quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reforma Política: Fátima assina projeto para plebiscito popular

Em seu retorno às atividades legislativas na Câmara dos Deputados, a senadora eleita pelo Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), assinou ontem (29), no plenário da Casa, o Projeto de Decreto Legislativo que dispõe a realização de plebiscito para decidir sobre a convocação de uma assembleia nacional constituinte para discutir exclusivamente a Reforma Política.

“As eleições de 2014 retomaram a necessidade da realização de uma Reforma Política no país. A iniciativa do plebiscito para que a população posso ser ouvida e opine que tipo de sistema político quer para o país é bem-vinda e muito saudável para o fortalecimento da nossa democracia brasileira”, declarou Fátima.

“Acredito que através do plebiscito a população vai decidir pelo fim do financiamento empresarial nas campanhas, que abolirá de vez a interferência do poder econômico dentro das eleições. Sabemos que essa reforma trará mais ética para a política, mais democracia, mais participação popular e, claro, mais combate a corrupção e a impunidade no país”, completou.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilma se diz 'disposta ao diálogo' e afirma que país não está dividido

Reeleita neste domingo (26), presidente fez pronunciamento em Brasília.
Petista agradeceu no discurso ao ex-presidente Lula, seu padrinho político.


Em seu primeiro pronunciamento após ser confirmada como presidente reeleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT) afirmou neste domingo (26) não acreditar que a acirrada disputa eleitoral, decidida por uma diferença de cerca de 3,4 milhões de votos, tenha “dividido” o país. A petista ressaltou ao longo dos 26 minutos de discurso que está "disposta ao diálogo" e que quer ser uma presidente "melhor" em seu segundo mandato.
“Conclamo, sem exceção, a todas as brasileiras e brasileiros para nos unirmos em favor do futuro de nossa pátria. Não acredito que essas eleições tenham dividido o país ao meio. Creio que elas mobilizaram ideias e emoções às vezes contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca por um futuro melhor”, declarou Dilma no pronunciamento realizado em um hotel de Brasília pouco mais de uma hora após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar que ela estava matematicamente eleita.
Conclamo, sem exceção, a todas as brasileiras e brasileiros para nos unirmos em favor do futuro de nossa pátria. Não acredito que essas eleições tenham dividido o país ao meio"
Dilma Rousseff, em seu primeiro pronunciamento como presidente reeleita do Brasil
Aos 67 anos, Dilma venceu no segundo turno o adversário do PSDB, Aécio Neves. Oresultado foi confirmado pelo sistema de apuração do TSE às 20h27min53, quando 98% das urnas estavam apuradas e não havia mais possibilidade matemática de virada.
O TSE apurou 100% das seções às 0h13, quando faltavam poucas centenas de urnas. A petista tem 54.501.118 votos (51,64%) e o tucano, 51.041.155 votos (48,36%).
Ao final de uma campanha eleitoral marcada por ataques mútuos entre as campanhas do PTe do PSDB, a presidente reeleita disse que quer governar “da forma mais pacífica e democrática”. Ela destacou que está disposta a abrir um grande espaço de diálogo com todos os setores da sociedade para buscar soluções para os principais problemas do país.
"Minhas primeiras palavras são, portanto, de chamamento e união. Democracia madura e união não significam necessariamente unidade de ideias nem ação monolítica conjunta, mas, em primeiro lugar, disposição para o diálogo. Esta presidente aqui está disposta ao diálogo", enfatizou.
Condução da economia
Em meio ao discurso, Dilma fez questão de mandar um recado ao mercado financeiro, que se manteve instável nos últimos meses devido às oscilações na campanha eleitoral, especialmente nos momentos em que a petista crescia nas pesquisas.

