sábado, 5 de abril de 2014

Morre aos 66 anos o ator José Wilker

Conhecido por trabalhos como 'Roque Santeiro', ele sofreu um infarto.
Última participação em novelas foi em 2013, em 'Amor à vida'.



O ator e diretor José Wilker morreu, aos 66 anos, na madrugada deste sábado (5) no Rio. Ele sofreu um infarto. Wilker ficou conhecido por trabalhos marcantes em novelas como "Roque Santeiro", em que interpretou o personagem-título, e "Senhora do destino", em que interpretou o bicheiro Giovanni Improtta. No cinema, fez filmes como "Bye bye Brasil" e viveu o Vadinho de "Dona Flor e seus dois maridos".
A sua última participação em novelas foi em 2013, em "Amor à vida", de Walcyr Carrasco, no papel do médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseada no livro "Gabriela Cravo e Canela",  de Jorge Amado. Na versão original, exibida em 1975, havia feito Mundinho Falcão. Na TV Globo, participou de quase 30 novelas.
Começo
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1947 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa, e o pai, Severino, caixeiro viajante.

O primeiro trabalho de Wilker foi com apenas 13 anos, como figurante no teleteatro da TV Rádio Clube, do Recife. "Ficava por ali aguardando alguma ponta", lembrou ele em depoimento ao siteMemória Globo. A aparição inicial foi como cobrador de jornal na peça "Um bonde chamado desejo", de Tennessee Williams.
Sua carreira no teatro começou no Movimento de Cultura Popular (MCP) do Partido Comunista, onde dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.
Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

Linha do tempo José Wilker (Foto: Arte/G1)


Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça "O arquiteto e o imperador da Assíria", foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela. Seu personagem foi Zelito, um dos filhos do bicheiro Tucão (Paulo Gracindo).
"Eu fazia teatro há dez anos, não tinha nada. Uma semana depois de estar no ar, eu era um cara com uma conta no banco, identidade, residência fixa e reconhecimento na rua. A resposta era muito imediata, intensa. Acabei gostando", afirmou Wilker ao Memória Globo.
Ele interpretou o seu primeiro papel principal na TV em 1975: foi Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.
Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge, e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico "Sai de baixo" (1996) e as novelas "Louco amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo santo" (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye bye Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) e "O homem da capa preta" (1985).  Fez ainda o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende. Além disso, foi diretor-presidente da Riofilme.
Wilker também se destacou em minisséries como "Anos rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro.
Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.
O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.
José Wilker deixa duas filhas. Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a atriz Mônica Torres.

Fonte: G1/RJ

Polícia recupera R$ 130 mil e prende mentor do arrombamento ao Banco do Brasil

O restante do valor foi dividido com outros três criminosos que também participaram da ação em Ponta Negra



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A Polícia Civil agiu rápido e neste sábado (5), prendeu um dos suspeitos de terem arrombado o cofre da agência do Banco do Brasil da avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal, na madrugada da última quinta-feira (3). Carlos Doberto Cabral da Silva, de 31 anos, natural de Natal, foi preso na residência dele, na Vila de Ponta Negra.
Junto com Carlos, a polícia encontrou a quantia de R$ 130 mil, 65% do total de R$ 200 mil que foram levados do banco. De acordo com o delegado da Delegacia de Furtos e Roubos (Defur), Herlânio Cruz, o restante do valor foi dividido com outras três pessoas que participaram da ação da qual Carlos foi o mentor. “O Carlos confessou o crime e falou que agiu com outras três pessoas, que provavelmente não são do Rio Grande do Norte. Ele afirmou que não teve ajuda de ninguém de dentro do Banco. Falou que conhecia bem a agência por ser correntista, o que de fato ele é. Com isso, ele analisou bem toda a agência e chamou os outros comparsas para praticarem o roubo”.
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Segundo o depoimento de Carlos Doberto, a quadrilha entrou no Banco do Brasil pulando o muro da agência e arrombando uma janela. Depois, abriram diversas portas até chegarem ao cofre principal. A ação durou cerca de 20 minutos. “Todos na quadrilha têm uma função específica, o que acaba fazendo com que eles consigam agir de maneira mais rápida. Esse tipo de quadrilha é muito inteligente, tanto que até agora não temos informações de que eles usaram qualquer tipo de arma”, frisou.
O delegado ainda explicou o motivo que levou a polícia a prender o suspeito tão rapidamente. “Assim que soubemos do roubo, fomos lá apara averiguar a situação. Escutamos algumas pessoas e fizemos um trabalho de investigação. Tudo nos direcionou para o Carlos. Conseguimos o mandado de busca e apreensão tanto para o flat que ele tinha na Roberto Freire como a casa dele em Vila de Ponta Negra. Lá, tudo o que suspeitamos se confirmou”.
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Carlos Doberto já é conhecido da polícia. Ele é suspeito de crimes como estelionato e falsificação. Além do dinheiro, foram achados com o suspeito máquinas de cartão de crédito, bandeiras holográficas de empresas, uma cédula de identidade apenas com a foto dele e ferramentas que eram utilizadas nos arrombamentos. Além da casa em Vila Ponta Negra, Carlos também era dono de um flat na Roberto Freire e tinha uma Ranger (carro da Ford). “Ele era um cara bem inteligente. Falamos com a empregada dele e ela falou que trabalha com o Carlos há três anos e nunca viu ele trabalhar. Também encontramos uma apostila explicando como funcionava um cofre. Infelizmente é uma pessoa que usa a inteligência para cometer crimes”, afirmou Herlânio.
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Para finalizar, o delegado lembrou que o suspeito disse que iria sair do mundo do crime. “Ele nos falou que tinha deixado esses crimes de falsificação e estelionato. Ele também disse que só fez esse assalto para comprar uma lanchonete em Pipa e viver tranquilamente. Acho que acabamos com os planos do rapaz”. Carlos Doberto vai responder por crimes de furto qualificado, falsificação de documentos e associação criminosa.
Fonte: JH

