terça-feira, 15 de abril de 2014

Sejuc divulga nomes dos 7 detentos que fugiram de presídio em Natal

Segundo a PM, sete presos fugiram do presídio João Chaves nesta terça (15).
Fora das celas, presos escalaram muro e pularam para terreno vizinho.



Depois de saírem das celas pelo telhado, presos usaram corda para escalar e pular o muro (Foto: Emmily Virgílio/Inter TV Cabugi)Depois de saírem das celas pelo telhado, presos usaram corda para escalar e pular o muro (Foto: Emmily Virgílio/Inter TV Cabugi)
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte divulgou os nomes dos sete presos que fugiram do Complexo Penal Doutor João Chaves na madrugada desta terça-feira (15). A unidade fica na zona Norte de Natal.
Segundo o major Castelo Branco, responsável pela Coordenadoria de Administração Penitenciária do RN, os fugitivos são: Antônio Fabricio Lopes de Lima, Felipe Matias Santos da Silva, Matheus Felippo Aires da Costa e Mário Sérgio de Souza do Nascimento - que respondem por crimes de roubo - além de Jackson Patrício da Cruz Vilar, que responde por receptação, Cosme Belizário Alves Neto, que responde por furto, e Gustavo Costa da Silva, que responde por  tráfico de drogas. Nenhum deles havia sido recapturado até a publicação da matéria.
Segundo a PM, o grupo fez buracos no teto de duas celas e usou uma corda para escalar e pular o muro do presídio, que dá acesso ao Complexo Cultural da zona Norte.
A fuga
Segundo o major Wilson Brandão, da Companhia de Guarda da PM, a fuga aconteceu por volta de 1h. Quatro fugitivos estavam em uma das celas e outros três em outra. Com o buraco no teto, o grupo fugiu usando uma corda que dava acesso ao Complexo Cultural da zona Norte. "A rota já foi usada em outras fugas no presídio", acrescentou.
Fonte: G1

Aneel aprova alta média de 11,85% para tarifas da Energisa Sergipe

Para residências atendidas pela distribuidora, aumento será de 12,17%.
Reajuste começa a valer em 22 de abril.


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (15) reajuste médio de 11,85% para as contas de luz dos consumidores atendidos pela distribuidora Energisa Sergipe. O reajuste começa a valer em 22 de abril. Para clientes residenciais, a alta vai ser de 12,17%.
Também nesta terça, foi aprovado aumento médio de 12,75% para tarifa da Cosern, no RN, e de 16,77% no Ceará.
Uma das razões para esses aumentos na tarifa está na queda do nível de armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país em 2014. Isso levou à necessidade de uso mais intenso de usinas termelétricas, que geram energia mais cara, e a um aumento nos custos das distribuidora.
Esse índice de reajuste poderia ser maior, mas o governo está adotando medidas para financiar a alta de custos no setor elétrico. Uma das medidas prevê a injeção de R$ 12,4 bilhões no setor e a postergação, para 2015, de parte do reajuste que poderia afetar as tarifas de energia neste ano.
Fonte: G1

segunda-feira, 14 de abril de 2014

'Preciso de ajuda', diz mãe de bebê de 8 meses que pesa 18 quilos

Arthur Gomes da Silva mora no loteamento Santa Cecília, em Natal.
Mãe pede ajuda para descobrir o que faz o filho engordar.


Aos oito meses bebê já pesa 18 quilos (Foto: Arquivo pessoal)Arthur com  oito meses bebê no colo da mãe
(Foto: Arquivo pessoal)
Aos 8 meses de vida o bebê Arthur Gomes da Silva já pesa 18 quilos e chama atenção por onde passa. A mãe, Ana Paula Gomes da Silva, começou a perceber que o filho estava engordando muito quando ele ainda tinha quatro meses e já pesava 10 quilos. "Os médicos diziam que não era normal ele engordar tanto, mas nunca descobriram o que fazia meu filho engordar. Eu preciso de ajuda para saber o que meu filho tem", disse. A família mora em uma casa humilde no loteamento Santa Cecília, na zona Norte de Natal.
Ana Paula conta que o bebê não come muito e até os seis meses só mamava no peito. "Hoje ele já come fruta, papinha, mas não come muito não". Arthur é tão grande que a família compra roupas tamanho '3 anos' para ele.
Segundo Ana Paula, o bebê nunca fez um exame de sangue porque ninguém conseguia pegar a veia do menino. Ana Paula tenta agora conseguir uma consulta com um nutricionista ou um endocrinologista para acompanhar o crescimento do bebê e descobrir o que faz a criança engordar tanto. "Eu quero descobrir o que ele tem porque ele vai crescer e isso pode prejudicar a saúde dele", disse a mãe.
Fonte:G1/RN

Eclipse lunar poderá ser visto a partir das 3h da madrugada desta terça

Satélite ficará avermelhado, na sombra da Terra em relação ao Sol. 
Último eclipse total da Lua foi registrado em dezembro de 2011.


