sábado, 20 de janeiro de 2018

GLEISI: CONDENADO OU NÃO, LULA SERÁ CANDIDATO


A senadora e presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann (PR) afirmou que a eventual condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 em Porto Alegre não vai ser aceita pelo partido. "Não vamos aceitar a condenação", ressaltou em entrevista à TV 247.
"Não vai ter passividade, nem mansidão. Porque isso significa a continuidade de um golpe. Eles querem apostar em maior confusão, é isso? Tem que ter reação", afirmou. "Se tiver condenação nós vamos para a luta, nós não vamos reconhecer essa condenação. Processo injusto", acrescentou.
"Nós vamos para a luta num terreno que nós conhecemos, que é a política. Eles trouxeram a luta para a política, nós vamos para a política. Não quer jogar não desça para o parquinho, desceu para o parquinho vai ter que jogar", brincou a senadora.
Gleisi disse ter "uma esperança em relação ao TRF-4, por dois motivos". Primeiro para mostrar que "existe uma Justiça no Brasil, mostrar que há isenção". E segundo porque em processos semelhantes ao de Lula, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi inocentado pelo tribunal.
A dirigente do PT declarou que quiseram antecipar o julgamento para acabar logo com o processo e tirar Lula da disputa, mas o plano não vai dar certo. "Acabou nada, eles não sabem com quem mexeram, cutucaram a onça com vara curta", disse.
Ela assegura que "a candidatura vai ser registrada dia 15 de agosto, dentro da lei". "Aí é que começam as discussões, os embargos... e nós vamos recorrer no judiciário. Mas isso só vai se resolver na segunda quinzena de setembro", prevê.
"Lula vai estar na campanha, vai fazer campanha de rádio e TV, vai estar falando com o povo, vai ter um apoio de massa e vai estar na urna eletrônica. Como é que vocês vão justificar para o mundo que vocês vão tirar um candidato que tem apoio popular, que vai estar na urna eletrônica e que a maioria do povo brasileiro quer votar? Vão querer cassar o direito do povo brasileiro votar?", questiona.
Ela contou que o PT tem tentado articular alianças com partidos de centro-esquerda para fazer "caminhadas conjuntas", mas alertou que as candidaturas de esquerda à presidência que se colocaram nesse ano são legítimas.
Sobre Ciro Gomes, que não assinou o manifesto que defende que "Eleição sem Lula é fraude", disse ter "estranhado um pouco" sua atitude, "porque ele é um democrata e o manifesto não é em defesa da candidatura do Lula, mas da democracia". "Espero que ele não queira participar de uma eleição sem o Lula. E que ache isso natural. Confio no caráter democrático do Ciro", afirmou. "Tá ficando um pouco feio".
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Fonte: 247

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