Wilma de Faria poderá ser candidata ao governo do Rio Grande do Norte

Problemas internos de rejeição à aliança do PSB com o PMDB poderão mudar o rumo das candidaturas



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Alex Viana
Repórter de Política
A presidente do PSB no Rio Grande do Norte, ex-governadora Wilma de Faria, poderá desistir de se candidatar ao Senado da República, para disputar um mandato de governadora. Essa informação corre nos bastidores políticos e se baseia nas dificuldades do processo político para compor com o PMDB do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves.
Wilma desponta em primeiro lugar nas pesquisas que levantam a intenção de voto do potiguar para o governo. Ela também figura bem na corrida para o Senado. Entretanto, se optar por disputar o governo, Wilma teria mais chances de vencer, uma vez que seus possíveis adversários mais fortes, Henrique e o vice-governador Robinson Faria, têm menos da metade da intenção de voto da ex-governadora.
Já se a opção for pelo Senado, a pessebista teria na figura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) uma forte concorrente, com possibilidade de derrota de Wilma. Entre uma possível vitória para o governo e uma possibilidade de derrota para o Senado, Wilma estaria estudando a possibilidade de disputar o governo.
SOCIALISTAS
No PSB, a tese de candidatura ao governo do Estado é a que mais prevalece. No diretório estadual do PSB, integrantes da executiva e delegados convencionais, à unanimidade, preferem o projeto Wilma governadora. Em nível nacional, a candidatura de Wilma ao governo é incentivada pelo pré-candidato do PSB a presidente da República, Eduardo Campos, que vê nessa candidatura a construção de um robusto palanque para ele no Rio Grande do Norte.
Nessa linha, a ex-senadora Marina Silva (PSB), que será vice de Eduardo Campos numa chapa “puro-sangue” do PSB nacional à Presidência da República, editou uma nota nesta sexta, em que ataca Henrique Alves, provável nome a governador na aliança que o PSB articula no estado. Segundo Marina Silva, o potiguar “representa a continuidade dos problemas que assolam o estado do Rio Grande do Norte, secularmente governado por essa oligarquia”.
A nota de Marina Silva caiu como bomba na aliança entre o PSB e o PMDB do Rio Grande do Norte, ameaçando desintegrar a aliança desejada pelo presidente da Câmara dos Deputados. Em evento na sexta-feira da semana passada, Henrique afirmou que, sem Wilma no palanque dele disputando o Senado, ele não teria condições de disputar a cadeira de governador. Com a nota do PSB, considerando-o “um atraso” para o estado, criou-se um grave conflito entre PSB e PMDB, o que, inclusive, poderá ser usado contra a aliança Henrique/Wilma pelos adversários durante a campanha eleitoral deste ano.
Calculista e exímia política, Wilma de Faria percebeu que a aliança com o PMDB poderá ser um verdadeiro “tiro no pé” na sua carreira política, transformando uma “oportunidade de ouro” de voltar a governar o Estado, numa “chance real de derrota” se sua opção for disputar o Senado numa aliança questionada pelo próprio partido e contra uma candidata forte, como a deputada federal Fátima Bezerra.
CAMINHO LIVRE
Para completar, Wilma também tem contado com a “sorte”. Tido como principal opositor dela numa eventual disputa pelo governo do Estado, o ministro da Previdência, Garibaldi Filho, está oficialmente impedido desde ontem de disputar o governo do Estado nas eleições deste ano. O prazo para que o ministro se desincompatibilizasse do Ministério expirou nesta sexta-feira, sem que ele pedisse exoneração, o que o deixa fora da lista de possíveis candidatos nas eleições deste ano.
Outro nome que poderia ser empecilho para Wilma disputar o governo, o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, também não se desincompatibilizou da Prefeitura, ficando impedido de disputar o mandato de governador nas eleições do próximo dia 5 de outubro, daqui a seis meses. Com a exclusão de Garibaldi e Carlos Eduardo, Wilma fica livre dos mais fortes adversários para disputar o governo.
PMDB faz aliança com o PSB em Mossoró e espera repetição no Estado
A aliança estadual entre PSB e PMDB para eleição de 5 de outubro começou por Mossoró. Na convenção que homologou Larissa Rosado (PSB) e Alex Moacir (PMDB) à Prefeitura, ontem, líderes dos dois partidos classificaram o ato como marco eleitoral da composição, o início prático da parceria que se estenderá por todo o Rio Grande do Norte no pleito 2014.
O deputado estadual Walter Alves (PMDB), representante na convenção do ministro Garibaldi Filho e do deputado Henrique Alves, realçou a simbologia do evento como largada para composição entre PSB e PMDB na eleição geral de outubro. “A aliança que consolidamos em Mossoró é a mesma que vamos fazer a nível estadual”, afirmou o filho de Garibaldi.
A mesma ideia foi compartilhada pelo deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB), que também mencionou Mossoró como prenúncio do que ocorrerá nos demais municípios do Estado. “PMDB e PSB estão unidos em Mossoró e também vão fazer união em todo o Rio Grande do Norte, união que será vitoriosa aqui e em todo o Estado”, vaticinou.
A deputada federal Sandra Rosado (PSB) relembrou afinidades históricas com o PMDB, onde começou vida pública e permaneceu por 22 anos. “Nunca esquecemos os antigos companheiros do PMDB. A aliança que estamos fazendo em Mossoró será a aliança do Estado”, disse a representante do PSB do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados.
A ex-governadora e vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), ao lamentar programas do seu governo descontinuados na atual gestão, ensejou que a campanha em Mossoró tende a ser estadualizada e prenúncio da medição de forças de outubro. Segundo ela, a aliança consolidada com o PMDB em Mossoró é fundamental para o PSB na eleição geral de 2014.
A convenção que homologou a chapa Larissa/Alex Moacir à Prefeitura de Mossoró na eleição suplementar, em 4 de maio, foi o primeiro compromisso público entre PSB e PMDB estaduais desde o lançamento da aliança em torno da pré-candidatura a governador do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), no último dia 28, em Natal.
Fonte: JH