Na madrugada desta terça-feira (15), se as condições meteorológicas permitirem, será possível observar no Brasil e em todo o continente americano um eclipse lunar, quando a Lua ficará na sombra da Terra em relação ao Sol e ganhará um tom avermelhado, razão pela qual o fenômeno é chamado de "Lua de sangue". No Brasil, esse eclipse total poderá ser visto a partir das 3h da manhã e deve durar 78 minutos. O ponto alto deve acontecer a partir das 4h46 (horário de Brasília), e a visão será melhor nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Os eclipses totais da Lua, quando o satélite cruza o cone de sombra da Terra, são pouco frequentes. O último ocorreu no dia 10 de dezembro de 2011. A última vez que aconteceu uma série de quatro eclipses lunares totais foi entre 2003 e 2004, segundo a agência espanhola EFE.
Este será o primeiro de uma série de quatro eclipses lunares que deve ocorrer, aproximadamente, a cada 6 meses e se repetirá apenas sete vezes neste século. O próximo eclipse total está previsto para o dia 8 de outubro. Ainda este ano, também será possível observar dois eclipses do Sol (um em abril e outro em outubro).
Ilustração mosta como ocorre o eclipse lunar (Foto: Reprodução / TV Globo)
Ilustração mosta como ocorre o eclipse lunar
(Foto: Reprodução/TV Globo)
A agência espacial americana (Nasa) explicou que o eclipse desta terça-feira começará quando a região periférica da Lua ingressar no centro da sombra da Terra, que é de cor âmbar. É durante esse período que o satélite é visto da Terra com uma cor avermelhada, causada pela luz do Sol e matizada por sua passagem pela atmosfera terrestre – algo similar à coloração que a luz solar adquire nos crepúsculos.
Ao longo da história, os eclipses solares e lunares estiveram rodeados de muitas superstições e referências a profecias sobre desastres naturais de grande magnitude.
Veja abaixo os eclipses previstos para 2014:
- 15 de abril: Eclipse total da Lua – visível na parte oeste da África, na parte oeste da
Europa, Américas, Austrália e leste da Ásia
- 29 de abril: Eclipse anular do Sol (quando a Lua fica na frente do Sol e se forma um "anel" do Sol em volta da Lua) – visível na Antártica e Austrália
- 8 de outubro: Eclipse total da Lua – visível nas Américas, na Austrália e Ásia
- 23 de outubro: Eclipse parcial do Sol – visível na maior parte da América do Norte, no México e na Rússia

Fonte G1

domingo, 13 de abril de 2014

Dois casos de furto de galinhas vão parar no Supremo Tribunal Federal

Um dos acusados, Afanásio Guimarães, afirma que animais estavam ciscando em seu quintal e que matou para comer.



Em um país como o Brasil, que sofre com a lentidão da Justiça, uma história bastante ilustrativa aconteceu com um homem chamado Afanásio Guimarães. Afanásio se envolveu em uma confusão com o vizinho por causa de duas galinhas.
Um acordo poderia ter resolvido a briga, mas o caso foi longe. Muito mais do que os dois poderiam imaginar.
O maior processo da história do Supremo Tribunal Federal (STF) teve 53 sessões, em que foram julgados 38 réus, em uma ação penal de mais de 50 mil páginas. Agora, entre milhares de processos, o STF tem que analisar dois casos de furto de galinhas.
“Para mim não tem lógica nenhuma isso. Inclusive, já aconteceram tantas coisas piores lá na minha cidade”, diz Afanásio Maximiano Guimarães, acusado pelo furto.
Afanásio é um dos réus. Ele é acusado de ter se apropriado de duas galinhas do vizinho, Raimundo Miranda, no ano passado. Foi em Rochedo de Minas, cidade a 309 quilômetros de Belo Horizonte.
Afanásio afirma que não furtou os bichos. “As galinhas dele ficavam soltas, iam no meu quintal, ficavam ciscando lá. Matei para comer mesmo”, diz ele.
Raimundo Miranda deu queixa, e o juiz Júlio Cesar de Castro aceitou a denúncia.
“Permitir isso em uma cidade do interior seria permitir o caos. Daqui a pouco todo mundo vai querer furtar galinha porque ‘a Justiça aqui não condena quem furta galinha, quem furta chocolate’", justifica o juiz da comarca de São João Nepomuceno (MG).

Afanásio ainda procurou Raimundo Miranda para tentar pagar um valor pelos animais. Só que isso foi quatro meses depois do ocorrido, e aí Raimundo Miranda não quis mais acordo.

“Está na Justiça; o que fizer, está feito”, afirma Raimundo Miranda, vítima do furto.