Segundo a presidente reeleita, ela promoverá, “com urgência", ações localizadas na economia para retomar o ritmo de crescimento do país e garantir níveis altos de emprego com valorização dos salários. Dilma destacou ainda que seguirá combatendo “com rigor” a inflação e que pretende avançar no terreno da responsabilidade fiscal.
Ela ressaltou no pronunciamento que pretende estimular o diálogo e a parceria com todas as forças produtivas do país. “Mais do que nunca, é hora de cada um e todos nós acreditarmos no Brasil, ampliarmos nosso sentimento de fé nessa nação incrível a que nós temos o privilégio de pertencer e a responsabilidade de fazê-la cada vez mais próspera e mais justa.”
Reforma política
Dilma afirmou que pretende efetivar grandes projetos e que a prioridade será a reforma política. “Entre as reformas, a primeira e mais importante é a reforma política. Quero discutir esse tema profundamente com o Congresso e a população ”, disse.

Em meio às investigações de um suposto esquema de propina na Petrobras que teria sido utilizado para abastecer o caixa do PT, a presidente reeleita disse que vai combater a corrupção. “Terei o compromisso rigoroso com o combate à corrupção, propondo mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade”, disse.
Dilma encerrou o discurso dizendo que “não fugirá da luta”. “Vamos dar as mãos e avançar nessa caminha que vai nos ajudar a construir o presente e o futuro. Brasil, mais uma vez, essa filha tua não fugirá da luta. Viva o Brasil, viva o povo brasileiro”, concluiu a presidente, sob intensos aplausos da militância petista.
Após o pronunciamento, o público presente ao evento cantou um trecho do hino nacional. A presidente acompanhou e, em seguida, passou a abraçar os aliados que estavam no palco, entre eles o ex-presidente Lula e o presidente nacional do PT, Rui Falcão.
Dança e palavras de ordem
Erguendo bandeiras e faixas do partido, cerca de 1 mil militantes do PT acompanharam o primeiro discurso de Dilma como presidente reeleita em um hotel da capital federal na noite deste domingo. Em vários momentos do pronunciamento, o público gritou palavras de ordem como “um, dois, três, Dilma outra vez”, “Lula, eu te amo”, e “É tetra campeão”, em referência aos quatro governos consecutivos do PT.

A petista teve que pedir por três vezes silêncio aos militantes para poder dar continuidade ao discurso. “Eu vou pedir um pouquinho de silêncio, porque minha voz se foi, então, estou aqui usando um restinho de voz. Peço que vocês me deem uma força.”
Empolgados com a vitória nas urnas, diversos integrantes do primeiro escalão foram festejar com Dilma a reeleição. Ao som de um ritmo de forró, os ministros Miriam Belchior (Planejamento), Arthur Chioro (Saúde), Thomas Traumann (Comunicação Social), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) dançaram animadamente antes do pronunciamento e arriscaram passos de forró.
Fonte: G1

Dilma Rousseff é reeleita

Fonte: G1

'Faremos um governo técnico', diz Robinson Faria após ser eleito no RN

Robinson Faria comemora a vitória junto com familiares e amigos, em Natal.
Candidato do PSD foi eleito com 54,42% dos votos válidos.


Robinson Faria (PSD) em coletiva após vitória para governo do RN (Foto: Elias Medeiros/G1)Robinson Faria (PSD) em coletiva após vitória para governo do RN (Foto: Elias Medeiros/G1)
O candidato eleito governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), falou sobre a vitória em uma coletiva de imprensa na residência onde mora, no bairro de Petropólis, na Zona Leste de Natal. Emocionado, ele agradeceu aos eleitores e aos partidos que o apoiaram e afirmou que fará "um governo técnico", com a base em um secretariado formado por especialistas.
Mapa Rio Grande do Norte (Foto: G1/RN)Mapa Rio Grande do Norte (Foto: G1/RN)
"Faremos um governo técnico. Estou totalmente livre para premiar a competência. O fator decisivo para integrar a minha equipe não será bandeira partidária. Será a competência. No meu governo não terá essa história de um tempo para arrumar a casa. Vou trabalhar desde o primeiro dia para fazer um governo inovador, ousado, moderno e restabelecer o diálogo com a sociedade", declarou o novo governador.
O candidato destacou a presença do Partido dos Trabalhadores (PT) como aliado em sua campanha, sobretudo o apoio da senadora eleita no Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que também ocupará o cargo pela primeira vez.
"Reconheço a importância do PT na minha eleição. Foi uma campanha desigual. O outro candidato teve recursos, alianças, mas não teve o povo no palanque. Fizemos uma campanha pautada na cidadania, no espírito público, que mostrou a inteligência do povo potiguar", disse Robinson.
Apuração dos votos
Robinson Faria, do PSD, foi eleito neste domingo (26) governador do Rio Grande do Norte. Apuradas 100% das urnas no estado, Robinson conquistou 54,42% dos votos válidos - um total de 877.268 votos. O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) ficou em segundo lugar com 45,58% dos votos válidos - um total de 734.801 votos.