Governo é obrigado a voltar atrás e devolver dinheiro do corte de ponto ilegal

Saiu nesta sexta-feira (4) a devolução do desconto feito indevidamente nos salários de mais de 700 grevistas, conforme previsão divulgada pelo SINTE/RN na terça-feira (1º).
Para a diretoria do SINTE/RN, o recuo da secretária Betânia Ramalho se deu devido a dois fatores: acúmulo do montante da multa imposta pelo TJ/RN, que já somava R$ 15 mil e a derrota no primeiro movimento do processo no Supremo Tribunal Federal, que estendeu o prazo para a definição da sentença.
A coordenadora geral Fátima Cardoso comemora a vitória da estratégia defendida pelo Sindicato e pela maioria da assembleia. “Esse resultado provou que a estratégia de não estender a greve para não fragilizar o instrumento e optar por lutar na justiça, aprovada em assembleia, foi a mais adequada”, comentou.
Fátima faz questão de parabenizar aos que contribuiram para a conquista: "Parabéns para a Assessoria Jurídica e a todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação que se somaram à direção do Sindicato nesta luta tão difícil. Essa vitória é de todos nós", ressaltou. 
Mas a luta contra os desmandos do governo não tem vitória fácil: o Sindicato recebeu informações de que houve erros na devolução do dinheiro. A diretora de assuntos jurídicos, Vera Messias informa que os que se sentirem prejudicados deverão entrar em contato com o Sindicato para as devidas orientações.
Fonte: www.sintern.org.br/

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Deputados adiam votação do relatório do PNE