A defensora pública de Afanásio, Renata Martins, quer que o processo seja suspenso, com base no princípio da insignificância: uma interpretação de que o furto das galinhas não teve relevância para ser considerado crime.
“Não haveria a necessidade de mover a máquina judicial, o aparato criminal judicial, para reprimir essa conduta dele”, defende Renata Martins.
O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A Defensoria Estadual levou o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) – o mérito ainda vai ser julgado – e outro defensor, da União, levou o caso para o STF.
O ministro Luiz Fux, do STF, é o relator do processo. O STF ainda vai votar o mérito.

“Não tem sentido que um caso desse bata às portas da Corte Suprema do país, que tem a obrigação de velar pelos valores constitucionais”, disse Luiz Fuz, ministro do STF.

Segundo o ministro, seria possível Afanásio ser multado pela Justiça, pagando o valor das galinhas. Só no ano passado, o Supremo analisou quase 12 mil processos. Já o STJ recebeu 292 mil processos.
Existem mais casos como o de Afanásio na mais alta corte do país:
- O furto, em uma casa, de um ferro de passar, um carregador de celular, um fone de ouvido e uma chave de fenda, entre outros objetos. Valor da causa: R$ 84,89.
- O furto, em um supermercado, de seis barras de chocolate. Valor: R$ 31,80.

“A questão não é judicial. A questão é legislativa. Cabe ao legislador avaliar o que é que ele entende que deve criminalizar ou não”, diz o ministro Luiz Fux.
Outro caso que foi parar no STF aconteceu em Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro. Fernando Ferreira, conhecido na cidade como Fernando Gatuno, é acusado pelo furto de quatro galinhas que eram do lavrador João Ferreira de Arantes.

“Roubar uma galinha nossa é mesma coisa que roubar R$ 1 milhão de um rico”, compara João Ferreira de Arantes, vítima do furto.

Hoje Fernando está detido porque cometeu outro crime. A ficha dele é extensa. Mesmo assim, o defensor dele, Romis Batista, acha que não era para o furto das galinhas ter ido tão longe, até Brasília.
 
“Nós necessitamos de reparo na legislação e modificações, para que não chegue nas instâncias superiores que já estão abarrotadas por questões de alta relevância”, diz o defensor público de Fernando.

Enquanto isso não acontece, Raimundo Miranda, que perdeu as duas galinhas, diz que, por ele, o processo contra Afanásio vai até o fim. “Ele resolve na Justiça lá”, afirma ele.
Fonte: g1.globo.com/

ESCOLA DE 1ª LAGOA É ARROMBADA

Hoje foi constatado que a Escola Prof. Manoel Elias da Costa, do sítio 1ª Lagoa foi arrombada em três partes do telhado. A diretora foi comunicada do caso e acionou a polícia, a qual averiguou e registrou o BO. A princípio não houve vestígio de furto, porém, houve ato de vandalismo, haja vista o bandido (s) ter quebrado a porta de um dos armários que guardava o material de limpeza e ter ateado fogo em uma parte desse material, onde queimou totalmente a porta de uma das salas de aula, Esse ato poderia ter sido ainda mais perigoso, pois no local havia botijão de gás, álcool, mesas e cadeiras de plástico e outros materiais inflamáveis. O bandido ainda tentou quebrar a sala da diretoria, mas não conseguiu.


Informação: Professor Luiz Arnaldo de Souza












Diretor de presídio é preso por levar detentos para fazer serviço em sua casa

Rondinelle dos Santos foi detido na tarde deste sábado, após denúncia anônima.


Rondinelle Victor dos Santos, diretor do Complexo Penal Dr. João Chaves, na zona Norte de Natal, foi preso, na tarde deste sábado (12). Ele teria levado três detentos da unidade para realizar uma reforma em sua casa e, além disso, teria usado uma viatura oficial do Sistema Penitenciário para fazer o transporte dos presos.
O flagrante aconteceu no bairro de Passagem de Areia, em Parnamirim. A Polícia Militar recebeu denúncia anônima dando conta do ato do diretor do presídio e foi até a casa dele. Chegando lá, encontram Rondinelle e os três presos.
Todos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a Delegacia de Plantão da Zona Sul, em Candelária. Além de responder criminalmente, o diretor do Complexo Penal Dr. João Chaves deverá responder procedimento administrativo.
Fonte: portalbo.com/

Estudante reage a assalto e é morta a tiros no interior do RN

Luana Pereira estava em uma praça no Centro de São Paulo do Potengi.
Ela tinha 18 anos e estava com o namorado; polícia procura por dupla.