Natalense, Robinson Faria tem 55 anos e é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Filho de empresário, entrou para a política por iniciativa própria e foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986. Nos dois últimos mandatos como deputado (2003-2006/2007-2010) foi presidente da Assembleia Legislativa.
Em 2010, Robinson foi eleito vice-governador na chapa de Rosalba Ciarlini (DEM), atual governadora do estado. Ele assumiu a Secretaria de Recursos Hídricos no início do governo, mas rompeu com a governadora oito meses depois.
Campanha
Desde o início da campanha Robinson Faria afirmava que sua candidatura era "uma chance à democracia no Rio Grande do Norte” para que o estado não tivesse uma “eleição de um candidato só". A candidatura teve o apoio de oito partidos. O principal adversário foi o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), que contou com o apoio de dezoito partidos.

No primeiro turno, Robinson teve 623.614 votos, 78.582 a menos que Alves e levou a definição para o segundo turno. A vitória de Robinson Faria no segundo turno foi apontada nas duas pesquisas Ibope/Inter TV Cabugi divulgadas nos dias 15 e 25 de outubro. Nas duas, Robinson aparecia oito pontos à frente de Alves.
Robinson intensificou a campanha de rua no segundo turno e visitou todas as regiões do Estado, além de atuar na capital onde teve minoria de votos.
Propostas
Durante toda a campanha Robinson Faria prometeu tratar a segurança pública como prioridade. Dentre as propostas, está a integração das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), e a implantação da "polícia comunitária" para assegurar uma polícia próxima do cidadão, que utiliza a força de forma legal e proporcional, por meio do irrestrito respeito aos direitos humanos, a qualificação em consonância com a utilização de tecnologia avançada e a interação com a comunidade.

Ele defende ainda o fim do desvio de função na segurança pública que não objetiva apenas fazer os agentes retornarem às suas instituições de origem, mas assegurar que desempenhem as atribuições para as quais foram concursados nas suas próprias instituições.
Fonte: G1/RN

Robinson Faria (PSD) é eleito governador do RN

Fonte: G1/RN

domingo, 26 de outubro de 2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Cordelista Marciano Medeiros fica em 1º lugar na Categoria Livre do VIII Prêmio COSERN de Literatura de Cordel



A Cosern - Grupo Neoenergia e a Comunique Editora anunciam com prazer os nomes dos vencedores e vencedoras do VIII Prêmio Cosern Literatura de Cordel. Com a temática “Comportamento seguro – a vida acima de tudo”, esse ano, o concurso envolveu 46 participantes.
A equipe organizadora por intermédio de Karine Severo, agradeceu a todos que participaram e parabenizou aos que se destacaram com os seus trabalhos! “Reforçamos o nosso encantamento e o nosso reconhecimento pela importância da literatura de cordel. E parabéns aos poetas que vivem e lutam pela cultura popular”, mencionou Karine, após anúncio dos vencedores. O poeta Marciano Medeiros ficou em primeiro lugar na categoria livre.