Texto será analisado pela comissão especial da Câmara na próxima terça-feira

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A comissão especial da Câmara que está analisando o PNE (Plano Nacional da Educação PL 8035/10), adiou nesta quarta-feira (2), a votação do relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) para a semana que vem.
A comissão voltará a se reunir na próxima terça-feira (8), às 14h30 e, novamente, na quarta-feira (9), no mesmo horário, em plenário a ser definido.
Antes de a discussão ser adiada, o relator retirou a meta prevista no substitutivo do Senado que estabelece a adoção de políticas de estímulo às escolas que melhorem seu desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Vanhoni não acha adequado incluir essa premiação no texto do PNE.
Aprovado pela Câmara em 2012, o PL 8035/10 sofreu alterações no Senado. Por essa razão, voltou para exame dos deputados.
Debate
Trinta e sete deputados se inscreveram para debater o texto do PNE. Os integrantes da comissão vão falar por dez minutos; os não membros, por cinco minutos.
Segundo informações divulgadas pela Agência Câmara, o plenário estava lotado de manifestantes. Alguns grupos pedem agilidade na votação da proposta e exigem a aplicação de 10% do PIB exclusivamente na educação pública; outros protestam contra a inclusão, no PNE, de dispositivo que prevê a adoção de políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, por orientação sexual ou identidade de gênero.
Vanhoni também decidiu retomar o texto do inciso que havia sido aprovado na Câmara, segundo o qual uma das diretrizes do PNE é a "superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual".
Já o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) defendeu a vinculação de 10% do PIB ao ensino público. Ao analisar o artigo apresentado pelo relator, que prevê a adoção de políticas de prevenção à evasão motivada por preconceitos, Rogério destacou que, quando o texto foi debatido na Câmara em 2012, a ideia era combater a discriminação.
O texto apresentado no relatório anterior, criticado por alguns parlamentares, destacava como uma das metas do plano a "superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualde racial, regional, de gênero e de orientação sexual e na erradicação de todas as formas de discriminação".
Jean Wyllys (Psol-RJ) defendeu o texto do substitutivo do relator. Ele destacou que todas as pessoas têm de ser contempladas no texto do PNE.
Está claro na Constituição que existem discriminações de raça e sexo. É fundamental que o relatório desconstrua essa realidade.
Ao fazer referência à discriminação de gênero e destacando que o Brasil é um país laico, Wyllys disse ser "curiosa essa preocupação de fundamentalistas das religiões cristãs".

Existem pessoas fundamentalistas que querem influenciar a votação, retirando a identidade de gênero no PNE, mas essas mesmas pessoas não atacam o abuso sexual praticados por religiosos, afirmou.
Histórico
O PNE foi enviado ao Congresso Nacional pelo governo em dezembro de 2010 e deveria ter entrado em vigor já em 2011. Ele aprovado na Câmara em 2012, tramitou no ano seguinte Senado, onde sofreu modificações. O texto retornou à Câmara para análise final.
A mudança mais contestada na Câmara diz respeito a destinação das verbas. Os deputados querem manter a destinação dos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação pública, rejeitando o texto aprovado pelos senadores, que estabelece o investimento do mesmo percentual do PIB em educação, não necessariamente pública, o que poderia beneficiar entidades filantrópicas e assistenciais.
Fonte: noticias.r7.com/

Mais uma conquista: Lei que garante 1/3 de hora atividade e promoção das letras é publicada

A lei que estabelece o 1/3 de hora atividade dos professores e da promoção nas carreiras de professor e de especialista em educação já está em vigor desde o dia 28 de março. A partir de agora os educadores que se especializarem não mais voltarão à letra do início da carreira.
A diretora de assuntos jurídicos do SINTE/RN, Vera Messias, ressalta que se trata de uma conquista histórica que há muito integrava a pauta das campanhas salariais, que inclusive foi descumprida pelo governo quando da ocasião da greve de 2013.
Fonte: http://www.sintern.org.br/

CNTE lança campanha para mudar nomes de escolas


Há 50 anos o Brasil tornou-se refém da Ditadura Militar. Hoje, enquanto vítimas do golpe são esquecidas, escolas brasileiras carregam o nome de pessoas que colaboraram para a queda do governo democrático e para a imposição de um regime de terror no país naquele fatídico 31 de março.











A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, com o objetivo de celebrar a resistência da sociedade brasileira contra o estado de exceção determinado pelos militares,então apoiados pela elite nacional e pelos Estados Unidos da América, organiza uma campanha em memória dos/as trabalhadores/as em educação que lutaram contra a Ditadura e foram vítimas do Golpe Civil-Militar.
A CNTE criou uma página na internet (ditaduranuncamais.cnte.org.br) para destacar o retrocesso causado para a educação brasileira e lembrar os trabalhadores perseguidos por um regime que cassou direitos individuais, coletivos e políticos, abusou da integridade física e psíquica de milhares de pessoas, impôs ideologias conservadoras à sociedade, perseguiu, prendeu, torturou, exilou e matou cidadãos e cidadãs, cujos crimes (muitos deles) ainda carecem de elucidação e/ou reconhecimento por parte do Estado. A entidade também dá início a amplo movimento de mudança de nomes de escolas que homenageiam agentes patrocinadores do Golpe e os ditadores de plantão. A idéia é propor projetos de iniciativa popular às Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, após a realização de amplo debate com a comunidade escolar, a fim de legitimar o pleito.
Fonte: www.sintern.org.br/