Luana foi morta a tiros no interior do RN (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Luana foi morta a tiros no interior do RN
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A estudante Luana Pereira, de 18 anos, foi morta a tiros após reagir a um assalto na cidade de São Paulo do Potengi, distante 75 quilômetros de Natal. Segundo a polícia, ela estava em uma praça no Centro da cidade com o namorado quando dois homens chegaram em uma moto e anunciaram o assalto. Luana reagiu e acabou sendo baleada. Ela morreu no local.
O crime, cometido na madrugada de sábado (12), chocou a cidade de São Paulo do Potengi. A polícia local mantém diligências para tentar identificar e prender os dois homens que cometeram o assassinato. Até o momento não há pistas do paradeiro da dupla.
Fonte: G1/RN

IEL abre 44 vagas de estágio para Petrobras no RN

Vagas são distruídas para as cidades de Natal, Mossoró e Guamaré.
As inscrições seguem até o dia 7 de maio em Natal e Mossoró.



O Instituto Euvaldo Lodi do Rio Grande do Norte (IEL-RN) abre nesta segunda-feira (14) processo seletivo para estágio na Petrobras para alunos do ensino superior e médio. As inscrições seguem até o dia 7 de maio, nos escritórios do IEL em Natal e Mossoró. São 44 vagas, sendo 22 vagas para Natal, 20 para Mossoró e duas para Guamaré.
As vagas para ensino superior abrangem as seguintes áreas: Administração (Natal e Mossoró), Arquitetura (Mossoró), Agronomia (Mossoró), Enfermagem (Natal), Pedagogia (Mossoró), Geologia (Natal), Engenharia Mecânica (Natal e Mossoró), Engenharia Elétrica (Natal e Mossoró), Engenharia de Petróleo (Natal e Mossoró), Engenharia de Produção (Natal e Mossoró), Engenharia Civil (Mossoró), Engenharia Agrícola (Mossoró), Engenharia de Energia (Mossoró), Engenharia da Computação (Natal), Engenharia Química (Natal e Mossoró), Química de Petróleo (Natal).
Para os cursos de nível técnico: Técnico em Segurança do Trabalho (Guamaré), Técnico em Química (Guamaré), Técnico em Mecânica (Mossoró), Técnico em Segurança do Trabalho (Mossoró) e Técnico em Petróleo e Gás (Mossoró).
O IEL em Natal fica na avenida Amintas Barros, em Nova Descoberta. O IEL em Mossoró está localizado na rua Benjamim Constant, no Centro.

Poderão participar os candidatos com o perfil que consta no edital divulgado na página do IEL-RN.

Informações podem ser obtidas pelos telefones: (84) 3204-6288/3204-6258 (em Natal) e (84) 3316-3055 (em Mossoró).
Fonte: G1/RN

sábado, 12 de abril de 2014

Após 8 anos, potiguar vira médico em cidade onde dirigia ambulância

Ricardo Dantas saiu da cidade de Lucrécia para estudar Medicina na Bolívia.
Ex-motorista atende pacientes gratuitamente fora do horário de trabalho.




Ricardo Dantas transportou pacientes em ambulância por cinco anos em Lucrécia, RN (Foto: Arquivo pessoal/Ricardo Dantas)Ricardo Dantas transportou pacientes em ambulância por cinco anos (Foto: Arquivo pessoal/Ricardo Dantas)










Um motorista de ambulância que deixou sua cidade no interior com o sonho de estudar Medicina e voltou oito anos depois como médico formado. O caso aconteceu em Lucrécia, município de pouco mais de três mil habitantes na região Oeste do Rio Grande do Norte, onde nasceu Ricardo Dantas Duarte, de 39 anos. Filho de um agricultor e de uma merendeira, o protagonista da história atualmente trabalha como médico do Programa de Saúde da Família (PSF), coordena uma unidade de urgência da cidade, dá plantão em municípios vizinhos e ainda arruma tempo para atender pacientes em um consultório montado na própria casa.
"Disseram que era loucura", conta Ricardo ao lembrar do plano para se tornar médico. O então motorista de ambulância deixou a mulher e a filha de dois anos e vendeu os únicos bens que tinha - uma casa e um carro - para fazer o curso na Bolívia. Na cidade de Cochabamba morou de favor em um quarto nos fundos da casa de um conhecido. "Era do pai de um amigo que conheci em Lucrécia. Um médico boliviano que me incentivou a correr atrás desse sonho", explica Ricardo, que também é formado em Pedagogia.

Ricardo chegou à Bolívia no segundo semestre de 2003 em meio a uma série de protestos que culminaram na derrubada do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada. "O país estava quase em guerra civil. Tocaram fogo no ônibus em que eu estava e fugi pela janela. Precisei andar 13 quilômetros até a cidade", lembra o médico, que começou ali uma vida de oito anos na Bolívia, sem nunca ter deixado de visitar a família em Lucrécia, para onde viajava semestralmente de trem e ônibus. "Não dava para pagar viagem de avião", diz.