Vencedores da categoria Ensino Fundamental:

1º lugar: Saulo Gabriel Q. de Souza, com o cordel Vivendo e se libertando.
2º lugar: Isaque Gomes Holanda, com Trânsito consciente, vida segura.
3º lugar: Daniel Garcia Vieira de Freitas, com Um trânsito seguro.

Categoria Ensino Médio:

1º lugar: Ohanna Macena Dezidério, com Todo cuidado é pouco.
2º Jailson Matias Leandro, com O perigo do trânsito, uma reflexão profunda.
3º lugar: Monique Stefhany S. Ferreira, com Cidadão cuidado – Vida segura no trânsito.

Categoria Livre:

1º lugar: Marciano Batista de Medeiros, com Confissões de um sedutor.
2º lugar: Hélio Alexandre Silveira e Souza, com O brando sopro da vida nas armadilhas mundanas.
3º lugar: Hélio Pedro Sousa, com Como um bom comportamento pode preservar a vida.

Escolas vencedoras:
Ensino Médio – IFRN – Campus São Gonçalo do Amarante.
Ensino Fundamental: Escola Municipal Rotary (Mossoró)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dilma tem 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, aponta Datafolha

Levantamento com 4.389 eleitores foi feito nesta segunda (20).
Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.


Pesquisa Datafolha (Foto: G1)
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (20) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 52%
- Aécio Neves (PSDB): 48%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".
De acordo com o Datafolha, na reta final da eleição, os candidatos continuam empatados, no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, mas Dilma aparece pela primeira vez numericamente à frente de Aécio em um levantamento feito após o primeiro turno.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

- Dilma Rousseff (PT): 46%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Em branco/nulo/nenhum: 5%
- Não sabe: 6%

Na margem de erro, os candidatos estão empatados tecnicamente.
O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.
Certeza do voto
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum. Veja os números:

Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe

Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem

1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).

Avaliação do governo Dilma
O governo da presidente Dilma Rousseff é aprovado por 42% dos entrevistados da pesquisa. Esse é o percentual dos que avaliam o governo como ótimo ou bom.

O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte:
- Ótimo/bom: 42%
- Regular: 37%
- Ruim/péssimo: 20%
- Não sabe: 1%

Fonte: G1

CNT/MDA: Dilma tem 45,5% e Aécio 44,5%

A 125ª Pesquisa CNT/MDA, realizada 18 e 19 de outubro de 2014 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra vantagem da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial. Pelos dados da pesquisa, a presidente tem 45,5% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 44,5% de Aécio Neves (PSDB). Pela margem de erro, que é de 2,2% para mais ou para menos, os candidatos estão empatados tecnicamente. 

Aécio Neves e Dilma Rousseff disputam o segundo turno
Aécio Neves e Dilma Rousseff disputam o segundo turno

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR - 01139/2014. Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Unidades da Federação.

Confira os dados da pesquisa:

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESPONTÂNEA)

Dilma Rousseff (43,8%), Aécio Neves (42,1%)

2º TURNO - INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESTIMULADA)

Dilma Rousseff (PT) – 45,5%
Aécio Neves (PSDB) – 44,5%

VOTOS VÁLIDOS
(percentual calculado excluindo os percentuais de brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT) – 50,5%
Aécio Neves (PSDB) – 49,5%

LIMITE DE VOTO

DILMA ROUSSEFF: é a única em que votaria (38,1%); é uma candidata em que poderia votar (19,3%); não votaria nela de jeito nenhum (40,7%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (0,2%).

AÉCIO NEVES: é o único em que votaria (34,4%); é um candidato em que poderia votar (21,4%); não votaria nele de jeito nenhum (41,0%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (1,1%).

Fonte: Tribuna do Norte

domingo, 19 de outubro de 2014

TRE apreende material de campanha de Aécio em evento religioso no CE

Grupo distribuiu camisas e folders com oração em evento religioso, diz TRE.
Material ligava imagem de Aécio Neves à Nossa Senhora.