Dinheiro do corte ilegal do ponto pode ser devolvido até a próxima sexta-feira

O Sinte-RN foi informado extraoficialmente, no final da tarde de hoje (01) que a Secretaria Estadual de Educação vai voltar atrás e devolver o dinheiro descontado ilegalmente durante a greve. Ainda segundo a informação da SEEC, o dinheiro será devolvido até a próxima sexta-feira(4). A decisão implica também na desistência do processo no Supremo Tribunal Federal.
A Assessoria Jurídica está cautelosa. Segundo o advogado do Sinte-RN, Carlos Gondim, é preciso que o Estado formalize o procedimento na Justiça para se ter a certeza da informação. A direção do Sindicato está otimista quanto ao desfecho do processo, mas afirma que vai aguardar a oficialização da decisão para se manifestar sobre o assunto.
Fonte: www.sintern.org.br/

terça-feira, 1 de abril de 2014

Henrique Alves é citado por deputado em esquema de corrupção na Petrobras

Pré-candidato ao Governo do RN é apontado pela revista Veja como um dos supostos beneficiados pelo esquema



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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos da Petrobras, aprovada no Senado, talvez não venha a ser do interesse do atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB). O potiguar está sendo apontado pela revista Veja, que está nas bancas, como suposto beneficiário de recebimento de propina por meio de esquema de corrupção envolvendo contratos da Petrobras.
No rastro da compra escandalosa da refinaria de Pasadena, no Texas, EUA, sinônimo de prejuízo de 1 bilhão de dólares para o Brasil, as notícias sobre corrupção na Petrobras se alastram a uma velocidade surpreendente. Na semana passada, o Senado aprovou a realização de uma CPI. Nesta semana, a Câmara definirá se também aprova a CPI, gerando, em caso afirmativo, uma CPMI – Comissão Parlamentar Mista de Investigação – para investigar todos os rumores. O cerco à Petrobras está sendo feito em vários segmentos de fiscalização. Além da CPI, órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU) também se debruçam sobre o caso. Auditores do TCU apuram indícios de aumento artificial do preço da refinaria da Pasadena.
Em meio às denúncias, surge o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves. Ele é apontado pelo ex-ministro das Cidades do governo Dilma Rousseff, deputado federal Mario Negromonte (PP-BA), como tendo ascendência política sobre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro. A PF investiga se ele receberia propina para repassá-la a um consórcio de partidos, liderados pelo PMDB.
Segundo a revista, Paulo Roberto Costa foi indicado para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras pelo PP, mas “passou a prestar serviços para senadores peemedebistas e deputados do PT”. “Essa turma tentou mantê-lo no cargo, mas foi derrotado por Graça Foster, que chegou a dizer, em reservado, que ele se ‘locupletava’ no cargo”, afirma a revista.
Paulo Roberto Costa é apontado como epicentro de um esquema gigantesco de corrupção, cujas propinas variavam à casa de bilhões de reais. Além de participar da compra de Pasadena, o ex-diretor da Petrobras foi protagonista do projeto de construção da refinaria de Abreu e Lima, cujo orçamento saltou de R$ 2,5 bilhões para R$ 20 bilhões com a saída da venezuelana PDVSA. A saída da petrolífera estrangeira do negócio gerou a suspeita de superfaturamento e a entrada da Polícia Federal em ação, que passou a investigar o caso.
As suspeitas são de que centenas de milhões de reais da Petrobras tenham sido desviados dos cofres da maior empresa nacional, fato que tem gerado a abertura de outros inquéritos pela PF. Outro negócio da Petrobras que está sob a mira da PF são as negociações da refinaria de San Lourenzo, na Argentina. A Petrobras vendeu a planta por 110 milhões de dólares.
Segundo denúncia do lobista e ex-dirigente da estadual João Augusto Henriques, ligado ao PMDB, do total de R$ 110 milhões da transação, R$ 10 milhões iriam para os intermediários sob a forma de propina, que repassariam, ao menor, R$ 5 milhões a deputados do partido. É nesse contexto que surge o doleiro Alberto Youssef. Ele é suspeito de atuar como operador financeiro e registrou na planilha uma comissão de R$ 7,9 milhões que segundo a PF teria sido paga pela empreiteira Camargo Correia, que é uma das responsáveis pela construção da refinaria Abreu e Lima.
Toda essa história provoca calafrios em políticos graúdos. Até o fechamento desta edição, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, não havia se manifestado sobre a citação ao seu nome.
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ENTREVISTA
Ex-ministro das Cidades no governo Dilma, o deputado Mário Negromonte (PP-BA) conta que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso pela PF, era um homem acima de qualquer suspeita. Cordial, ele frequentava, em Brasília, a casa de líderes do PP, o partido responsável por sua indicação. Atencioso, ouvia relatos dos “problemas” de a alguns parlamentares. Prestativo, estava sempre “disponível”. Essa combinação de virtudes fazia do ex-diretor uma figura especial, cortejada…
Veja – Como era a relação de Paulo Roberto com o PP?
MN – Quem indicou o Paulo Roberto, na época, foi (José) Janene (ex-líder do PP, moto em 2010). Mas o Paulo Roberto tinha um relacionamento muito bom no Congresso com todos os partidos, PMDB, PT, PP…
De onde veio essa relação?
Ele comandava uma diretoria muito importante. Havia muitos interesses. Todo mundo tinha um problema.
Problema?
Por exemplo: havia um deputado que tinha posto de gasolina. Outro tinha uma usina de álcool. Então, a gente tinha contato direto com a Petrobras para falar.
Mas agora ele está preso…
Isso foi uma surpresa muito desagradável para a gente. Ninguém esperava um negócio desse.
Quem era o principal interlocutor de Paulo Roberto?
Quem tinha contato direto com ele era o presidente Lula. É isso que a gente sabe.
Onde eram os encontros com o ex-diretor?
Aqui em Brasília. Eu só estive na Petrobras, uma vez. Houve encontros na casa dos deputados José Janene (PR), João Pizzolatti (SC), e Luiz Fernando (MG). Acho que Paulo ROoberto pode ter ido à minha casa. Não sou muito de fazer festa.
O que se discutia nessas reuniões?
Era um bate-papo, para mostrar prestígio, que a gente tinha um diretor. Não era nada especifico. Ele também frequentava a casa de outros deputados, do PMDB, do PT.
Qual partido tinha mais ascendências sobre ele?
Teve briga com o PMDB, que se dizia padrinho dele. A briga era com o Renan (Calheiros), Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves.
Disputavam o apadrinhamento?
Por causa do poder.
Fonte: JH