Para Ricardo, o papel do médico vai além da consulta (Foto: Arquivo pessoal/Ricardo Dantas)
Para Ricardo, o trabalho do médico exige amor
(Foto: Arquivo pessoal/Ricardo Dantas)
O curso foi terminado em 2010, mas Ricardo permaneceu na Bolívia trabalhando. O retorno definitivo a Lucrécia aconteceu no ano seguinte. "Fiz a revalidação do meu diploma e comecei a trabalhar na cidade", conta o médico, que começou a se interessar pela profissão quando transportava diariamente os pacientes. "A gente acompanhava os casos e via o abandono das pessoas. Isso foi gerando uma indignação em mim. Quando você procura um médico não está só atrás de uma cura científica. Não custa nada um pouco de carinho", acrescenta.

Formado médico, Ricardo levou ao pé da letra o que considera o ideal tratamento a um paciente. Sempre com um sorriso no rosto, o ex-motorista de ambulância atende gratuitamente pacientes mais humildes na sala de casa. Dos trabalhos no PSF e plantões em cidades vizinhas ele tira o sustento da família. Do caminho que teve de percorrer para realizar o sonho, o médico guarda um conselho. "Para quem nasce na pobreza, a única forma de ser rebelde é estudar", afirma.

Espera sem fim

Enquanto Ricardo passava dificuldade na Bolívia, sua mulher, Maria da Conceição do Nascimento Duarte, 37 anos, dava aulas de matemática para ajudar o marido fora do país. Com a venda da casa e do carro para financiar a viagem, a professora foi morar na casa dos pais de Ricado. "Quando ele me falou o que queria fazer, disse 'se é seu sonho vou apoiar', e fiquei aqui com nossa filha", afirma.

Apesar de ter apoiado a ideia, a professora confessa: "não foi fácil". Conceição conta que a comunicação era difícil, porém não se abalou. "Ele vinha de seis em seis meses, firme e forte. Matávamos a saudade", conta. Quando o marido retornou com o diploma de médico, Conceição viu que o esforço valeu a pena. "Tive uma sensação de missão cumprida", lembra.
 

Ricardo montou consultório dentro de casa para receber pacientes em Lucrécia, RN (Foto: Arquivo pessoal/Ricardo Dantas)
Ricardo montou consultório dentro de casa
para receber pacientes
(Foto: Arquivo pessoal/Ricardo Dantas)
Da ambulância ao consultório

Companheiro de trabalho de Ricardo na época das ambulâncias, Cleberson Dantas de Brito, de 38 anos, lembra que o trabalho do médico ia além do transporte de pacientes. "Os dois motoristas éramos nós. Além de dirigir, Ricardo marcava consulta, entrava em fila. O trabalho despertou o desejo dele de ajudar os pacientes de melhor forma", conta Cleberson, que também largou as ambulâncias e atualmente trabalha no Conselho Tutelar de Lucrécia.

Cleberson explica que no início foi difícil acreditar no plano do companheiro. "O que mais me admirou foi ele ter deixado a mulher e a filha para realizar o sonho. No início as pessoas, até da família, tinham receio e medo. Na primeira vez que ele veio visitar a cidade tivemos firmeza da decisão dele", relata.

Outro que acompanhou a trajetória de Ricardo foi o aposentado Manoel Alves do Nascimento, conhecido como Nezinho, de 68 anos. Por cinco anos o médico levou a mulher de Nezinho, na época com câncer, para Natal. A mulher faleceu pouco tempo depois, mas Manoel Alves é até hoje grato pelo tratamento dado por Ricardo. "É um irmão", resume o aposentado, que também é paciente do médico.

Fonte: G1/RN

Segundo a Polícia Federal, o tráfico de maconha supera o de crack e cocaína no RN

Superintendente da PF, Kady Takahashi, revela que apreensão da erva também é crescente e preocupante



