpe, foi a vez de Michel Temer sofrer um baque. No início da noite desta quarta-feira (17), uma notícia publicada pelo jornal O Globo estremeceu a política. De acordo com o jornal, os donos da JBS disseram, em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR), que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

A notícia causou alvoroço no Congresso e as sessões tanto da Câmara como do Senado acabaram suspensas. Deputados da Oposição levantaram a denúncia em Plenário e cobraram de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Casa, a instalação de uma comissão para analisar o impeachment de Temer.

Para a líder do PCdoB na Câmara, deputada Alice Portugal (BA), a denúncia para o país. “O presidente da República ilegítimo, mas empossado, é gravado pelo dono da JBS dando aval para comprar o silêncio de Cunha. Ele não pode mais ficar uma hora na cadeira de presidente do país. É necessário que as decisões sejam tomadas para afastá-lo imediatamente e convocar novas eleições no país”, declara.

Segundo O Globo, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla a JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Em outra gravação, o empresário disse a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer responde: “tem que manter isso, viu?”

Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, foi gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro a um primo de Aécio foi filmada pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

O dono da JBS disse ainda que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão na Lava Jato. O valor, segundo o jornal, seria referente a um saldo de propina que o deputado tinha com o empresário. Ele informou que devia mais R$ 20 milhões por uma tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Para o deputado Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA), a denúncia contra Temer é gravíssima e cabe pedido de impeachment. “É obstrução de Justiça. Está tipificado na Lei 1.079/50. É crime de responsabilidade e cabe pedido de impeachment. Não há condições de Temer continuar. Ele já não tinha legitimidade e agora tem que ser afastado”, diz. 

O deputado Afonso Florence (PT-BA) também defende o impeachment de Temer. "Se isso é verdade, a gravação tem de ser verificada, mas isso incinera o governo, a reforma da Previdência. o impeachment imediatamente, fica insustentável. O processo tem de tramitar, mas é inexorável", afirmou. O deputado José Guimarães (PT-CE) disse que já havia motivos para mover um impeachment contra Temer. "Ou se faz isso de abrir o impeachment ou não se faz mais nada no país", declarou.

A denúncia também repercutiu no Senado. No plenário, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) informou que os parlamentares que fazem oposição ao peemedebista estão "começando a discutir a apresentação de impeachment imediatamente" do presidente Michel Temer.

"É um crise gravíssima na história do país", comentou, antes de ler, ofegante, a reportagem publicada pelo jornal "O Globo". O petista anunciou que a bancada iria se reunir para tratar dos termos do pedido.

Assista abaixo a reação dos deputados da oposição na Câmara dos Deputados:

 



Fonte: PCdoB na Câmara e O Povo
Vídeo: Mídia Ninja