Guarda Municipal captura jiboia em meio à avenida na zona Sul de Natal

Cobra estava no canteiro central da Av. Omar O'Grady, no San Vale.
Após ser capturado, animal foi levado para o Aquário Natal.



Segundo os guardas que fizeram a captura, cobra mede 2,7 metros de comprimento (Foto: Anderson Barbosa/G1)Segundo os guardas que fizeram a captura, cobra mede 2,70 metros de comprimento (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Uma jiboia de aproximadamente 2,70 metros de comprimento foi capturada por agentes da Guarda Municipal Ambiental na manhã desta terça-feira (1º) na zona Sul de Natal. De acordo com o Ivanaldo Rodrigues, a cobra estava no canteiro central da avenida Omar O'Grady, nas proximidades do Parque da Cidade. Segundo o biólogo Douglas Brandão, do Aquário Natal, a jiboia é da espécieBoa constrictor e não é peçonhenta.
A cobra foi levada para o Aquário Natal onde passará por um quarentena. “Não sabemos se ela tem algum ferimento. Por isso é importante que ela vá para o Aquário para ser observada. Após a quarentena, o Idema e o Ibama irão indicar um local que seja adequado para ela viver”, disse Rodrigues.
O guarda contou ainda que moradores da região disseram que o animal morava naquela área há bastante tempo. "Os moradores relataram que já avistaram esta cobra aqui na região".
Ainda de acordo com o biólogo, "uma jiboia pode chegar a 3 metros de comprimento. Portanto, esta que foi capturada já é uma cobra adulta".
Cobra foi levada pelos guardas municipais para o Aquário Natal, onde ficará em quarentena (Foto: Anderson Barbosa/G1)Cobra foi levada pelos guardas municipais para o Aquário Natal, onde ficará em quarentena (Foto: Anderson Barbosa/G1)Fonte: G1/RN

'Não temos estrutura para investigar a morte do professor', diz policial do RN

João Costa é chefe de investigação da DP de São Gonçalo do Amarante.
Luiz Carlos da Cruz dava aulas de matemática. Ele foi morto nesta segunda.