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Diego Hervani
diegohervani@gmail.com
Desde o início do ano, a Polícia Federal (PF) tem feito um trabalho extensivo para inibir o tráfico de drogas no Rio Grande do Norte. Apesar de todos os entorpecentes estarem na mira da PF, o superintendente do órgão no Estado, Kady Takahashi, contou que a droga que é mais apreendida no RN não é nem a cocaína e nem o crack.
“Nós estamos percebendo um aumento significante na quantidade de maconha que está circulando dentro do Rio Grande do Norte. O crack é um problema muito grande, sabemos que muitas cidades apresentam o problema do crack. Porém, temos uma grande dificuldade de prender as quadrilhas que fazem o tráfico de crack, pois elas são bem organizadas. Muito mais organizadas do que o pessoal que trabalho no tráfico de maconha. O foco é voltado para combater qualquer tipo de droga, mas o êxito é maior na apreensão de maconha”, destacou.
Questionado se uma possível legalização da maconha iria acabar com o tráfico, Takahashi disse não saber, mas que a discussão tem que ser muito bem realizada. “Se for legalizada, vamos deixar apenas de reprimir o consumo e não o tráfico. A droga que for comercializada tem que ter uma origem legal e não ilícita. Se for liberada a venda e o consumo, a origem vai ter que ser devidamente esclarecida, caso contrário o tráfico de drogas vai continuar da mesma forma”.
Em relação ao consumo de drogas na Universidade Federal do Rio grande do Norte, que levou recentemente a uma discussão sobre uma possível liberação da maconha dentro da entidade, Takahashi se esquivou e disse nunca ter recebido nenhuma reclamação para inibir o consumo na UFRN. “Hoje é ilegal. Temos ordens para inibir qualquer tipo de consumo ou tráfico em qualquer espaço. Quando tem algum tipo de incidente na UFRN, a reitoria imediatamente nos comunica e vamos resolver. Até hoje a reitoria não nos procurou para inibir qualquer tipo de situação de drogas na universidade”.
De acordo com Kandy, o trabalho feito para apreender as drogas conta até mesmo com apoio internacional. “O mais importante para conseguir pegar os traficantes é o trabalho de inteligência. A investigação é muito grande. Recebemos informações da PRF, Força Nacional, Polícia Civil e Militar e também de órgãos internacionais. Recebemos denúncias da própria população, informações de outras investigações. Com todo esse trabalho, acabamos nos deparando com os traficantes”.
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Como exemplo dessa parceria, nessa sexta-feira (11) a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 99 kg de maconha que estavam em três malas em um táxi que estava passando por São José de Mipibu. As suspeitas, identificadas como Renata Virgínia Mendes, de 35 anos e Natália Tereza da Silva, de 21 anos, afirmaram que haviam sido contratadas por uma pessoa em Recife para fazer o transporte da droga e que receberiam, cada uma, o valor de R$ 1.500,00.
Também na noite dessa sexta, uma ação da Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc), no bairro da Redinha, Zona Norte da capital, resultou na prisão em flagrante de três homens e uma mulher acusados de comercializarem drogas. Com eles a polícia apreendeu cocaína, sacos plásticos para embalar a droga, três balanças de precisão e a quantia de R$ 985. Os presos foram identificados como sendo o balconista Diego Marcos Albano, 26, vulgo “Batata”, Rodrigo Alexandre Silva de Freitas, 33, Paulo Henrique Bonfim Pinto, 22, e Wellen Jéssica da Silva, de 18 anos. As prisões aconteceram após denúncia anônima. A Polícia Civil recebeu informações de que durante a tarde, dois ocupantes num veículo tipo Ford Ka, cor preta, placas MYX 8635, iriam fazer uma entrega de drogas nas proximidades do Aquário Natal, na praia da Redinha Nova. A equipe da Denarc foi ao local e após diligências avistou o citado veículo trafegando pelo Conjunto Jardim das Flores, na Redinha, onde estavam os três acusados.
Macon
Quando os suspeitos pararam o carro em frente a uma residência, os policiais os abordaram e revistaram, sendo encontrados com eles alguns pacotes contendo cocaína. Com isso, receberam voz de prisão em flagrante. Em seguida, os policiais seguiram até a casa da companheira de Diego Marcos, Wellen Jéssica, onde foram encontrada mais certa quantidade de cocaína dentro da bolsa dela. Ela também foi presa e conduzida à Denarc. Todos foram autuados por tráfico e associação para o tráfico de drogas. Cada trouxinha de cocaína era vendida pelos traficantes ao preço de trinta reais.