Do G1 CE
Evento reúne cerca de um milhão de pessoas nas edições anteriores (Foto: Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza/Divulgação)
Evento reúne cerca de um milhão de pessoas
(Foto: Comunicação da Arquidiocese
de Fortaleza/Divulgação)
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará apreendeu neste sábado (18) material de campanha que associava o nome do candidato à presidência da República Aécio Neves (PSDB) à imagem de Nossa Senhora, que era distribuído durante o evento Evangelizar é Preciso, na Praia de Iracema. A celebração católica contou com a presença de cerca de um milhão de pessoas, segundo os organizadores. A assessoria do candidato afirma que a Coligação Muda Brasil não é responsável pela distribuição.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, foram apreendidas 20 caixas com mais de 150 mil folders “vinculando o candidato à imagem de Nossa Senhora” e 75 camisas “com a inscrição Muda Brasil, com referência à candidatura de Aécio”.
Ainda de acordo com o órgão, os folders continham orações, e a distribuição deles se caracterizava a doação de brindes, proibida pela Lei Eleitoral. A distribuição das camisas também é proibida, alerta o TRE. Os fiscais da propaganda realizavam ação no evento e constataram as irregularidades.
Procurada pelo G1, a assessoria da campanha de Aécio Neves afirmou que a ação de distribuição de material é desconhecida pela coligação. A "apreensão de material com propaganda de nossos candidatos em templo religioso não decorreu de ato da campanha, não sendo conhecido, até este momento, a origem do fato", diz a nota.
A coligação diz ainda receber com "estranhamento" a denúncia, "pois todas as regras de confecção e distribuição de nossa propaganda eleitoral segue as exigências da legislação. Ainda, todos os responsáveis pelas campanhas eleitorais nos estados são orientados sobre as regras a serem observadas".
Até o primeiro turno das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará recebeu 1703 denúncias de propaganda eleitoral irregular. Os pedidos para averiguar propagandas irregulares podem ser feitas pelo número de telefone 148.
As pinturas em muro representam o maior número de reclamações. Há também denúncias por carros de som, propaganda em rádio, uso indevido de banners e cartazes.
Fonte: G1

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Presidente do PSB, Roberto Amaral declara apoio a Dilma em nota e diz que partido trai luta de Campos

O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou neste sábado (11) uma carta aberta em que apoia a reeleição de Dilma Rousseff (PT) e afirma que seu partido "traiu a luta" do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao se aliar a Aécio Neves (PSDB). A declaração foi dada pelo pessebista em seu site pessoal.
O PSB apoiou a candidatura à Presidência de Marina Silva, que até a morte de Campos era vice, e nesta semana declarou que apoiaria o tucano no segundo turno após a candidata ficar em terceiro lugar nas urnas. Neste sábado, Aécio recebeu o apoio formal da família do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo em agosto deste ano.
Em um ato político no Clube Internacional em Recife com a presença do tucano, o filho mais velho de Campos, João Campos, 20, leu uma carta da viúva Renata Campos. "O Brasil pede mudanças. O governo atual não é mais capaz de promover essas mudanças. Só será possível mudar se tivermos capacidade de união e diálogo. Aécio, acredito na sua capacidade de diálogo e gestão", escreveu Renata.
Mais cedo, Aécio se comprometeu a cumprir, mesmo que de forma vaga, quase todas as exigências feitas pela ex-candidata Marina Silva (PSB), que assumiu a vaga de Campos após sua morte, em troca de seu apoio.
"Traição à luta"
Amaral diz na carta que ao se aliar "acriticamente" à candidatura Aécio Neves, o bloco que controla o partido "renega compromissos programáticos e estatutários" e "joga no lixo o legado de seus fundadores".
"Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB."
Leia abaixo a íntegra da carta aberta:
"Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro
A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.
Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém, renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.
Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.
Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.
Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.
Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.
Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.
Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.
O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.
Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.
Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.
Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.
O Brasil não pode retroagir.
Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano.
Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.
Roberto Amaral"


Fonte: www.meionorte.com