Delegacia de Polícia Civil de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, funciona com apenas um carro reserva (Foto: Anderson Barbosa/G1)Delegacia de Polícia Civil de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, funciona com apenas um carro reserva (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Três agentes de serviço, dois carros quebrados, uma pilha de inquéritos parados e nenhum delegado para responder pelas ocorrências. É esta a situação em que se encontra a Delegacia de Polícia Civil de São Gonçalo do Amarante, cidade da Grande Natal. O relato foi feito ao G1 pelo policial João Costa, chefe de investigação da DP.
Sem estrutura, o investigador admite que a delegacia não tem condições de investigar vários crimes, incluindo a morte do professor de matemática Luiz Carlos da Cruz, baleado durante um assalto na noite desta segunda-feira (31).“Nem a morte do professor nem crime algum. A cidade está prestes a receber um aeroporto internacional para a Copa e é assim que nós estamos, parados”, lamentou Costa. O chefe de investigações contou que há muito tempo os inquéritos e boletins de ocorrência se acumulam. “Estamos com dois carros quebrados. Temos apenas um, que é uma viatura reserva”, disse. "Até mesmo as intimações de audiências foram entregues", acrescentou.
Boletins de ocorrência se acumulam na DP (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Boletins de ocorrência se acumulam na DP
(Foto: Anderson Barbosa/G1)
Quanto ao delegado, o chefe explicou que o titular está fazendo um curso em João Pessoa desde a semana passada e, até esta segunda (31), quem respondia pela DP era o delegado de Extremoz. “Isso até ontem. Hoje, dia 1º de abril, eu não sei a quem me reportar. Parece mentira, mas não é. Por isso estamos parados, sem poder fazer nada”, afirmou.
G1 tentou contato com Adson Kepler, delegado geral da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Um dos telefones dele estava desligado e o outro chamou até cair na caixa na caixa postal.
A morte do professor
O professor de matemática Luiz Carlos da Cruz, de 39 anos, foi morto na noite desta segunda (31) na marginal da BR-406, no conjunto Cidade das Rosas, em São Gonçalo do Amarante. Segundo a Polícia Militar, a vítima teve a moto que pilotava roubada, o que caracteriza crime de latrocínio - roubo seguido de morte. Ainda segundo a polícia, Luiz Carlos dava aulas para o ensino fundamental em escolas de São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Ielmo Marinho.
Crime aconteceu em São Gonçalo do Amarante na noite desta segunda-feira (31) (Foto: Kleber Teixeira/Inter Tv Cabugi)
Professor Luiz Carlos da Cruz
(Foto: Kleber Teixeira/Inter Tv Cabugi)
Ao G1, o cabo da PM Laércio Fernando contou que o professor foi baleado quando chegava do trabalho. "Moradores da região nos informaram que escutaram os disparos e viram uma moto saindo do local do crime, mas ninguém identificou quem estava pilotando", explicou o policial.
Ainda segundo o cabo, os próprios moradores identificaram a vítima e acionaram a polícia. "Ao chegar no local, constatamos que o suspeito levou a moto da vítima, o que caracteriza o latrocínio", ressaltou.
Fonte:G1/RN

Fátima nega traição mas lembra que o PT elegeu Carlos Eduardo prefeito de Natal


Pré-candidata ao Senado, petista lamenta confirmação do apoio do PDT ao PMDB para as eleições de 2014