10Mac
Usuário ou traficante?
Desde 2006, quando a nova lei antidrogas entrou em vigor, os “usuários” de drogas passaram a ser tratado de forma diferente dos traficantes, não podendo mais serem privados de liberdade por tal ato. As penas agora podem ser três: Uma simples advertência sobre os efeitos das drogas, a prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
“Tudo vai depender da situação. Não existe uma quantidade específica para se identificar se a pessoa que está com a droga é um traficante ou apenas um usuário. Claro que dependendo da quantidade, fica mais evidente. Por exemplo, ninguém vai ter 1 kg de maconha para consumo próprio. Quando pegamos a pessoa com uma pequena quantidade é feito um termo circunstancial, que é enviado para a justiça. Lá o juiz responsável pelo caso irá analisar a situação e definir a punição cabível de acordo com a gravidade da situação”, explicou Kandy Takahashi.
Armas de brinquedo
O assalto sofrido pelo soldado Anderson Ferreira no último dia 4 de abril, quando um grupo de adolescentes utilizou uma arma de brinquedo para render o PM, roubar a pistola dele e logo em seguida disparar contra o policial, que perdeu a visão do olho esquerdo, reacendeu a discussão em relação à comercialização desse tipo de arma.
De acordo com o superintendente da Polícia Federal do Rio Grande do Norte, Kandy Takahashi, esse tipo de comércio é crime. “Comercializar, adquirir, importar e utilizar armas de brinquedos que simulem armas de verdade é terminantemente proibido pela legislação brasileira. Isso se configura em crime de “Simulacro de Arma de Fogo”. Quem for pego infringindo essa determinação, sofrerá a sansões judiciais de acordo com a gravidade do caso”, destacou.
Ainda segundo Kandy, essas armas são constantemente usadas em ações criminosas de vários tipos. “É muito comum usarem essas armas para conseguirem entrar em agências de Correios e também em Lotéricas. As pessoas que trabalham nesses estabelecimentos até já sabem que muitos utilizam armas de brinquedo, mas elas são tão parecidas com as verdadeiras, que ninguém vai ficar conferindo”.
Para acabar com esse tipo de comércio, fiscalizações são feitas constantemente em mercadorias que entram no Estado, além de inspeções nos principais pontos de venda da cidade. “O que nós fazemos é uma fiscalização bem rígida em camelódromos e em mercadorias. A maior parte desses produtos vêm do Paraguai, então já montamos uma estratégia para inibir esse tipo de situação.”, explicou Takahashi.
Já em relação ao porte de arma de fogo “real”, o superintendente conta que, desde 2007, as normais estão mais rígidas para conceder esse tipo de benefício. “Antigamente, qualquer pessoa que se sentisse ameaçada podia vir na PF e pedir o porte de arma que geralmente ele seria concedido. Porém, agora está diferente. O porto só será concedido em último caso, de maneira excepcional. Se o sujeito está sendo ameaçado, levou um tiro na rua. Ele vem aqui e vamos avaliar o caso. Vamos observar se ele tem capacidade de manusear a arma, tanto tecnicamente quanto psicologicamente. Se for o caso, iremos conceder o porte. Lembrando que para juízes, policiais, Ministério Público e alguns outros cargos, o porte já faz parte do cargo”.
No que diz respeito ao registro, Takahashi afirma que a situação é bem mais simples e a grande maioria das pessoas pode conseguir. “São situações diferentes, quem tem registro não necessariamente tem o porte. O porte é quando a pessoa pode utilizar a arma fora de sua residência, o registro é para a pessoa ter uma arma em casa. Aí é mais simples. Fazemos a avaliação psicológica e técnica. A pessoa vai na loja, compra a arma e vem aqui fazer o registro. Se a pessoa não tiver nenhum problema com a justiça, é bem provável que consiga o registro.”. “Não tenho certeza sobre o valor, mas é algo em torno de R$ 80 para conseguir o porte e o registro”. As armas que podem ser utilizadas por civis são de calibre 38, 380 e 22, as demais são de uso restrito. “Ainda tem um dado curioso. Todos os pedidos de porte e registro de arma passam por mim e eu nunca recebi um pedido de uma mulher, sempre foram de homens”, destacou Kandy.
Fonte: JH