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Ciro Marques
Repórter de Política
A deputada federal Fátima Bezerra, do PT, não está se sentindo traída pelo prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, porque ele escolheu apoiar a chapa do PMDB/PSB e não a aliança PSD/PT. Contudo, é bem verdade que, para a parlamentar, pré-candidata ao Senado, a decisão de Carlos Eduardo representa um “equívoco”, uma vez que o PDT tem um histórico de aproximação com o PT e o PSD mas, nesse pleito, ficará no mesmo palanque que grupos como o DEM e o PSDB.
Na edição desta segunda-feira, O Jornal de Hoje publicou uma matéria em que o vereador do PT, Fernando Lucena, criticou a atitude de Carlos Eduardo, afirmando que Fátima o ajudou bastante, mas ele preferiu o PMDB, traindo-a. “Não concordo com Fernando, a gente não pode colocar política dessa forma. Claro que nós gostaríamos muito de ter o apoio do prefeito Carlos Eduardo, bem avaliado e com quem temos afinidade política”, afirmou Fátima, em entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM, ressaltando que viu a decisão, de qualquer forma, como um erro político do prefeito.
“É um equívoco. Não é questão de perdoar. Caberá a população avaliar isso”, analisou Fátima Bezerra. “Uma coisa é a questão eleitoral. Lamento o PDT ter tomado essa decisão, pela história, pela trajetória que tem. Nós estranhamos o PDT se aliar a uma chapa de partidos mais conservadores, como o DEM e o PSDB”, explicou Fátima Bezerra ao justificar o porquê de achar que foi um equívoco do chefe do Executivo.
O apoio de Carlos Eduardo à aliança PSD/PT era esperada porque o prefeito, no último pleito que participou, em 2012, teve o apoio do vice-governador Robinson Faria, do PSD, durante toda a corrida eleitoral. Fátima e o PT apoiaram ele no segundo turno, justamente, contra um candidato do PMDB, Hermano Morais, que tinha o apoio de Henrique Eduardo Alves, pré-candidato peemedebista ao Governo.
“Ele sabe que o apoio do PT foi decisivo (nessa eleição), mas a expectativa que a tínhamos de ter o apoio do PDT não era por causa de um toma lá da cá”, ressaltou Fátima, dizendo que também não usou a influência que tem em Brasília, por ser do mesmo partido da presidente da República, Dilma Rousseff, para conseguir recursos para Natal com a intenção de garantir o apoio pedetista. “Ajudei (Natal) no passado, no presente e vou continuar ajudando ainda mais. É minha obrigação, porque é um dever republicano”, prometeu.
ROMPIMENTO
Fátima Bezerra também fez questão de deixar claro que não vai haver um rompimento do PT com a gestão Carlos Eduardo na administração municipal. “Não tem rompimento do PT com o Governo Carlos Eduardo, porque o PT não faz parte da Prefeitura, o que não se significa o PT se negar a contribuir”, tentou explicar a deputada federal.
“Cipriano (Maia, filiado ao PT e secretário municipal de Saúde) está lá a convite do prefeito. Virgínia (Ferreira, secretária municipal de Planejamento) nem filiada ao PT é (apesar de ter ligação com Fátima Bezerra). Está lá também a convite do prefeito”, reafirmou a petista.
“Coligação de Henrique é eivada de contradições por ter José Agripino e PSDB”
A análise do apoio de Carlos Eduardo ao PMDB não foi a única feita pela pré-candidata Fátima Bezerra na entrevista concedida nesta segunda-feira. A parlamentar petista também usou o espaço para cutucar os futuros adversários, por eles construírem uma chapa com o apoio do DEM e do PSDB, partidos que ainda fazem parte da atual administração, da governador Democrata Rosalba CIarlini.
“Essa coligação é eivada de contradições, porque essa coligação se apresenta como uma chapa de oposição no plano estadual, mas essa afirmação não se sustenta, porque dentro dessa coligação lá está o senador José Agripino, lá está o PSDB. Agripino cujo partido está no comando do Governo do Estado”, analisou Fátima Bezerra, acrescentando que “tem partidos políticos que estão a frente dessa coligação e continuam no próprio Governo do Estado”.
Para exemplificar o que disse, Fátima Bezerra propôs que se pegasse uma fotografia da chapa de Henrique e comparasse com uma foto do Conselho Político criado em 2012 para ajudar na gestão da governadora Rosalba. Na imagem do Conselho, seria possível ver Garibaldi Alves Filho, José Agripino, o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta; o deputado federal João Maia (candidato a vice na chapa do PMDB) e o próprio Henrique Alves. E todos estão na chapa.
“Nessa coligação, se você pegar a fotografia, a última fotografia do conselho político do governo estadual, você vai ver que é a mesma. Os mesmos personagens que estão hoje a frente dessa coligação, com exceção apenas do PSB e do PDT, que nos lamentamos, porque o estranho é exatamente tanto o PSB, quanto o PDT, aderir a essa coligação, tendo assumido no plano estadual uma postura clara de oposição”, analisou Fátima.
Por sinal, a petista fez questão de dizer que o maior problema para fechar a aliança com o PMDB não foi o PSB da pré-candidata ao Senado, Wilma de Faria, mas sim esses partidos como o PSDB e o DEM. “O que nos afastou foi a intenção do PMDB de fazer uma coligação mais ampla, incorporando o DEM e o PSDB. O PMDB preferiu o senador José Agripino, o PSDB, que são adversários ferrenhos não só de Dilma, mas Dilma e de Michel Temer”, afirmou.
José Agripino, presidente nacional do DEM, por sinal, foi eleito por Fátima como o maior obstáculo para uma aliança entre PMDB e PT. “Como é que nós vamos nos aliar ao senador José Agripino se ele, de manhã, de tarde e de noite não faz outra coisa que não seja ao longo desses 12 anos, desconstruir, bater no governo? O senador Agripino vive só de fazer críticas e mais críticas ao projeto nacional em curso então, pelo amor de Deus, a política não é um vale tudo. O PT perderia por completo a sua identidade, a história que ele vem construindo, a sua cara, sua identidade política, se ele fosse fazer parte de uma coalizão como essa”, explicou.
ELEIÇÃO
Com relação às eleições que se aproximam, Fátima Bezerra afirmou que o PT e o PSD não deverão ficar isolados, mesmo o PMDB contabilizando algo em torno de 18 partidos na chapa. Além disso, a petista previu também um pleito disputado, concorrido, sem governador ou senador nomeados.
“Acho que teremos um debate de natureza política muito importante. Vamos discutir, por exemplo, porque o RN está há décadas nessa condição de subdesenvolvimento que apresenta”, afirmou Fátima, remetendo ao fato dos últimos governadores do Estado, todos eles, estarem na coligação que apóia Henrique.

Fonte: jornaldehoje.com.br/