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Governo do RN e diretora do ITEP preparam golpe contra servidores do órgão

Ao invés de enviar projeto que já estava aprovado, Governo criou nova lei para Estatuto sem consulta aos servidores e ao SINPOL-RN.



Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública foi pego de surpresa com a criação de um projeto paralelo para a Lei Orgânica e Estatuto do ITEP, enquanto o original, que vinha sendo debatido e fundamentado há quatro anos, com participação dos servidores, desapareceu. Desta forma, o SINPOL-RN entende a manobra do Governo do RN e da diretoria do ITEP como um golpe aos trabalhadores daquele órgão.
Diante dessa surpresa e mesmo não sendo mais recebido pela diretora do ITEP, Raquel Taveira, que alega não ter tempo, o Sindicato irá tratar do assunto com o secretário de Segurança Pública, em uma reunião já agendada para a próxima segunda-feira (14).
“Os servidores do ITEP estão há quatro anos lutando pelo projeto do Estatuto e Lei Orgânica e já esperavam que ele fosse enviado para a Assembleia Legislativa, tendo o Governo do RN não cumprido prazo estabelecido em Termo de Ajustamento de Conduta. Já estávamos para entrar na Justiça para localizar o processo que está desaparecido no Gabinete Civil quando descobrimos que existe um processo paralelo, que não vai contemplar os servidores no geral e só trará benefícios para um pequeno grupo de peritos da criminalística”, afirma Renata Pimenta, vice-presidente do SINPOL-RN.
Isso, inclusive, já havia sido feito em 2008, quando esse mesmo grupo tinha feito um projeto criando Estatuto só para eles. Na época, o SINPOL-RN conseguiu que esse processo fosse retirado de pauta da Assembleia Legislativa, demonstrando que não atendia às necessidades do Instituto e permitiria as mesmas situações de imoralidade, de desvios de funções e coordenações dirigidas por pessoas não qualificadas.
“Vale lembrar que esse pequeno grupo de peritos da Criminalística, aliás, já respondeu administrativamente e foi punido pela falta de produção de laudos no ITEP. Até hoje, esse problema persiste, tendo em vista que mais de quatro mil laudos estão inconclusos e, por isso, foi preciso a Força Nacional intervir para ajudar”, destaca Renata.
O outro processo criado pela diretoria do ITEP e que o Sindicato quer notícias é o de devolução de servidores. Sobre isso, a vice-presidente do SINPOL-RN afirma: “somos favoráveis à retirada dos cargos comissionados, mas queremos um Estatuto para regulamentar a função dos servidores que estão naquele órgão ao longo de décadas. Só o Estatuto original, aprovado pela Consultoria em junho, atende essa necessidade. Isso porque ele foi feito em conjunto pelo Governo do Estado, Direção do ITEP e SINPOL-RN, que é o representante legítimo e legal, conforme estabelece o Ministério do Trabalho”.
Ela completa ainda declarando: “queremos crer que essa mudança no Estatuto não seja uma tentativa da perpetuação da atual diretora, já que pelo Estatuto original, os cargos de comando do ITEP seriam preenchidos pelo corpo técnico em final de carreira”.
Fonte: JH

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Presidente do PT: “Acordão sana problemas de Henrique, João e Wilma, não do RN”

Presidente do PT no RN rebate promessas de “união para salvação do RN” feita pela chapa PMDB, PR e PSB



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Alex Viana
Repórter de Política
O acordão, aliança política entre tradicionais adversários políticos para as eleições deste ano, resolve apenas os problemas eleitorais do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), e do deputado federal João Maia (PR). Os mandatos de Henrique e João Maia encerram no dia 31 de dezembro deste ano e, por conta disso, buscam novas eleições, sendo que Henrique para o governo do Estado e João para vice-governador. Já a vice-prefeita Wilma de Faria tem mandato até 31 de dezembro de 2016, mas pretende melhorar a posição no quadro político estadual ao tentar ocupar a cadeira que é do pai do ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB), Garibaldi Alves (PMDB), no Senado Federal, até o dia 31 de dezembro deste ano. A opinião é do presidente do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte, Eraldo Paiva, pré-candidato petista a deputado estadual. Ele classifica a união entre Henrique, Wilma e João Maia como “aliança do medo e da desconfiança”.
“A aliança do medo com a desconfiança. É assim que classifico essa aliança entre PMDB, PSB, PR e outros partidos no Rio Grande do Norte. Na verdade estão tentando resolver os problemas deles, não estão preocupados em um projeto para o RN. É o acordão que se formaliza no Estado”, avalia Eraldo Paiva, em entrevista ao Jornal de Hoje no início da tarde desta quinta-feira. “Na verdade, eles têm um histórico e desconfiança e medo de disputaras as eleições um contra o outro. Por isso a chapa do medo e da desconfiança”, justificou Eraldo.
O vereador são-gonçalense defende a chapa que poderá ter o vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, presidente estadual do PSD, como candidato a governador, e a deputada federal Fátima Bezerra, do PT, disputando o Senado. “Vamos apresentar um projeto. Tanto que estamos fazendo seminários regionais. Amanhã será em Ceará Mirim”, diz Eraldo. Com relação à chapa proporcional, que tem causado instabilidade na aliança em formação, Eraldo afirmou que o tema está sendo discutido, mas não se encontra definido. “O PT tem um pensamento que vem sendo discutido e apresentado já há um bom tempo com os partidos e com o partido internamente. Essa é uma questão que para nós do PT e do PSD não será problema. Estamos trabalhando para montar uma nominata para estadual puro sangue. Mas primeiro temos que discutir a aliança majoritária. A discussão proporcional é secundária”.
Na visão do vereador Eraldo Paiva, o principal, no momento, é consolidar a chapa majoritária, com Robinson e Fátima. “Vamos construir a candidatura da Fátima para o Senado e a de Robinson para o governo. No momento certo, vamos discutir vice-governador e Senado”, disse Eraldo, negando que a formação da chapa proporcional se constitua problema para a coligação a ser formada. “Não recebi ainda nenhuma informação por parte do presidente estadual do PSD no sentido de que não haverá aliança majoritária se não houver aliança proporcional. O PT vai construir ainda e, no momento certo, irá dialogar com os partidos que irão compor conosco, como PHS, PTB, Solidariedade, PSDC e PEN”, declarou. “O PT vai construir sua decisão. Temos vários nomes colocados para deputado estadual e federal”.
Fonte: JH